"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses." (Sócrates)

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Skáldskaparmál 26 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 26
26-A viagem de Þórr para a corte de Geirröðr.
Então Bragi respondeu: “Isso é muito digno de ser narrado, quando Þórr viajou para à corte de Geirröðr. Dessa vez ele não tinha o martelo Mjöllnir e Megingjarðar e Járngreipr, e por causa de Loki. Ele viajou com ele, porque tinha acontecido que Loki, tinha ido voar, certa vez, por diversão, com as penas de falcão de Frigg, ele voou adiante por causa da sua curiosidade, para a corte de Geirröðr e ali viu um grande salão, se sentou e olhou através da janela. Geirröðr olhou na direção dele e ordenou que o pássaro fosse capturado e trazido até ele. O mensageiro subiu o muro do salão sofrendo, de tão alto que era. Isso parecia prazeroso para Loki, quando ele viu a
dificuldade dele em apanhar-lo, e pensou em ficar e não voar, antes que ele tivesse terminado todo o perigoso caminho. Mas quando o homem estava para capturar-lo, então ele estendeu as asas para voar e bateu com força, e ficou então com os pés presos. Loki foi pego ali e levado ao jötunn Geirröðr. Mas quando ele viu os olhos dele então suspeitou que poderia ser um homem, e ordenou que falasse, mas Loki ficou em silêncio. Então Geirröðr encerrou Loki num baú e ele ficou ali faminto por três meses. Mas dessa vez quando Geirröðr tirou ele dali e mandou ele falar, então Loki disse, quem ele era, e em troca da sua vida ele jurou isso a Geirröðr, que ele viria com Þórr até Geirröðargarðr de modo que ele não levasse nem o martelo nem o cinto Megingjarðar.
Þórr veio a passar a noite com a gýgr, que era chamada Gríðr. Ela era a mãe de Víðarr, o silencioso. Ela disse a Þórr a verdade sobre Geirröðr, que ele era um jötunn astuto e difícil de confrontar. Ela deu a ele um cinto de força e luvas de ferro, que ela possuía, e seu cajado, que era chamado Gríðarvöllr.
Então Þórr viajou em direção a esse rio que é chamado Vimur, o maior de todos os rios. Então ele afivelou o seu cinto de força e suportou a correnteza com o Gríðarvöllr, enquanto Loki estava atrás segurando o cinto de força. E quando Þórr chegou no meio da correnteza, então o rio aumentou tanto,que subiu até os ombros dele. Então Þórr disse isso:
65.Não aumente agora,Vimur, porque eu desejo atravessar-te para a corte dos Jötnar; saiba, que se você, aumentar, eu então aumentarei meu ásmegin tão alto como o céu.
Então Þórr viu no alto de uma ravina, que Gjálp, filha de Geirröðr, ali ficava com as pernas em ambos os lados sobre o curso do rio, e ela fazia o rio aumentar. Então Þórr levantou de fora do rio uma enorme pedra e atirou nela e disse assim:”Na sua fonte deve o rio ser parado.”
Ele não errou a direção onde ele havia atirado. E nesse momento ele foi para a costa e segurou um ramo de sorveira-brava* e assim saiu do rio. Por causa disso é dito, que a sorveira-brava é a libertação de Þórr.
Mas quando Þórr chegou até Geirröðr, então a esses companheiros foi primeiro exibido um quarto de hóspede como acomodação, e ali estava uma cadeira para sentar, e Þórr se sentou ali. Então ele ficou ciente disso, que a cadeira se movia debaixo dele subindo para o teto. Ele pressionou o Gríðarvöllr no teto e forçou a cadeira pra baixo. Foi um grande estouro, e em seguida um altíssimo berro. Ali debaixo da cadeira estavam as filhas de
Geirröðr, Gjálp e Greip, e ele tinha quebrado a coluna de ambas. Então Þórr disse:
66.Uma vez eu usei todo o meu poder na corte dos Jötnar quando Gjálp e Greip, filhas de Geirröðr, queriam me levantar até o céu.
Então Geirröðr chamou Þórr no salão para jogar jogos. Ali estava uma enorme fogueira de uma extremidade a outra do salão. Mas quando Þórr entrou no lado oposto de Geirröðr, então Geirröðr pegou com a tenaz uma barra de ferro ardente e atirou em Þórr, mas Þórr pegou do outro lado com as luvas de ferro e levantou no ar, enquanto
Geirröðr pulou atrás de uma coluna de ferro para se salvar. Þórr atirou a barra ardente que atravessou a coluna e atravessou Geirröðr e atravessou o muro e assim foi para dentro da terra.”

Depois dessa saga Eilífr Guðrúnarson tinha escrito o Þórsdrápa.

* Observação: Essa planta é conhecida como rowan (sorbus aucuparia), a sorveirabrava, e cresce em locais frios, no outono suas folhas se tornam avermelhadas.

Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði). Tentei manter-me fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2010
E-mail:asatruar42@hotmail.com

Tinta e Juramento – Tatuagens Devocionais

Postado originalmente em Cosmogonia Nórdica:

Bem-vindos são os que se sentam.

Desta vez, escreverei sobre oferecer tatuagens para as divindades e minha experiência pessoal sobre esse assunto/

Tatuagens são uma maravilhosa e poderosa oferenda por causa do que elas representam e dos elementos envolvidos no processo: Sangue, dor, corpo astral e comprometimento.

Como é de conhecimento público (se não o é, vai se tornar agora), sangue é uma das melhores oferendas que você pode dar para um certo grupo de Divindades (como Hel, Fenrir, Ran… A maioria dos Rokkr, Gigantes e alguns Vanirs) e é um poderoso agente catalisador de magia e encantamento. Se você deseja criar seu próprio set rúnico, você precisa utilizar seu próprio sangue pra isso.

Dor é também uma boa oferenda. Fenrir ama isso. Muitos antigos (inclusive a Opus Dei) consideram dor algo muito importante para purificação ou simplesmente para agradar as Divindades. Além disso, você pode oferecer a dor de…

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Skáldskaparmál 24-25 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 24-25

24-Sobre o Jötunn Hrungnir.
Agora devo falar mais ,de como esses kenningar são, que agora são recordados, que nunca foram contados antes, assim como Bragi disse a Ægir, que Þórr estava viajando na direção leste matando Trolls, e Óðinn cavalgou sobre Sleipnir em direção a Jötunheimr e chegou até esse jötunn, que era chamado Hrungnir. Então Hrungnir perguntou, quem era o homem com elmo de ouro, que cavalgava sobre o ar e água, e disse, que ele tinha um
bom cavalo. Óðinn disse, que desejava primeiro apostar sua cabeça, e que não havia cavalo tão bom em Jötunheimr. Hrungnir disse, que esse era um bom cavalo, mas que ele possuía um melhor cavalo que dava grandes saltos. Que se chamava Gullfaxi. Hrungnir estava furioso e montou seu cavalo e cavalgou junto dele e pensou premiar-lo por suas palavras jactanciosas. Óðinn cavalgou tão grandiosamente, que ele estava perante outra colina, e Hrungnir estava possuído de jötunmóði (“fúria de gigante”), que ele não notificou que havia chegado para além do portão dos Deuses.
E ele havia chegado perante a porta do salão,os Æsir o convidaram para beber. Ele foi para dentro do salão e pediu para lhe trazerem bebida. Eles trouxeram então para o salão, os jarros que Þórr estava acostumado a beber, e Hrungnir sorveu rapidamente um por um. Quando ele ficou bêbado, então não faltou jactâncias. Ele declarou que arrancaria o Valhöll e levaria para Jötunheimr, e afundaria Ásgarðr, e mataria todos os Deuses, menos Freyja e Sif que ele desejava ter no lar com ele, e Freyja foi a única que ousou a servir bebida a ele, e ele declarou que iria beber toda a bebida dos Deuses.
Mas quando os Æsir se cansaram das jactâncias dele, então eles chamaram Þórr. Imediatamente Þórr chegou no salão e levantou no ar o martelo e estava furioso e perguntou, quem tinha falado e aconselhado que os cães dos Jötnar podia estar ali bebendo, e quem concedeu proteção a Hrungnir para estar no Valhöll e por que Freyja servia a ele na festa dos Æsir.
Então respondeu Hrungnir e não olhou com olhos amigáveis para Þórr, dizendo que Óðinn lhe ofereceu bebida e ele estava sob sua proteção. Então falou Þórr, que dessa festa Hrungnir se arrependeria, antes que ele fosse embora.
Hrungnir disse, que ÁsaÞórr teria pouca fama por matar-lo desarmado. Que teria mais coragem, se ele se atrevesse a lutar com ele nas bordas de Grjóttúnagarðr, -”e isso seria grande loucura, “disse ele,” quando eu deixei pra trás no lar meu escudo e pedra de amolar. Mas se eu tivesse aqui minhas armas, então saiba agora que nós provaríamos um Hólmganga (“Duelo na Ilha”), mas eu declaro que você será culpado de vilania se você
me matar desarmado.”
Þórr estava ansioso para que ninguém o impedisse de ir ao duelo, quando ele foi desafiado, porque ninguém tinha feito isso antes com ele. Então Hrungnir foi embora em seu caminho e galopou impetuosamente, quando ele chegou em Jötunheimr, e contou a famosa jornada dele para os Jötnar e nisso, o compromisso que estava chegando entre ele e Þórr. Embora os Jötnar tinham muito em perigo, quem de ambos vencesse. Eles estariam mal nas mãos de Þórr, se Hrungnir perdesse, primeiro porque ele seria o mais forte de todos eles.
Então os Jötnar fizeram um homem de barro em Grjóttunagarðr, e ele tinha nove milhas de altura, e três de largura abaixo dos braços, mas eles não encontraram um coração tão grande, para se tornar dele, logo eles pegaram um de uma certa égua, e ele não estava ali bem firme,quando Þórr chegou.
Hrungnir possuía um coração famoso, de pedra dura e com três pontas afiadas, tal como o símbolo esculpido que tem sido feito desde então, que é chamado de Coração de Hrungnir*. Sua cabeça era de pedra. Seu escudo era de pedra, amplo e pesado, e ele tinha o escudo na frente dele, quando ele estava em Grjóttatúnagarðr e esperava por Þórr, ele tinha na frente dele a pedra de amolar como arma e brandia sobre seus ombros e não estava gentil. Do outro lado dele estava o jötunn de barro, que era chamado Mökkurkálfi, e ele estava com muito medo. Assim é dito, que ele suava, quando ele viu Þórr.
Þórr foi até o local de encontro do duelo e Þjálfi foi com ele.
Então Þjálfi correu até o local onde Hrungnir estava, e falou para ele: “Você está sem segurança, jötunn, tendo o escudo na frente de você, mas Þórr verá você, e ele virá para cá por baixo na terra, e ele virá por debaixo de você.”
Então Hrungnir colocou o escudo abaixo dos pés e ficou sobre ele, e segurava com as duas mãos a pedra de amolar. Logo depois ele viu relâmpagos e ouviu estrondos de trovões. Então ele viu Þórr em ásmoði (“fúria divina”). Ele chegou furioso e brandiu o martelo e o atirou de longe em direção a Hrungnir. Hrungnir levantou com ambas mãos a pedra de amolar e atirou na mesma direção.A pedra de amolar encontrou-se com o martelo no ar, e a pedra de amolar quebrou em pedaços. Uma parte caiu na terra, e dali vieram todos as pedras afiadas. A outra parte estourou na cabeça de Þórr, assim ele caiu na terra. Mas o martelo Mjöllnir bateu no meio da cabeça de Hrungnir e esmagou seu crânio em pequenos pedaços, e ele caiu em cima de Þórr, de modo que sua perna ficou sobre o pescoço de Þórr. E Þjálfi lutou com Mökkurkálfi, e ele caiu com pouca glória.
Então Þjálfi foi até Þórr e tentou tirar a perna de Hrungnir de cima dele e não encontrou força suficiente. Então todos os Æsir foram até lá, quando eles ouviram que Þórr estava caído, e tentaram tirar a perna de cima dele e não obtiveram sucesso.
Então veio Magni, filho de Þórr e Járnsaxa. Ele tinha três noites de vida nessa época. Ele atirou a perna de Hrungnir de Þórr e falou: “Que pena, pai, que eu vim tão tarde. Eu creio que eu teria enviado esse jötunn para Hel com meu punho, se eu tivesse me encontrado com ele.”
Então Þórr se levantou e recebeu bem seu filho e disse, que ele seria grandioso, -”E eu,”disse ele,”darei a você o cavalo Gullfaxi, que Hrungnir possuía.”
Então Óðinn falou e disse, que Þórr tinha errado, quando ele deu esse ótimo cavalo para o filho de uma gýgr (“giganta”), e não para seu pai.

25-Sobre a Volva Gróa.
Þórr foi para Þrúðvangr, e a pedra de amolar ficou na cabeça dele. Então veio essa volva, que era chamada Gróa, esposa de Aurvandill, o valente. Ela cantava seus galdrar (“encantamentos”) sobre Þórr, para que a pedra de amolar se soltasse. Quando Þórr soube disso então pareceu esperançoso, de que a pedra de amolar seria removida, então ele desejou recompensar a medicina de Gróa e fazer-la feliz, disse a ela as novidades, que ele tinha nadado ao norte sobre Élivága e tinha carregado numa cesta sobre as suas costas,Aurvandill, do norte de Jötunheimr ,e isso é até provado, depois que um dedo do pé dele tinha ficado fora da cesta, e congelou,assim Þórr tirou-o e atirou-o acima no céu e o transformou em estrela desde então, chamada de Aurvandilstá (“Dedo de Aurvandill”). Þórr disse, que não tinha passado muito tempo que Aurvandill tinha voltado ao lar, mas Gróa estava tão feliz, que ela não se lembrou dos galdrar, e a pedra de amolar não se soltou e ficou na cabeça de Þórr, e depois disso foi proibido lançar uma pedra de amolar pelo solo, porque desde então a pedra de amolar se move na cabeça de Þórr.

Depois dessa saga Þjóðólfr hvinverski escreveu o Haustlöng*.”
Então Ægir disse:”Me parece que Hrungnir era muito poderoso. Þórr realizou mais valorosas proezas, quando ele estava com os Trolls?”
* Observação:É possível que o sinal abaixo seja o Hrungnishjarta (“Coração de Hrungnir”) do qual aparece nessa narração acima.

Sem título
* O poema Haustlöng embora ele seja citado não aparece no manuscrito Codex Upsaliensis/Uppsalabók (a Edda de Uppsala, datado de cerca de 1300 d.c.), do qual essa tradução foi feita.

 
Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði). Tentei manter – me
fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2009

E-mail:asatruar42@hotmail.com

Skáldskaparmál 12-23 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 12-23

12.Referências para Baldr.
Quais são as referências para Baldr? Por chamar-lo de filho de Óðinn e Frigg, marido de Nanna, pai de Forseti, possuidor do Hringhorni e Draupnir, adversário de Höðr, companheiro de Hel, Deus das lágrimas. Úlfr  Uggason, seguindo a estória de Baldr, tinha composto uma longa passagem no Húsdrápa, e exemplos antigos são recordados com referência a isso, de como Baldr é assim chamado.

13. Referências para Njörðr.
Quais são as referências para Njörðr? Por chamar-lo de Deus do Vanir ou Descendência do Vanir ou Vanr e pai de Freyr e Freyja, Deus da riqueza. Assim diz Þórðr Sjáreksson:
59.Guðrún se tornou a assassina de seus filhos;
a sábia noiva do Deus não pode amar o Vanr;
Kjalar treinava cavalos muito bem;
Hamðir é dito não ter poupado o jogo das espadas.

14. Referências para Freyr.
Quais são as referências para Freyr? Assim: por chamar-lo de filho de Njörðr, irmão de Freyja e também Deus Vanir e Descendência do Vanir e Vanr e Deus das estações e da riqueza. Assim canta Egill Skalla-Grímsson:
60.Freyr e Njörðr haviam dotado Grjótbjörn com o poder da abundancia.
Freyr é chamado de adversário de Beli, assim canta Eyvindr skáldaspillir:
61.Quando o inimigo do conde desejou viver na remota terra do inimigo de Beli.
Ele é o dono do Skíðblaðnir e do javali chamado Gullinbursti, assim como é contado aqui:
62.Os filhos de Ívaldi se adiantaram no início dos tempos para fabricarem Skíðblaðnir, o melhor de todos os navios para Freyr, o nobre filho de Njörðr.
Assim disse Úlfr Uggason:
63.Primeiro cavalga Freyr, o rei dos homens, sobre seu javali com cerdas de ouro, para a pira do filho de Óðinn.
Ele também é chamado de Slíðrugtanni.

15. Referências para Heimdallr.
Quais são as referências para Heimdallr? Assim:por chamar-lo filho de nove mães ou Guardião dos Deuses, como já foi escrito ou Deus Branco, inimigo de Loki, procurador do colar de Freyja. A espada é chamada de Cabeça de Heimdallr: por isso é dito que ele foi golpeado por uma cabeça de um homem.O conto disso é relatado no Heimdallargaldri, e desde então a cabeça é chamada de Medida de Heimdallr. A espada chama-se Medida do Homem. Heimdallr é possuidor do Gulltoppr. Ele também é freqüentador do Vágasker e Singasteinn, onde ele lutou com Loki pelo colar Brísingamen, ele é também chamado de Vindhlér.Úlfr Uggason compôs uma longa passagem no Húsdrápa sobre essa lenda e lá está escrito que eles estavam em forma de focas. Heimdallr é filho de Óðinn.

16. Referências para Týr.
Quais são as referências para Týr? Assim: por chamar-lo de Deus Maneta e criador do lobo, Deus das batalhas, filho de Óðinn.

17. Referências para Bragi.
Quais são as referências para Bragi? Assim: por chamar-lo de marido de Iðunn, primeiro fazedor da poesia e Deus de longas barbas (depois de seu nome, um homem que tem uma grande barba é chamado de barba de Bragi) e filho de Óðinn.

18- Referências para Víðarr.
Quais são as referências para Víðarr? Ele pode ser chamado de Deus Silencioso, possuidor do sapato de ferro, inimigo e matador do lobo Fenris, vingador dos Deuses, Divino habitante do domicílio do Pai e filho de Óðinn, irmão dos Æsir.

19- Referências para Váli.
Quais são as referências para Váli?Assim:por chamar-lo filho de Óðinn e Rindr,enteado de
Frigg,irmão dos Æsir,vingador de Baldr, inimigo e matador de Höðr, habitante do domicílio do Pai.

20- Referências para Höðr.
Quais são as referências para Höðr? Assim: por chamar-lo de Deus Cego, matador de Baldr, atirador do visco, filho de Óðinn, companheiro de Hel, inimigo de Váli.

21- Referências para Ullr.
Quais são as referências para Ullr? Assim: por chamar-lo de filho de Sif, enteado de Þórr, Deus do esqui, Deus do arco, Deus da caça, Deus do escudo.

22- Referências para Hænir.
Quais são as referências para Hænir? Assim: por chamar-lo de companheiro do banco ou amigo de Óðinn e de Deus ágil e de longas pernas e rei da argila.

23. Referências para Loki.
Quais são as referências para Loki? Assim: chamando-o filho de Fárbauti e Laufey ou Nál, irmão de Býleistr e de Helblindi, pai de Vánargandr (lobo Fenrir) e Jörmungandr (Serpente Miðgarðr) e Hel e Nari e Áli, parente e tio, companheiro maligno e companheiro de banco de Óðinn e dos Æsir, visitante e adorno do baú de Geirröðr, ladrão dos Jötnar, do bode e do Brísingamen e das maçãs de Iðunn, parente de Sleipnir, marido de Sigyn, inimigo
dos Deuses, malfeitor dos cabelos de Sif, forjador do mal, Deus astuto, caluniador e trapaceiro dos Deuses, planejador da morte de Baldr, Deus acorrentado, inimigo de Heimdallr e Skaði. Assim como Úlfr Uggason cantou aqui:
64.O hábil renomado guardião do arco-íris combateu contra o astuto filho de Fárbauti, no Singasteinn, antes o robusto filho de nove mães ganhou o belo colar de pedras.
Eu conheço seções de louvor.
Aqui está escrito que Heimdallr é filho de nove mães.

Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði).Tentei manter-me
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Skáldskaparmál 11 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um dialogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 11

11-Referências para Þórr.

Quais são as referências para Þórr? Assim, por chamar-lo filho de Óðinn e Jörð, pai de Magni e Móði e Þrúðr, marido de Sif, padrasto de Ullr, dono e possuidor do Mjöllnir e Megingjörð, Bilskirnir, defensor de Ásgarðr, Miðgarðr, adversário e matador de Jötnar e Fêmeas Trolls, assassino de Hrungnir, Geirröðr, Þrívaldi, senhor de Þjálfi e Röskva, adversário da Serpente Miðgarðr, filho adotivo de Vingnir e Hlóra. Assim disse Bragi, o escaldo:

42.A linha do herdeiro de Viðrir (Óðinn) estava longe de afrouxar, quando estava na esteira, no esqui (Barco) de Eynæfis (Jötunn), quando Jörmungandr se desenrolou no mar.
Assim disse Ölvir hnúfa:
43.O circulo de todas as Terras (Serpente Miðgarðr) e o filho de Jörð ficaram violentos.
Assim disse Eilífr:
44.O irmão de Röskva (Þjálfi) ficou enfurecido, o pai de Magni (Þórr) deu um golpe vitorioso; nem Þórr nem Þjálfi abalaram a poderosa pedra (o coração) com terror.
E assim disse Eysteinn Valdason:
45.O pai de Þrúðr (Þórr) olhou fixamente para o caminho íngreme (Terra) do anel (Serpente Miðgarðr) até a habitação do peixe vermelho (Mar) fluir sobre o barco.
Eysteinn disse mais:
46.O amado de Sif (Þórr) rapidamente trouxe para fora o equipamento de pesca com o velho companheiro, nós podemos agitar o chifre que jorra (Hidromel) de Hrimnir (dos Jötnar).
E ele disse mais:
47.O peixe da terra (Serpente Miðgarðr) respondeu de tal modo, que os punhos do parente de Ullr (Þórr) bateram ruidosamente contra o barco, que as amplas madeiras (do Barco) foram empurrados para frente.
E assim disse Bragi:
48.O amedrontador de Öflugbarði (Þórr) levantou seu martelo com a mão direita quando ele reconheceu o peixe que liga todas as terras (Serpente Miðgarðr).
E assim disse Gamli:
49.Enquanto o senhor do Bilskirnir, que nunca nutriu traição em seu coração, rapidamente destruiu o peixe do mar (Serpente Miðgarðr) com o destruidor (Mjöllnir) de baleia do desfiladeiro (Jötnar).
Assim disse Þorbjörn dísarskáld:
50.Þórr com Yggr tinham mensageiros (Æsir) que guardavam Ásgarðr com poder.
Assim disse Bragi:
51.E o feio anel (Serpente Miðgarðr) do caminho do lado do barco a remo (Mar) olhou de baixo fixamente com malevolência para o destruidor da cabeça de Hrungnir (Mjöllnir).
E Bragi disse:
52.Você fez bem, quebrando em pedaços as nove cabeças de Þrívaldi, conseguindo manter seus animais (os Bodes/ou Bois?) com notoriedade no sumbel.
Assim disse Eilífr:
53.O opressor (Þórr) do povo (Trolls) das mulheres que viajam ao anoitecer (Fêmeas Trolls) abriu a boca dos seus braços (os punhos) sob o ardente peso do joio da pinça (o Ferro).
Assim disse Úlfr Uggason:
54.O grosseiro robusto (Hymir) é dito ter pensado no tremendo perigo, no Senhor dos Bodes (Þórr) estar puxando o enorme peso (Jörmungandr).
E mais isso:
55.O mais poderoso matador (Þórr) deixou seu punho chocar-se no Gautr da montanha (Jötunn), um poderoso ferimento isso foi, na orelha do explorador (Jötunn Hymir) do osso dos juncos (Rocha).
(56.)O Viðgymnir (Þórr) que atravessa o Vimur arrancou fora, da brilhante serpente, a terra da orelha (Cabeça), nas ondas.
Assim estava lá dentro (do salão) decorado com imagens.
Aqui ele é chamado de Jötunn que atravessa o Vimur. Vimur é o nome do rio, que Þórr nadou, quando ele foi visitar a corte de Geirröðr. E o escaldo Vetrliði assim diz:
57.Você quebrou as pernas de Leikn, esmagou Þrívaldi, derrubou Starkaðr, ficou em cima de Gjalp morta.
E assim diz Þorbjörn dísarskáld:
58.Bateu na cabeça de Keila, você quebrou Kjallandi totalmente, antes de você matar Lútr e Leiði, deixou Búseyra sangrando;
você trouxe um fim a Hengjankjöpta, Hyrrokkin morreu anteriormente; ainda foi antes do escurecer que a vida de Svívör foi tomada.

 

Essa tradução foi feita por Marcio A. Moreira (Vitki Þórsgoði).Tentei manter-me fiel
na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2010
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Skáldskaparmál 1 – 4 (Edda em Prosa)

Estou começando a disponibilizar no blog o material que tenho guardado em HD. Para a leitura dos Eddas (Edda, nome próprio feminino; coleção de poemas antigos nórdicos do começo do século XIII) é interessante o uso do google tradutor, pois aqui temos desde termos em inglês, islandês até húngaro e sueco. Divirtam-se!

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi,o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 01-04

Aegir

Aegir

01-Ægir viaja para Ásgarðr.

Um certo homem era chamado Ægir ou Hlér. Ele habitava sobre a ilha que é chamada Hlésey (Læsso) e era profundamente versado em magia. Ele tomou o caminho para Ásgarðr, mas o Æsir já tinha previsão de sua jornada e ele foi recebido com alegria, todavia muitas coisas foram mostradas através da mágica ilusória. No entardecer, quando era a hora de beber, Óðinn tinha espadas tão brilhantes no salão que a luz irradiava delas e nenhuma outra iluminação era usada enquanto eles se sentavam para beber. Então os Æsir tinham instituído o banquete, e nas altas cadeiras se sentavam os doze Æsir que eram designados para serem juízes e esses eram seus nomes: Þórr, Njörðr, Freyr, Týr, Heimdallr, Bragi, Viðarr, Váli, Ullr, Hoenir, Forseti, Loki; e da mesma maneira as Ásynjur: Frigg, Freyja, Gefjun, Iðunn, Gerðr, Sigyn, Fulla, Nanna. Era glorioso para Ægir olhar sobre tudo isso no salão: os revestimentos eram todos suspensos com belos escudos. Havia também um forte hidromel e era bebido em grandes goles. O homem sentado próximo a Ægir era Bragi, e eles tomaram juntos parte na bebida e na conversa Bragi contou a Ægir muitas novidades que tinha acontecido entre os Æsir.

02-O jötunn Þjazi rapta Iðunn.

Ele começou a estória no ponto onde três dos Æsir, Óðinn, Loki e Hoenir partiram do lar, e
foram andar sobre as montanhas e desertos, e a comida era difícil de encontrar. Mas quando
eles chegaram a um certo vale, eles viram um rebanho de bois, e pegaram um deles, e o
colocou para cozinhar. Mas, quando eles pensaram que já devia estar cozinhado, eles
apagaram o fogo e viram que não estava cozinhado. Uma segunda vez depois de um certo
tempo, eles viram que ainda não tinha sido cozinhado. Eles foram se aconselhar juntos e
perguntavam um ao outro como isso poderia acontecer.
Então eles ouviram uma voz saindo do carvalho acima deles, declarando que ele que se
sentava ali disse que tinha causado a falta de virtude no fogo. Eles olharam para lá e ali se
sentava uma águia; e não era pequena.
Então a águia disse: “Se vocês me alimentarem com o boi, então ele cozinhará no fogo.”
Eles consentiram. Então ele flutuou da árvore e desceu para o fogo, e em seguida, primeiro
tomou para si muitas coxas do boi, e ambos os ombros.
Então Loki ficou furioso, agarrou uma vareta grande, brandiu com toda sua força, e a
conduziu no corpo da águia. A águia saltou violentamente com o bater das asas e voou, de
forma que a vareta ficou presa nas costas da águia, e a mão de Loki estava na outra
extremidade da vareta. A águia voou tão alto que os pés de Loki batiam contra as
montanhas, montões de pedra e árvores, e ele pensou que seus braços seriam cortados fora
de seus ombros. Ele berrou alto, pedindo a águia urgentemente por paz; mas a águia declarou
que Loki nunca seria solto, a menos que ele lhe desse a promessa de induzir Iðunn para que
saísse de Ásgarðr com suas maçãs. Loki consentiu, e sendo imediatamente solto, foi até seus
companheiros; e nada mais é contado de sua jornada, até que eles tinham chegado ao lar.
Mas no tempo marcado Loki atraiu Iðunn para fora de Ásgarðr em um certo
bosque, dizendo que ele tinha encontrado tais maçãs que pareciam como as dela e de grande
virtude, e rogou que ela estivesse com as suas maçãs para as comparar com aquelas. Então
Þjazi o jötunn veio ali em forma de águia e levou Iðunn e voou embora com ela, para
Þrymheimr, o seu domicílio.

03-Loki obtém Iðunn e Þjazi morre.

Mas o destino dos Æsir foi grave com o desaparecimento de Iðunn, e rapidamente eles se
tornaram grisalhos e velhos. Então esses Æsir tomaram conselho junto, e cada um
perguntava ao outro quem tinha sido o último a estar com Iðunn; e o último que tinha sido
visto estado com ela e tinha saído de Ásgarðr era Loki. Logo depois Loki foi agarrado e
trazido para a Þing, e foi ameaçado de morte ou torturas; quando ele ficou bem
amedrontado, ele declarou que ele procuraria Iðunn em Jötunheimr, se Freyja emprestasse a
ele a plumagem de falcão que ela possuía.
E quando ele conseguiu a plumagem de falcão, ele voou ao norte para Jötunheimr, e chega a
um certo dia ao lar de Þjazi, o jötunn. Þjazi estava remando no mar, mas Iðunn estava no lar
sozinha: Loki a transformou em uma noz e agarrou ela em suas garras e voou ao máximo
que pode. Agora Þjazi chego ao lar e Iðunn tinha sumido, ele tomou sua forma de águia e
voou atrás de Loki, fazendo um poderoso som com suas asas em seu vôo com sua
pressa. Mas quando os Æsir viram em que estado o falcão voava com a noz, e onde a águia
estava voando, eles foram para fora de Ásgarðr e colocaram uma pilha de gravetos ali. Tão
logo o falcão voou para a fortaleza, ele se deteve no muro do castelo; então os Æsir atiraram
fogo nos gravetos. Mas a águia não conseguiu parar quando ele perdeu o falcão:as penas da
águia pegaram fogo, e imediatamente seu vôo cessou. Então os Æsir foram para perto e
mataram Þjazi, o jötunn, dentro do Portão dos Æsir, e essa morte é extremamente famosa.
Agora Skaði, a filha de Þjazi, pegou elmo, cota de malha e todas as armas de guerra e
procedeu para Ásgarðr, para vingar seu pai. Os Æsir, porém, ofereceram e compensaram: o
primeiro artigo era que ela deveria escolher para ela um marido entre os Æsir e escolheria
apenas pelo pé, não vendo mais nada deles.
Então ela viu o pé de um homem belo passando, e disse:”Eu escolho esse: em Baldr pouco
pode ser feio”. Mas esse era de Njörðr do Nóatún.
Ela tinha esse artigo também em seu compromisso de reconciliação: que os Æsir deveria
fazer uma coisa que ela pensou que eles não seriam capazes de realizar: fazer ela rir. Então
Loki fez isso: ele amarrou uma corda na barba de um bode, e a outra extremidade seria em
seus próprios órgãos genitais, e cada um puxava em sua direção, e cada um dos dois
berravam alto; então Loki se deixou cair sobre os joelhos de Skaði, e ela riu. Logo após, a
reconciliação foi feita entre ela e a parte dos Æsir.

04-Da Família de Þjazi.

Bragi

Bragi

Assim é dito, que Óðinn fez isso por meio de reparação para Skaði: ele pegou os olhos de Þjazi e os atirou no alto do céu e fez deles duas estrelas.
Então Ægir disse: “Me parece que Þjazi era um homem poderoso, agora de que família ele vem?”
Bragi respondeu: “Seu pai era chamado Ölvaldi e se eu dizer dele para ti, você achará essas coisas maravilhosas. Ele era muito rico em ouro. Mas quando ele morreu e seus filhos vieram para dividir a herança, eles estabeleceram o peso em ouro para dividir e decidiram que cada um levaria tanto quanto consegui-se segurar em uma bocada e todos levariam o mesmo número de bocadas. O primeiro deles foi Þjazi, o segundo Iði ,e o terceiro Gangr. E nós temos isso como uma metáfora entre nós agora, para chamar o ouro de o “conto da boca” desses jötnar; mas nós escondemos isso em termos secretos e na arte poética que nós chamamos de “discurso”, ou “palavra”, ou “conversa”, desses jötnar.”
Então Ægir disse: “Eu creio que oculta bem em termos secretos.”

Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði). Tentei manter-me fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2009
E-mail:asatruar42@hotmail.com

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