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Skáldskaparmál 26 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 26
26-A viagem de Þórr para a corte de Geirröðr.
Então Bragi respondeu: “Isso é muito digno de ser narrado, quando Þórr viajou para à corte de Geirröðr. Dessa vez ele não tinha o martelo Mjöllnir e Megingjarðar e Járngreipr, e por causa de Loki. Ele viajou com ele, porque tinha acontecido que Loki, tinha ido voar, certa vez, por diversão, com as penas de falcão de Frigg, ele voou adiante por causa da sua curiosidade, para a corte de Geirröðr e ali viu um grande salão, se sentou e olhou através da janela. Geirröðr olhou na direção dele e ordenou que o pássaro fosse capturado e trazido até ele. O mensageiro subiu o muro do salão sofrendo, de tão alto que era. Isso parecia prazeroso para Loki, quando ele viu a
dificuldade dele em apanhar-lo, e pensou em ficar e não voar, antes que ele tivesse terminado todo o perigoso caminho. Mas quando o homem estava para capturar-lo, então ele estendeu as asas para voar e bateu com força, e ficou então com os pés presos. Loki foi pego ali e levado ao jötunn Geirröðr. Mas quando ele viu os olhos dele então suspeitou que poderia ser um homem, e ordenou que falasse, mas Loki ficou em silêncio. Então Geirröðr encerrou Loki num baú e ele ficou ali faminto por três meses. Mas dessa vez quando Geirröðr tirou ele dali e mandou ele falar, então Loki disse, quem ele era, e em troca da sua vida ele jurou isso a Geirröðr, que ele viria com Þórr até Geirröðargarðr de modo que ele não levasse nem o martelo nem o cinto Megingjarðar.
Þórr veio a passar a noite com a gýgr, que era chamada Gríðr. Ela era a mãe de Víðarr, o silencioso. Ela disse a Þórr a verdade sobre Geirröðr, que ele era um jötunn astuto e difícil de confrontar. Ela deu a ele um cinto de força e luvas de ferro, que ela possuía, e seu cajado, que era chamado Gríðarvöllr.
Então Þórr viajou em direção a esse rio que é chamado Vimur, o maior de todos os rios. Então ele afivelou o seu cinto de força e suportou a correnteza com o Gríðarvöllr, enquanto Loki estava atrás segurando o cinto de força. E quando Þórr chegou no meio da correnteza, então o rio aumentou tanto,que subiu até os ombros dele. Então Þórr disse isso:
65.Não aumente agora,Vimur, porque eu desejo atravessar-te para a corte dos Jötnar; saiba, que se você, aumentar, eu então aumentarei meu ásmegin tão alto como o céu.
Então Þórr viu no alto de uma ravina, que Gjálp, filha de Geirröðr, ali ficava com as pernas em ambos os lados sobre o curso do rio, e ela fazia o rio aumentar. Então Þórr levantou de fora do rio uma enorme pedra e atirou nela e disse assim:”Na sua fonte deve o rio ser parado.”
Ele não errou a direção onde ele havia atirado. E nesse momento ele foi para a costa e segurou um ramo de sorveira-brava* e assim saiu do rio. Por causa disso é dito, que a sorveira-brava é a libertação de Þórr.
Mas quando Þórr chegou até Geirröðr, então a esses companheiros foi primeiro exibido um quarto de hóspede como acomodação, e ali estava uma cadeira para sentar, e Þórr se sentou ali. Então ele ficou ciente disso, que a cadeira se movia debaixo dele subindo para o teto. Ele pressionou o Gríðarvöllr no teto e forçou a cadeira pra baixo. Foi um grande estouro, e em seguida um altíssimo berro. Ali debaixo da cadeira estavam as filhas de
Geirröðr, Gjálp e Greip, e ele tinha quebrado a coluna de ambas. Então Þórr disse:
66.Uma vez eu usei todo o meu poder na corte dos Jötnar quando Gjálp e Greip, filhas de Geirröðr, queriam me levantar até o céu.
Então Geirröðr chamou Þórr no salão para jogar jogos. Ali estava uma enorme fogueira de uma extremidade a outra do salão. Mas quando Þórr entrou no lado oposto de Geirröðr, então Geirröðr pegou com a tenaz uma barra de ferro ardente e atirou em Þórr, mas Þórr pegou do outro lado com as luvas de ferro e levantou no ar, enquanto
Geirröðr pulou atrás de uma coluna de ferro para se salvar. Þórr atirou a barra ardente que atravessou a coluna e atravessou Geirröðr e atravessou o muro e assim foi para dentro da terra.”

Depois dessa saga Eilífr Guðrúnarson tinha escrito o Þórsdrápa.

* Observação: Essa planta é conhecida como rowan (sorbus aucuparia), a sorveirabrava, e cresce em locais frios, no outono suas folhas se tornam avermelhadas.

Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði). Tentei manter-me fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2010
E-mail:asatruar42@hotmail.com


Skáldskaparmál 24-25 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 24-25

24-Sobre o Jötunn Hrungnir.
Agora devo falar mais ,de como esses kenningar são, que agora são recordados, que nunca foram contados antes, assim como Bragi disse a Ægir, que Þórr estava viajando na direção leste matando Trolls, e Óðinn cavalgou sobre Sleipnir em direção a Jötunheimr e chegou até esse jötunn, que era chamado Hrungnir. Então Hrungnir perguntou, quem era o homem com elmo de ouro, que cavalgava sobre o ar e água, e disse, que ele tinha um
bom cavalo. Óðinn disse, que desejava primeiro apostar sua cabeça, e que não havia cavalo tão bom em Jötunheimr. Hrungnir disse, que esse era um bom cavalo, mas que ele possuía um melhor cavalo que dava grandes saltos. Que se chamava Gullfaxi. Hrungnir estava furioso e montou seu cavalo e cavalgou junto dele e pensou premiar-lo por suas palavras jactanciosas. Óðinn cavalgou tão grandiosamente, que ele estava perante outra colina, e Hrungnir estava possuído de jötunmóði (“fúria de gigante”), que ele não notificou que havia chegado para além do portão dos Deuses.
E ele havia chegado perante a porta do salão,os Æsir o convidaram para beber. Ele foi para dentro do salão e pediu para lhe trazerem bebida. Eles trouxeram então para o salão, os jarros que Þórr estava acostumado a beber, e Hrungnir sorveu rapidamente um por um. Quando ele ficou bêbado, então não faltou jactâncias. Ele declarou que arrancaria o Valhöll e levaria para Jötunheimr, e afundaria Ásgarðr, e mataria todos os Deuses, menos Freyja e Sif que ele desejava ter no lar com ele, e Freyja foi a única que ousou a servir bebida a ele, e ele declarou que iria beber toda a bebida dos Deuses.
Mas quando os Æsir se cansaram das jactâncias dele, então eles chamaram Þórr. Imediatamente Þórr chegou no salão e levantou no ar o martelo e estava furioso e perguntou, quem tinha falado e aconselhado que os cães dos Jötnar podia estar ali bebendo, e quem concedeu proteção a Hrungnir para estar no Valhöll e por que Freyja servia a ele na festa dos Æsir.
Então respondeu Hrungnir e não olhou com olhos amigáveis para Þórr, dizendo que Óðinn lhe ofereceu bebida e ele estava sob sua proteção. Então falou Þórr, que dessa festa Hrungnir se arrependeria, antes que ele fosse embora.
Hrungnir disse, que ÁsaÞórr teria pouca fama por matar-lo desarmado. Que teria mais coragem, se ele se atrevesse a lutar com ele nas bordas de Grjóttúnagarðr, -”e isso seria grande loucura, “disse ele,” quando eu deixei pra trás no lar meu escudo e pedra de amolar. Mas se eu tivesse aqui minhas armas, então saiba agora que nós provaríamos um Hólmganga (“Duelo na Ilha”), mas eu declaro que você será culpado de vilania se você
me matar desarmado.”
Þórr estava ansioso para que ninguém o impedisse de ir ao duelo, quando ele foi desafiado, porque ninguém tinha feito isso antes com ele. Então Hrungnir foi embora em seu caminho e galopou impetuosamente, quando ele chegou em Jötunheimr, e contou a famosa jornada dele para os Jötnar e nisso, o compromisso que estava chegando entre ele e Þórr. Embora os Jötnar tinham muito em perigo, quem de ambos vencesse. Eles estariam mal nas mãos de Þórr, se Hrungnir perdesse, primeiro porque ele seria o mais forte de todos eles.
Então os Jötnar fizeram um homem de barro em Grjóttunagarðr, e ele tinha nove milhas de altura, e três de largura abaixo dos braços, mas eles não encontraram um coração tão grande, para se tornar dele, logo eles pegaram um de uma certa égua, e ele não estava ali bem firme,quando Þórr chegou.
Hrungnir possuía um coração famoso, de pedra dura e com três pontas afiadas, tal como o símbolo esculpido que tem sido feito desde então, que é chamado de Coração de Hrungnir*. Sua cabeça era de pedra. Seu escudo era de pedra, amplo e pesado, e ele tinha o escudo na frente dele, quando ele estava em Grjóttatúnagarðr e esperava por Þórr, ele tinha na frente dele a pedra de amolar como arma e brandia sobre seus ombros e não estava gentil. Do outro lado dele estava o jötunn de barro, que era chamado Mökkurkálfi, e ele estava com muito medo. Assim é dito, que ele suava, quando ele viu Þórr.
Þórr foi até o local de encontro do duelo e Þjálfi foi com ele.
Então Þjálfi correu até o local onde Hrungnir estava, e falou para ele: “Você está sem segurança, jötunn, tendo o escudo na frente de você, mas Þórr verá você, e ele virá para cá por baixo na terra, e ele virá por debaixo de você.”
Então Hrungnir colocou o escudo abaixo dos pés e ficou sobre ele, e segurava com as duas mãos a pedra de amolar. Logo depois ele viu relâmpagos e ouviu estrondos de trovões. Então ele viu Þórr em ásmoði (“fúria divina”). Ele chegou furioso e brandiu o martelo e o atirou de longe em direção a Hrungnir. Hrungnir levantou com ambas mãos a pedra de amolar e atirou na mesma direção.A pedra de amolar encontrou-se com o martelo no ar, e a pedra de amolar quebrou em pedaços. Uma parte caiu na terra, e dali vieram todos as pedras afiadas. A outra parte estourou na cabeça de Þórr, assim ele caiu na terra. Mas o martelo Mjöllnir bateu no meio da cabeça de Hrungnir e esmagou seu crânio em pequenos pedaços, e ele caiu em cima de Þórr, de modo que sua perna ficou sobre o pescoço de Þórr. E Þjálfi lutou com Mökkurkálfi, e ele caiu com pouca glória.
Então Þjálfi foi até Þórr e tentou tirar a perna de Hrungnir de cima dele e não encontrou força suficiente. Então todos os Æsir foram até lá, quando eles ouviram que Þórr estava caído, e tentaram tirar a perna de cima dele e não obtiveram sucesso.
Então veio Magni, filho de Þórr e Járnsaxa. Ele tinha três noites de vida nessa época. Ele atirou a perna de Hrungnir de Þórr e falou: “Que pena, pai, que eu vim tão tarde. Eu creio que eu teria enviado esse jötunn para Hel com meu punho, se eu tivesse me encontrado com ele.”
Então Þórr se levantou e recebeu bem seu filho e disse, que ele seria grandioso, -”E eu,”disse ele,”darei a você o cavalo Gullfaxi, que Hrungnir possuía.”
Então Óðinn falou e disse, que Þórr tinha errado, quando ele deu esse ótimo cavalo para o filho de uma gýgr (“giganta”), e não para seu pai.

25-Sobre a Volva Gróa.
Þórr foi para Þrúðvangr, e a pedra de amolar ficou na cabeça dele. Então veio essa volva, que era chamada Gróa, esposa de Aurvandill, o valente. Ela cantava seus galdrar (“encantamentos”) sobre Þórr, para que a pedra de amolar se soltasse. Quando Þórr soube disso então pareceu esperançoso, de que a pedra de amolar seria removida, então ele desejou recompensar a medicina de Gróa e fazer-la feliz, disse a ela as novidades, que ele tinha nadado ao norte sobre Élivága e tinha carregado numa cesta sobre as suas costas,Aurvandill, do norte de Jötunheimr ,e isso é até provado, depois que um dedo do pé dele tinha ficado fora da cesta, e congelou,assim Þórr tirou-o e atirou-o acima no céu e o transformou em estrela desde então, chamada de Aurvandilstá (“Dedo de Aurvandill”). Þórr disse, que não tinha passado muito tempo que Aurvandill tinha voltado ao lar, mas Gróa estava tão feliz, que ela não se lembrou dos galdrar, e a pedra de amolar não se soltou e ficou na cabeça de Þórr, e depois disso foi proibido lançar uma pedra de amolar pelo solo, porque desde então a pedra de amolar se move na cabeça de Þórr.

Depois dessa saga Þjóðólfr hvinverski escreveu o Haustlöng*.”
Então Ægir disse:”Me parece que Hrungnir era muito poderoso. Þórr realizou mais valorosas proezas, quando ele estava com os Trolls?”
* Observação:É possível que o sinal abaixo seja o Hrungnishjarta (“Coração de Hrungnir”) do qual aparece nessa narração acima.

Sem título
* O poema Haustlöng embora ele seja citado não aparece no manuscrito Codex Upsaliensis/Uppsalabók (a Edda de Uppsala, datado de cerca de 1300 d.c.), do qual essa tradução foi feita.

 
Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði). Tentei manter – me
fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2009

E-mail:asatruar42@hotmail.com


Skáldskaparmál 12-23 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 12-23

12.Referências para Baldr.
Quais são as referências para Baldr? Por chamar-lo de filho de Óðinn e Frigg, marido de Nanna, pai de Forseti, possuidor do Hringhorni e Draupnir, adversário de Höðr, companheiro de Hel, Deus das lágrimas. Úlfr  Uggason, seguindo a estória de Baldr, tinha composto uma longa passagem no Húsdrápa, e exemplos antigos são recordados com referência a isso, de como Baldr é assim chamado.

13. Referências para Njörðr.
Quais são as referências para Njörðr? Por chamar-lo de Deus do Vanir ou Descendência do Vanir ou Vanr e pai de Freyr e Freyja, Deus da riqueza. Assim diz Þórðr Sjáreksson:
59.Guðrún se tornou a assassina de seus filhos;
a sábia noiva do Deus não pode amar o Vanr;
Kjalar treinava cavalos muito bem;
Hamðir é dito não ter poupado o jogo das espadas.

14. Referências para Freyr.
Quais são as referências para Freyr? Assim: por chamar-lo de filho de Njörðr, irmão de Freyja e também Deus Vanir e Descendência do Vanir e Vanr e Deus das estações e da riqueza. Assim canta Egill Skalla-Grímsson:
60.Freyr e Njörðr haviam dotado Grjótbjörn com o poder da abundancia.
Freyr é chamado de adversário de Beli, assim canta Eyvindr skáldaspillir:
61.Quando o inimigo do conde desejou viver na remota terra do inimigo de Beli.
Ele é o dono do Skíðblaðnir e do javali chamado Gullinbursti, assim como é contado aqui:
62.Os filhos de Ívaldi se adiantaram no início dos tempos para fabricarem Skíðblaðnir, o melhor de todos os navios para Freyr, o nobre filho de Njörðr.
Assim disse Úlfr Uggason:
63.Primeiro cavalga Freyr, o rei dos homens, sobre seu javali com cerdas de ouro, para a pira do filho de Óðinn.
Ele também é chamado de Slíðrugtanni.

15. Referências para Heimdallr.
Quais são as referências para Heimdallr? Assim:por chamar-lo filho de nove mães ou Guardião dos Deuses, como já foi escrito ou Deus Branco, inimigo de Loki, procurador do colar de Freyja. A espada é chamada de Cabeça de Heimdallr: por isso é dito que ele foi golpeado por uma cabeça de um homem.O conto disso é relatado no Heimdallargaldri, e desde então a cabeça é chamada de Medida de Heimdallr. A espada chama-se Medida do Homem. Heimdallr é possuidor do Gulltoppr. Ele também é freqüentador do Vágasker e Singasteinn, onde ele lutou com Loki pelo colar Brísingamen, ele é também chamado de Vindhlér.Úlfr Uggason compôs uma longa passagem no Húsdrápa sobre essa lenda e lá está escrito que eles estavam em forma de focas. Heimdallr é filho de Óðinn.

16. Referências para Týr.
Quais são as referências para Týr? Assim: por chamar-lo de Deus Maneta e criador do lobo, Deus das batalhas, filho de Óðinn.

17. Referências para Bragi.
Quais são as referências para Bragi? Assim: por chamar-lo de marido de Iðunn, primeiro fazedor da poesia e Deus de longas barbas (depois de seu nome, um homem que tem uma grande barba é chamado de barba de Bragi) e filho de Óðinn.

18- Referências para Víðarr.
Quais são as referências para Víðarr? Ele pode ser chamado de Deus Silencioso, possuidor do sapato de ferro, inimigo e matador do lobo Fenris, vingador dos Deuses, Divino habitante do domicílio do Pai e filho de Óðinn, irmão dos Æsir.

19- Referências para Váli.
Quais são as referências para Váli?Assim:por chamar-lo filho de Óðinn e Rindr,enteado de
Frigg,irmão dos Æsir,vingador de Baldr, inimigo e matador de Höðr, habitante do domicílio do Pai.

20- Referências para Höðr.
Quais são as referências para Höðr? Assim: por chamar-lo de Deus Cego, matador de Baldr, atirador do visco, filho de Óðinn, companheiro de Hel, inimigo de Váli.

21- Referências para Ullr.
Quais são as referências para Ullr? Assim: por chamar-lo de filho de Sif, enteado de Þórr, Deus do esqui, Deus do arco, Deus da caça, Deus do escudo.

22- Referências para Hænir.
Quais são as referências para Hænir? Assim: por chamar-lo de companheiro do banco ou amigo de Óðinn e de Deus ágil e de longas pernas e rei da argila.

23. Referências para Loki.
Quais são as referências para Loki? Assim: chamando-o filho de Fárbauti e Laufey ou Nál, irmão de Býleistr e de Helblindi, pai de Vánargandr (lobo Fenrir) e Jörmungandr (Serpente Miðgarðr) e Hel e Nari e Áli, parente e tio, companheiro maligno e companheiro de banco de Óðinn e dos Æsir, visitante e adorno do baú de Geirröðr, ladrão dos Jötnar, do bode e do Brísingamen e das maçãs de Iðunn, parente de Sleipnir, marido de Sigyn, inimigo
dos Deuses, malfeitor dos cabelos de Sif, forjador do mal, Deus astuto, caluniador e trapaceiro dos Deuses, planejador da morte de Baldr, Deus acorrentado, inimigo de Heimdallr e Skaði. Assim como Úlfr Uggason cantou aqui:
64.O hábil renomado guardião do arco-íris combateu contra o astuto filho de Fárbauti, no Singasteinn, antes o robusto filho de nove mães ganhou o belo colar de pedras.
Eu conheço seções de louvor.
Aqui está escrito que Heimdallr é filho de nove mães.

Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði).Tentei manter-me
fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2009
E-mail:asatruar42@hotmail.com


Skáldskaparmál 11 (Edda em Prosa)

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um dialogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi, o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 11

11-Referências para Þórr.

Quais são as referências para Þórr? Assim, por chamar-lo filho de Óðinn e Jörð, pai de Magni e Móði e Þrúðr, marido de Sif, padrasto de Ullr, dono e possuidor do Mjöllnir e Megingjörð, Bilskirnir, defensor de Ásgarðr, Miðgarðr, adversário e matador de Jötnar e Fêmeas Trolls, assassino de Hrungnir, Geirröðr, Þrívaldi, senhor de Þjálfi e Röskva, adversário da Serpente Miðgarðr, filho adotivo de Vingnir e Hlóra. Assim disse Bragi, o escaldo:

42.A linha do herdeiro de Viðrir (Óðinn) estava longe de afrouxar, quando estava na esteira, no esqui (Barco) de Eynæfis (Jötunn), quando Jörmungandr se desenrolou no mar.
Assim disse Ölvir hnúfa:
43.O circulo de todas as Terras (Serpente Miðgarðr) e o filho de Jörð ficaram violentos.
Assim disse Eilífr:
44.O irmão de Röskva (Þjálfi) ficou enfurecido, o pai de Magni (Þórr) deu um golpe vitorioso; nem Þórr nem Þjálfi abalaram a poderosa pedra (o coração) com terror.
E assim disse Eysteinn Valdason:
45.O pai de Þrúðr (Þórr) olhou fixamente para o caminho íngreme (Terra) do anel (Serpente Miðgarðr) até a habitação do peixe vermelho (Mar) fluir sobre o barco.
Eysteinn disse mais:
46.O amado de Sif (Þórr) rapidamente trouxe para fora o equipamento de pesca com o velho companheiro, nós podemos agitar o chifre que jorra (Hidromel) de Hrimnir (dos Jötnar).
E ele disse mais:
47.O peixe da terra (Serpente Miðgarðr) respondeu de tal modo, que os punhos do parente de Ullr (Þórr) bateram ruidosamente contra o barco, que as amplas madeiras (do Barco) foram empurrados para frente.
E assim disse Bragi:
48.O amedrontador de Öflugbarði (Þórr) levantou seu martelo com a mão direita quando ele reconheceu o peixe que liga todas as terras (Serpente Miðgarðr).
E assim disse Gamli:
49.Enquanto o senhor do Bilskirnir, que nunca nutriu traição em seu coração, rapidamente destruiu o peixe do mar (Serpente Miðgarðr) com o destruidor (Mjöllnir) de baleia do desfiladeiro (Jötnar).
Assim disse Þorbjörn dísarskáld:
50.Þórr com Yggr tinham mensageiros (Æsir) que guardavam Ásgarðr com poder.
Assim disse Bragi:
51.E o feio anel (Serpente Miðgarðr) do caminho do lado do barco a remo (Mar) olhou de baixo fixamente com malevolência para o destruidor da cabeça de Hrungnir (Mjöllnir).
E Bragi disse:
52.Você fez bem, quebrando em pedaços as nove cabeças de Þrívaldi, conseguindo manter seus animais (os Bodes/ou Bois?) com notoriedade no sumbel.
Assim disse Eilífr:
53.O opressor (Þórr) do povo (Trolls) das mulheres que viajam ao anoitecer (Fêmeas Trolls) abriu a boca dos seus braços (os punhos) sob o ardente peso do joio da pinça (o Ferro).
Assim disse Úlfr Uggason:
54.O grosseiro robusto (Hymir) é dito ter pensado no tremendo perigo, no Senhor dos Bodes (Þórr) estar puxando o enorme peso (Jörmungandr).
E mais isso:
55.O mais poderoso matador (Þórr) deixou seu punho chocar-se no Gautr da montanha (Jötunn), um poderoso ferimento isso foi, na orelha do explorador (Jötunn Hymir) do osso dos juncos (Rocha).
(56.)O Viðgymnir (Þórr) que atravessa o Vimur arrancou fora, da brilhante serpente, a terra da orelha (Cabeça), nas ondas.
Assim estava lá dentro (do salão) decorado com imagens.
Aqui ele é chamado de Jötunn que atravessa o Vimur. Vimur é o nome do rio, que Þórr nadou, quando ele foi visitar a corte de Geirröðr. E o escaldo Vetrliði assim diz:
57.Você quebrou as pernas de Leikn, esmagou Þrívaldi, derrubou Starkaðr, ficou em cima de Gjalp morta.
E assim diz Þorbjörn dísarskáld:
58.Bateu na cabeça de Keila, você quebrou Kjallandi totalmente, antes de você matar Lútr e Leiði, deixou Búseyra sangrando;
você trouxe um fim a Hengjankjöpta, Hyrrokkin morreu anteriormente; ainda foi antes do escurecer que a vida de Svívör foi tomada.

 

Essa tradução foi feita por Marcio A. Moreira (Vitki Þórsgoði).Tentei manter-me fiel
na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2010
E-mail:asatruar42@hotmail.com


Skáldskaparmál 1 – 4 (Edda em Prosa)

Estou começando a disponibilizar no blog o material que tenho guardado em HD. Para a leitura dos Eddas (Edda, nome próprio feminino; coleção de poemas antigos nórdicos do começo do século XIII) é interessante o uso do google tradutor, pois aqui temos desde termos em inglês, islandês até húngaro e sueco. Divirtam-se!

Skáldskaparmál (Linguagem da Poesia) é a terceira parte da Edda em Prosa de Snorri Sturlusson e consiste de um diálogo entre o jötunn (gigante) Ægir e Bragi,o Deus poeta. Bragi ensina os significados dos kenningar (teorias) sobre várias coisas usadas na mitologia e na arte poética dos escaldos para Ægir.

Skáldskaparmál 01-04

Aegir

Aegir

01-Ægir viaja para Ásgarðr.

Um certo homem era chamado Ægir ou Hlér. Ele habitava sobre a ilha que é chamada Hlésey (Læsso) e era profundamente versado em magia. Ele tomou o caminho para Ásgarðr, mas o Æsir já tinha previsão de sua jornada e ele foi recebido com alegria, todavia muitas coisas foram mostradas através da mágica ilusória. No entardecer, quando era a hora de beber, Óðinn tinha espadas tão brilhantes no salão que a luz irradiava delas e nenhuma outra iluminação era usada enquanto eles se sentavam para beber. Então os Æsir tinham instituído o banquete, e nas altas cadeiras se sentavam os doze Æsir que eram designados para serem juízes e esses eram seus nomes: Þórr, Njörðr, Freyr, Týr, Heimdallr, Bragi, Viðarr, Váli, Ullr, Hoenir, Forseti, Loki; e da mesma maneira as Ásynjur: Frigg, Freyja, Gefjun, Iðunn, Gerðr, Sigyn, Fulla, Nanna. Era glorioso para Ægir olhar sobre tudo isso no salão: os revestimentos eram todos suspensos com belos escudos. Havia também um forte hidromel e era bebido em grandes goles. O homem sentado próximo a Ægir era Bragi, e eles tomaram juntos parte na bebida e na conversa Bragi contou a Ægir muitas novidades que tinha acontecido entre os Æsir.

02-O jötunn Þjazi rapta Iðunn.

Ele começou a estória no ponto onde três dos Æsir, Óðinn, Loki e Hoenir partiram do lar, e
foram andar sobre as montanhas e desertos, e a comida era difícil de encontrar. Mas quando
eles chegaram a um certo vale, eles viram um rebanho de bois, e pegaram um deles, e o
colocou para cozinhar. Mas, quando eles pensaram que já devia estar cozinhado, eles
apagaram o fogo e viram que não estava cozinhado. Uma segunda vez depois de um certo
tempo, eles viram que ainda não tinha sido cozinhado. Eles foram se aconselhar juntos e
perguntavam um ao outro como isso poderia acontecer.
Então eles ouviram uma voz saindo do carvalho acima deles, declarando que ele que se
sentava ali disse que tinha causado a falta de virtude no fogo. Eles olharam para lá e ali se
sentava uma águia; e não era pequena.
Então a águia disse: “Se vocês me alimentarem com o boi, então ele cozinhará no fogo.”
Eles consentiram. Então ele flutuou da árvore e desceu para o fogo, e em seguida, primeiro
tomou para si muitas coxas do boi, e ambos os ombros.
Então Loki ficou furioso, agarrou uma vareta grande, brandiu com toda sua força, e a
conduziu no corpo da águia. A águia saltou violentamente com o bater das asas e voou, de
forma que a vareta ficou presa nas costas da águia, e a mão de Loki estava na outra
extremidade da vareta. A águia voou tão alto que os pés de Loki batiam contra as
montanhas, montões de pedra e árvores, e ele pensou que seus braços seriam cortados fora
de seus ombros. Ele berrou alto, pedindo a águia urgentemente por paz; mas a águia declarou
que Loki nunca seria solto, a menos que ele lhe desse a promessa de induzir Iðunn para que
saísse de Ásgarðr com suas maçãs. Loki consentiu, e sendo imediatamente solto, foi até seus
companheiros; e nada mais é contado de sua jornada, até que eles tinham chegado ao lar.
Mas no tempo marcado Loki atraiu Iðunn para fora de Ásgarðr em um certo
bosque, dizendo que ele tinha encontrado tais maçãs que pareciam como as dela e de grande
virtude, e rogou que ela estivesse com as suas maçãs para as comparar com aquelas. Então
Þjazi o jötunn veio ali em forma de águia e levou Iðunn e voou embora com ela, para
Þrymheimr, o seu domicílio.

03-Loki obtém Iðunn e Þjazi morre.

Mas o destino dos Æsir foi grave com o desaparecimento de Iðunn, e rapidamente eles se
tornaram grisalhos e velhos. Então esses Æsir tomaram conselho junto, e cada um
perguntava ao outro quem tinha sido o último a estar com Iðunn; e o último que tinha sido
visto estado com ela e tinha saído de Ásgarðr era Loki. Logo depois Loki foi agarrado e
trazido para a Þing, e foi ameaçado de morte ou torturas; quando ele ficou bem
amedrontado, ele declarou que ele procuraria Iðunn em Jötunheimr, se Freyja emprestasse a
ele a plumagem de falcão que ela possuía.
E quando ele conseguiu a plumagem de falcão, ele voou ao norte para Jötunheimr, e chega a
um certo dia ao lar de Þjazi, o jötunn. Þjazi estava remando no mar, mas Iðunn estava no lar
sozinha: Loki a transformou em uma noz e agarrou ela em suas garras e voou ao máximo
que pode. Agora Þjazi chego ao lar e Iðunn tinha sumido, ele tomou sua forma de águia e
voou atrás de Loki, fazendo um poderoso som com suas asas em seu vôo com sua
pressa. Mas quando os Æsir viram em que estado o falcão voava com a noz, e onde a águia
estava voando, eles foram para fora de Ásgarðr e colocaram uma pilha de gravetos ali. Tão
logo o falcão voou para a fortaleza, ele se deteve no muro do castelo; então os Æsir atiraram
fogo nos gravetos. Mas a águia não conseguiu parar quando ele perdeu o falcão:as penas da
águia pegaram fogo, e imediatamente seu vôo cessou. Então os Æsir foram para perto e
mataram Þjazi, o jötunn, dentro do Portão dos Æsir, e essa morte é extremamente famosa.
Agora Skaði, a filha de Þjazi, pegou elmo, cota de malha e todas as armas de guerra e
procedeu para Ásgarðr, para vingar seu pai. Os Æsir, porém, ofereceram e compensaram: o
primeiro artigo era que ela deveria escolher para ela um marido entre os Æsir e escolheria
apenas pelo pé, não vendo mais nada deles.
Então ela viu o pé de um homem belo passando, e disse:”Eu escolho esse: em Baldr pouco
pode ser feio”. Mas esse era de Njörðr do Nóatún.
Ela tinha esse artigo também em seu compromisso de reconciliação: que os Æsir deveria
fazer uma coisa que ela pensou que eles não seriam capazes de realizar: fazer ela rir. Então
Loki fez isso: ele amarrou uma corda na barba de um bode, e a outra extremidade seria em
seus próprios órgãos genitais, e cada um puxava em sua direção, e cada um dos dois
berravam alto; então Loki se deixou cair sobre os joelhos de Skaði, e ela riu. Logo após, a
reconciliação foi feita entre ela e a parte dos Æsir.

04-Da Família de Þjazi.

Bragi

Bragi

Assim é dito, que Óðinn fez isso por meio de reparação para Skaði: ele pegou os olhos de Þjazi e os atirou no alto do céu e fez deles duas estrelas.
Então Ægir disse: “Me parece que Þjazi era um homem poderoso, agora de que família ele vem?”
Bragi respondeu: “Seu pai era chamado Ölvaldi e se eu dizer dele para ti, você achará essas coisas maravilhosas. Ele era muito rico em ouro. Mas quando ele morreu e seus filhos vieram para dividir a herança, eles estabeleceram o peso em ouro para dividir e decidiram que cada um levaria tanto quanto consegui-se segurar em uma bocada e todos levariam o mesmo número de bocadas. O primeiro deles foi Þjazi, o segundo Iði ,e o terceiro Gangr. E nós temos isso como uma metáfora entre nós agora, para chamar o ouro de o “conto da boca” desses jötnar; mas nós escondemos isso em termos secretos e na arte poética que nós chamamos de “discurso”, ou “palavra”, ou “conversa”, desses jötnar.”
Então Ægir disse: “Eu creio que oculta bem em termos secretos.”

Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði). Tentei manter-me fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2009
E-mail:asatruar42@hotmail.com


O colar mágico e o manto de Freyja

freya_the_goddess_of_love_by_hammerofthorr-d3i5p3mComo Deusa da Beleza, Fréya, igual a todas as mulheres, era apaixonada por vestidos e jóias preciosas. Um dia, enquanto se encontrava em Svartalfrein, o reino debaixo da terra, viu quatro gnomos fabricando um belo colar. Quando a Deusa o viu pela primeira vez, decidiu que deveria ser seu, mas os gnomos não o queriam vender. No entanto, eles a presenteariam com o colar se ela passasse uma noite com cada um deles. Sem hesitar, Freya concordou e tornou-se proprietária de Brinsingamen (colar), um poderoso equilíbrio da Serpente Midgard e um símbolo de fertilidade. Tais atributos correspondem à Lua Cheia. 

O colar mágico que Freya usava foi obra dos artesões conhecidos como Brisings: Allfrigg, Dvalin, Berling e Grerr.

A inveja e a cobiça de Odin por tal jóia e pelo meio através do qual Fréya a obteve o levou a ordenar ao deus gigante Loki que roubasse o colar. Para recuperá-lo, Fréya deveria concordar com uma obscura ordem de Odin: deveria incitar a guerra entre reis e grandes exércitos para depois reencarnar os guerreiros mortos para que lutassem novamente.
Fréya também era orgulhosa proprietária de um manto de plumas de falcão. Quando Fréya aparecia envolta em seu manto de plumas de falcão e não usando nada a não ser seu colar mágico de âmbar, ninguém podia resistir a ela. O manto de penas, lhe permitia voar entre os mundos. Já o colar mágico da Deusa, tinha o dom de fazer desaparecer os sentimentos dolorosos. Este colar se rompeu uma vez, segundo uma lenda, por ira da Deusa ao tomar conhecimento de que um gigante havia roubado o martelo de Thor e pedia sua mão para devolver a arma do Deus do Trovão.

RAINHA DAS VALQUÍRIAS

Com o nome de Valfreya comandava as Valquírias nos campos de batalha, reclamando para si, metade dos heróis mortos. Era representada portando escudo e lança, estando somente a metade inferior de seu corpo vestida com o atavio solto habitual das mulheres.

Fréya transportava os mortos eleitos até Folkvang, onde ram devidamente agasalhados. Ali eram bem-vindas também, todas as donzelas puras e as esposas dos chefes, para que pudessem desfrutar da companhia de seus amantes e esposos depois da morte.

Os encantos e prazeres de sua morada eram tão encantadores e sedutores que as mulheres nórdicas, as vezes, corriam para o meio da batalha quando seus amados eram mortos, com a esperança de terem a mesma sorte, ou deixavam-se cair sobre suas espadas, ou ainda, ardiam voluntariamente na mesma pira funerária em que queimavam os restos de seus amados.

Muito embora, Fréya seja regente da morte, Rainha das Valquírias, as condutoras das almas dos mortos em combate, ela não era uma Deusa atemorizadora, pois sua essência era o poder do amor e da sexualidade, embelezando e enriquecendo a vida. Ela era ainda, a única que cultivava as maçãs douradas de que se alimentavam os deuses lhes conferindo a graça da juventude eterna.

Como acreditava-se que Fréya escutava a oração dos apaixonados, esses sempre a invocavam e era costume compor canções de amor em sua honra, as quais eram cantadas em ocasiões festivas. Na Alemanha, seu nome era usado com o significado do verbo “cortejar”.

Este aspecto da Deusa, também conhecida como líder das Valquírias, a conecta à Lua Nova.

DEUSA-XAMÃ

É considerada ainda, a Deusa da magia e da adivinhação. Ela era quem iniciava os deuses na arte da magia.

A magia de Freya era xamanística por natureza, como indica seu vestido ou manto de pele de falcão, que permitia que se transformasse em um pássaro, viajasse para qualquer dos mundos e retornasse com profecias. A Deusa, aliás, emprestou a Loki a sua plumagem de falcão para que ele fosse libertar Idunn, a raptada
Deusa Guardiã da Maçã da Juventude pelo gigante Thjazi, metamorfoseado em águia.
Os xamãs atuais julgam tal habilidade de efetuar viagens astrais como necessárias para a previsão do futuro e para obter sabedoria. Entre os nórdicos, esta habilidade presenteada por Freya, era chamada Seidhr.

Fonte desconhecida (Realmente não me lembro de onde retirei esse texto! Se você é ou conhece o autor por favor informe para que eu possa dar os devidos créditos).

Leia mais sobre em: http://portal-dos-mitos.blogspot.com.br/2013/02/brisingamen.html


Hela (Hel ou Hell) A Senhora de Helheim

hel“Seu dia 10 de julho.”

Não é Hel a mãe justa que a ninguém faz distinção?
O poder moderador da morte, que faz com que a vida possa continuar a existir. Com o poder de dominar os nove mundos, onde guardar as almas que lhe são enviadas, aqueles que morrem por velhice ou doença.
Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação, sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos.
Hela, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um cadáver.
A personalidade de Hela é diferente das dos outros deuses do mundo inferior das demais mitologias: Ela não é boa e nem má, simplesmente justa.

Retirado daqui


Comemoração à Freyja – 15/10

Comemoração, nos países nórdicos, de Freyja, a deusa do amor e magia, condutora das almas para o mundo subterrâneo.

Freyja é a matriarca ancestral do grupo de divindades patriarcais vindas da Ásia. Como dirigente das matriarcas ancestrais Afliae, as poderosas e das disir, as avós divinas. Freyja tinha vários atributos. Ela rege o amor, a fertilidade, a sexualidade, a Lua, o mar, a terra, o mundo subterrâneo, o nascimento, a morte e a magia.

Fonte: https://www.facebook.com/groups/240469142655933/#!/groups/cavernadabruxa/


Oração à Thor

 

“Salve THOR! Deus do Trovão!
Defensor de Asgard e Midgard.
Dote-nos com coragem e nos ajude na luta
Contra os inimigos de nossa fé, família e povo.
Corajoso THOR!
Guerreiro entre os deuses e firme em lealdade e
Fidelidade.
Proteja-nos e nos encoraje com a força
De seu poderoso e invencível martelo.
Tudo seja como você queira
E todo o nosso povo fique com você como
Você ficou conosco.
Força e Honra esteja com você
E sempre com nosso povo”

 


Holda

Na mitologia germânica ou nórdica, Holda era a senhora das bruxas. Tinha algumas semelhanças com a Deusa Ártemis da mitologia grega.
Também conhecida como, Holde, Holle, Hulda, Bertha, Bertcha; Deusa Branca é o nome germânico para Hel. “Mãe de Terra Negra”, “Deusa do inverno e da bruxaria”, são os aspectos de Anciã da Lua.
Entre as tribos nórdicas, dizia-se que ela cavalgava com Odim nas caçadas selvagens. Ainda no séc. X, dizia-se que as mulheres cavalgavam ao seu comando em galopes selvagens pela noite.

O azevilho ou azevinho era sua planta sagrada. Seus seguidores normalmente confeccionavam seus bastões de magia com esta madeira.
Trabalhava sobre as artes, proteção, karma e vingança. Ela é associada a lagos e regatos. Quando nevava, os antigos germânicos diziam que Holda estava virando sua cama de penas. Ela também é uma deusa maternal do lar e principalmente do cultivo de linho.
Normalmente ela trabalha em conjunto com seus animais, especialmente os lobos. Se sentir que esta sofrendo algum tipo de ataque psíquico, sendo bombardeado por pensamentos negativos ou em perigo físico chame por ela e por seus lobos, eles irão lhe ajudar.
No dia de Holda, 10/07, pegue um anel de prata e enterre-o na base de uma vela verde. Acenda a vela e invoque a presença de Holda. Quando a vela acabar, retire o anel e use-o sempre. É um anel mágico que traz a força e a coragem de Holda para combater seus inimigos e transpor seus obstáculos do dia-a-dia.

Fonte: http://wiccaonline.blogspot.com/2010/08/deusa-holda-pedro-guardiao.html

‎10/07 – DIA DE HOLDA

Pegue um anel de prata e enterre-o na base de uma vela verde. Acenda a vela invocando a presença de Holda, e, quando a vela acabar, seu anel estará imantado com o poder da Deusa Bruxa. Use-o sempre, ele é seu instrumento de poder e coragem.

 

Fonte: https://www.facebook.com/#!/groups/208234225887450?ap=1


Oração à Baldur

Baldur

Salve a ti, Baldur, o mais belo entre os Aesir. Filho do todo-poderoso Odin e de Frigga, aquela que tudo sabe. amado companheiro de Nana e pai de Forseti. Tu, que por traição e inveja foi parar em Hel, mas que renasce como a luz no fim dos tempos dos deuses. Com tua poderosa luz renovadora, venha depressa ficar comigo e me ajude pois preciso (conte o que precisa). Hail, Baldur!


Odin/Wotan

Odin ou Ódin (em nórdico antigo: Óðinn)  é considerado o deus principal da mitologia nórdica.

Seu papel, como o de muitos deuses nórdicos, é complexo; é o deus da sabedoria, da guerra e da morte, embora também, em menor escala, da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça.

Odin morava em Asgard, no palácio de Valaskjálf, que ele construiu para si, e onde se encontra seu trono, o Hliðskjálf, desde onde podia observar o que acontecia em cada um dos nove mundos. Durante o combate brandia sua lança, chamada Gungnir, e montava seu corcel de oito patas, chamado Sleipnir.

Era filho de Borr e da jotun (“gigante”) Bestla, irmão de Vili e Ve, esposo de Frigg e pai de muitos dos deuses, tais como Thor, Baldr, Vidar e Váli. Na poesia escáldica faz-se referência a ele com diversos kenningar, e um dos que são utilizados para mencioná-lo é Allföðr (“pai de todos”).

Como deus da guerra, era encarregado de enviar suas filhas, as valquírias, para recolher os corpos dos heróis mortos em combate, os einherjer, que se sentam a seu lado no Valhalla de onde preside os banquetes. No fim dos tempos Odin conduzirá os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarök. Nesta batalha o deus será morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir, que será imediatamente morto por Vidar, que, com um pé sobre sua garganta, lhe arrancará a mandíbula.

Origens do nome

Os nomes do deus são encontrados em nórdico arcaico (ou Old Norse) Óðinn (Saxo Grammaticus, latinizando escreve Othinus), no germano Wotan e no primitivo germânico sob a forma de Wodanaz, no gótico, Vôdans, no dialeto das ilhas Feroé (nas costas da Noruega), Ouvin, no antigo saxão, Wuodan, no alto alemão, Wuotan, enquanto que entre os lombardos e na região da Vestefália aparece Guodan ou Gudan, e na Frísia, Wêda. Nos dialetos dos alamanos e borgundos temos a expressão Vut, usada até hoje no sentido de ídolo. Essas denominações estão ligadas pela raiz, no nórdico arcaico, às palavras vada e od, e, no antigo alto alemão, a Watan e Wuot, que significavam a princípio razão, memória ou sabedoria. Mais tarde tornaram-se equivalentes a tempestuoso ou violento, sentido que os cristãos faziam empenho de acentuar, procurando depreciar a figura do deus nórdico.

Dia da semana de dedicação

A quarta-feira, dia que era/é dedicado ao deus, tomou as denominações, no inglês, wednesday (antigo saxão, wôdanes dag, anglo-saxão, vôdnes dag), no holandês, woensdag (médio-neerlandês, woensdach), no sueco e dinamarquês, onsdag (Old Norse, odinsdagr), e no dialeto da Vestefália, godenstag ou gunstag.

Citações na Edda Poética

Odin se apresenta sob diversos nomes nas baladas édicas, de acordo com as exigências da situação. Sabemos, pela Völúspa (A Profecia da Vidente) e Hyndluljóð (A Balada de Hyndla), que ele é filho de Bur. As elevadas designações de velho criador e pai dos homens, que o poeta anônimo lhe deu em Baldrs Draumar e no Vafþrúðnismál, bem como a informação de que Odin dera o fôlego (Völuspá) a um casal inanimado, não deixa dúvidas sobre uma interferência na criação da humanidade. No Grímnismál há o cognome de príncipe dos homens, na Lokassena (A Altercação de Loki) de pai das batalhas, na Völuspá, de pai dos exércitos, e no Grípisspá (A Profecia de Gripir), de pai da escolha ou pai dos mortos em batalha.

Personalidade

Em linguagem corrente nos países escandinavos e no norte da Alemanha, conforme observa-se entre pessoas cultas, são usadas as expressões zu Odin fahren ou hei Odin zu Gast sein, e far þu til Odin ou Odins eigo þik, citadas também por Jacob Grimm, para imprecações equivalentes a vá para o diabo, ou o diabo que o carregue. É uma tendência malévola que se explica, não só pela ação do cristianismo, mas ainda pelas atitudes violentas e sombrias que o deus tomava, infligindo castigos inflexíveis, como o sono imposto à (valquíria) Brynhild por esta tê-lo desobedecido, e atravessando os ares com seu exército de maus espíritos, nas noites de tempestades, nas chamadas Caçadas Selvagens.

Sobre o Eddas, sabe-se que foram escrítos no início da idade das trevas, porém é de conhecimento, que as tradições que a originaram e eram transmitidas oralmente, datam de mais de três mil anos A.C

Virtudes

Cabe-nos mencionar, finalmente, o aposto de “pai da magia”, constante do Baldrs Draumar, confirmado no seu próprio depoimento do Hávamál (parte IV), em que nos descreve seu próprio sacrifício: feriu-se com a lança e suspendeu-se numa árvore, onde permaneceu nove dias agitado pelos ventos; esta árvore é Yggdrasill, o freixo do mundo. Tudo isso visando à iniciação na sabedoria das runas, tendo até criado algumas delas, tornando-se senhor do hidromel dos poetas, licor mágico que profere vaticínios.

Quanto ao elevado saber de Odin, relata-se que nem sempre foi assim, sábio e mágico poderoso; ávido por conhecer todas as coisas, quis beber da fonte da Sabedoria, onde o freixo Yggdrasill mergulha uma das raízes; mas Mímir, seu tio, o guardião da fonte, sábio e prudente, só lhe concedeu o favor com a condição de que Óðinn lhe desse um de seus olhos. Ele então encontrou na água da fonte milagrosa tanta sabedoria e poderes secretos que pôde, logo que Mímir foi morto na guerra entre os Æsir e os Vanir, lhe conferir a faculdade de renascer pela sabedoria: sua cabeça, embalsamada graças aos cuidados dos deuses, é capaz de responder a todas as perguntas que lhe dirigem. Após adquirir tantos conhecimentos, procurava depois revelá-los em duelos de palavras, em que aposta a vida e sai sempre ganhado. Além do mais, por várias vezes se dirige a profetisas e visionárias, pedindo informações estranhas, dando-lhes em paga ricos presentes.

Cultuação

Desse modo, vemos que Óðinn, na concepção do poeta édico, é criador da humanidade, detentor supremo do conhecimento, das fórmulas mágicas e das runas, invocado por ocasião das batalhas, durante os naufrágios e as doenças, na defesa contra o inimigo, e afinal em qualquer situação desesperadora. Altares se elevavam em sua honra.

Símbolos

Nas baladas da Edda, o deus supremo está em ligação com símbolos, emblemas e certos elementos adequados às diversas circunstâncias em que aparece. Assim, no Valhöll (Valhalla), tem o seu grande palácio onde recebe e aloja os guerreiros mais valorosos, e em outro dos seus três salões em Ásgarðr (Asgard), o alto Valaskjalf, senta-se no trono Hliðskjalf (Hlidskialf), de onde é possível enxergar o mundo inteiro e acompanhar todos os acontecimentos da vida. A seus pés, deitam-se os dois lobos Geri e Freki, símbolos da gulodice, que o acompanham em suas caçadas e lutas, alimentando-se dos cadáveres dos guerreiros. Nos seus ombros estão os dois corvos Munin e Hugin, a sussurrar-lhe o que viram e ouviram por todos os cantos. Quando se encaminha a uma batalha, o que é freqüente, usa armadura e elmo de ouro, trazendo nas mãos o escudo e a lança Gungnir, que tem runas gravadas no cabo, montando seu famoso corcel de oito patas, Sleipnir, que tem a faculdade de cavalgar no espaço, por cima das terras e águas.

Disfarces

Em muitas passagens, descrevem-se as andanças de Odin, em que se apresenta sob o disfarce de um viajante baixo e de cabelos escuros, envolvido numa enorme capa azul ou cinza, com um chapéu de abas largas, quebradas acima do olho perdido e o outro olho negro faiscante, como nas baladas édicas Vafþrúðnismál e no Grímnismál, e com os nomes significativos de Gagnrad (o que determina a vitória), Grimnir (o disfarçado), além do Hávalmál (parte III) e nos Baldrs Draumar, respectivamente com os nomes Hár (o elevado, o eminente, o sublime) e Vegtam (o acostumado aos caminhos).

Fonte: Wikipédia


A morte de Baldur

(por Hella)

Balder (Baldr/Baldur) grande pesadelos indicavam que sua vida corria perigo e quando ele comentou isto com os Æsir eles se reuniram em conselho, e juntos decidiram requerer imunidade de Balder para todo o tipo de perigo, e Frigg recebeu o solene juramento de que nada iria atingir ( machucar ) Balder.

Quando isso foi confirmado, criou-se um entretenimento colocaram Balder centro de cada reunião e os Æsir, que ali se reuniam jogavam-lhe objetos, pedras e o golpeavam, já que Balder nada lhe acontecia. Balder, em cada ocasião, saía ileso. Porem quando Loki viu isto, se sentiu atingido. Transformou-se em uma mulher, e então dirigiu-se a Fensalir, morada de Frigg. A Deusa, ao ver a esta mulher, perguntou se ela sabia se os Æsir estavam em assembléia. A mulher respondeu que todos atacavam e que este sempre saia. Então Frigg disse: “Armas e madeiras não o machucariam. Pois todos haviam jurados não machuca-lo “. Então, perguntou a mulher: “Pegastes juramento de todas as coisas para estas não machucassem Balder?”. Frigg contestou: “Exceto um broto que cresce ao oeste de Vahalla. Se chama muérdago, achei-o demasiadamente jovem para exigir que prestasse juramento”.

Então a mulher desapareceu. Porem Loki procurou o muérdago o arrancou e dirigiu-se a Assembléia. Encontrando lá o Deuses Hodur (Hoder/Hod), o deus cego, que estava parado na borda do circulo de concorrentes. Loki se aproximou e perguntou: “Por que não esta disparando objetos contra Balder?”. Hodur contestou: ” Porque não posso ver onde Balder esta e alem do mais não tenho armas”. Contudo disse-lhe Loki: “Se queres seguir os exemplos dos outros te mostro onde esta Balder e arranjo-lhe uma lança”.

Hodur pegou a lança com muérdago e com a ajuda de Loki colocou-a em direção a Balder. Esta foi arremessada diretamente para ele e atingiu seu coração, Balder caiu morto.

Os Deuses, profundamente tristes, se reuniram em torno de Frigg, mãe de Balder. Frigg Falou: “Quem, entre todos os Æsir, ira a Hel para tratar da devolução de Balder, oferecendo-lhe alguma recompensa para que esta o devolva a Asgarðr?”.

Hermod o valente, filho de Odhinn, tomou a Sleipnir, o corcel de oito patas de seu, e empreendeu-se nesta travessia, muitos Deuses colocaram o corpo de Balder em um barco chamado Hringhorni (Ringhorn), o maior barco de todos, para iniciar o funeral do Deus morto. No funeral estavam Odhinn, seus corvos Hugin e Munin, as Valkyrias, Frigg, Frey conduzindo seu carro puxado pelo javali Gullinbursti. Heimdall e o corcel Gulltopp, Freya e os gatos. Também compareceram os Gigantes Helados e os Gigantes das Montanhas. O barco foi elegantemente decorado com coroas de flores, armas e objetos de cada um dos Deuses. Depois os Æsir, um a um passaram a dar i ultimo adeus a Balder. Quando chegou a fez de Nanna, mulher de Balder, uma dor muito forte partiu seu coração e ela caiu morta ao lado de seus esposo. Os Deuses colocaram Nanna junto a Balder, para que ela o acompanhasse ate mesmo na morte. Ato seguido, como símbolo do sonho eterno, rodearam os defuntos Deuses com espinhos.

Quando Odhinn aproximou-se para dar o ultimo adeus deixou como oferenda seu precioso anel Draupnir, sussurrando misteriosas palavras nos ouvidos de Balder.

Então o Gigante Hyrrokin, o única com força suficiente para empurrar o barco, empurra o barco com um impulso tão forte que os troncos que estavam encostados cederam sobre a pira funerária. Thor, acertou com seu martelo Mjolnir para consagrar a pira.

Hermod, durante nove dias e noites, cavalgou os vales obscuros e profundos, para chegar onde estava. Disse então a Hel que desse a Balder a possibilidade de retornar a Asgarðr junto com ele, dada a grande dor e luto entre os reinantes de Æsir. Disse-lhe Hel: “Para provar que Balder e um ser amado, todas cada uma das criaturas e objetos, vivos ou mortos, devem proclamar sua dor e pena. Só assim Balder poderá voltar a Asgarðr. Porem se uma só criatura ou objeto não o fizer Balder permanecera aqui comigo”.

Hermod regresso esperançado a Asgarðr, para comunicar a noticia a Frigg. Ao tomar conhecimento a Deusa tratou de obter lagrimas de penas de todas as criaturas e coisa, vivas e mortas porem uma Giganta de nome Thok, que era Loki disfarçado novamente, não correspondeu as suas expectativas e não mostrou pena alguma.

A tarefa de devolver Balder a Asgarðr havia fracassado….

Fonte: http://hasgar.4h.com.br/religione/mitos-nordicos/


Heimdall

Heimdall

O Deus Branco da Luz

A sua origem é misteriosa e vaga, pois o poema que relatava sua história se perdeu. Sabe -se no entanto, que ele é filho de nove mães, as “Donzelas das Ondas”, e possivelmente de Odin, amante delas.

Imbuído de grande e enigmático poder, Heimdall não se enquadra em um arquétipo definido e pode ser considerado tanto um deus solar quanto lunar, representa a arte do silêncio e da observação e personifica ora Yggdrasil (o eixo de sustentação dos nove mundos), ora Bifrost (o acesso para o mundo dos deuses). Sua principal missão é guardar Bifrost, a Ponte do arco-íris, e anunciar, com sua corneta Gjallarhorm, qualquer aproximação dos inimigos, bem como avisar as divindades sobre o início do Ragnarök.

Dotado de visão e audição aguçadas (enxergava claramente de noite e ouvia até mesmo a grama crescer). Heimdall não precisava de sono e permanecia sempre alerta para perceber qualquer ameaça a Asgard. Por guardar um de seus ouvidos na fonte de Mimir, ele ouvia também tudo o que se passava nos Nove Mundos. Era descrito como um homem alto e forte, com o rosto vincado e os cabelos escuros, queimados pelo sol e o vento; usava uma túnica branca, botas de pele de foca e pulseiras de ouro e prata nos braços; segurava nas mãos uma pesada espada.

O título “Deus Branco” liga Heimdall ao progenitor da humanidade das lendas úgricas, chamado “O jovem branco”, que se alimentava de leite e morava na Árvore do Mundo. Em “Rigspula”, um dos poemas dos Eddas, Heimdall é associado ao herói Rig, o pai dos seres humanos e das castas, intermediário entre os deuses e os homens.

Em suas viagens pela terra, Rig se hospeda na casa de três famílias típicas (uma humilde, outra abastada e outra muito rica) e dorme na mesma cama que o casal, entre o marido e a mulher. Passado nove meses, uma criança nasce em cada família, futuro ancestral de cada uma das castas: servos pobres, camponeses donos de terra e nobres e chefes de tribo.

Fonte: Mistérios Nórdicos (Mirella Faur)


Valkírias

Valkírias

 

Na mitologia nórdica, as Valquírias eram deidades menores, servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo valkyrja (em tradução literal significa “as que escolhem os que vão morrer”). Nos séculos VIII e IX o termo usado era wælcyrge.    

As valquírias eram belas jovens mulheres que montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.    

As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, para Valhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Devido a um acordo de Odin com a deusa Freya, que chefiava as valquírias, metade desses guerreiros e todas as mulheres mortas em batalha eram levadas para o palácio da deusa.

As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de Aurora Boreal.    

As valquírias originais eram Brynhild ou Brynhildr (“correspondente de batalha”, muitas vezes confundida Brunhilde, da Saga dos Nibelungos), Sigrun (“runa da vitória”), Kara, Mist, Skogul (“batalha”), Prour (“força”), Herfjotur (“grilhão de guerra”), Raogrior (“paz do deus”), Gunnr (“lança da batalha”), Skuld (“aquela que se torna”), Sigrdrifa (“nevasca da vitória”), Svana, Hrist (“a agitadora”), Skeggjold (“usando um machado de guerra”), Hildr (“batalha”), Hlokk (“estrondo de guerra”), Goll ou Göll (“choro da batalha”), Randgrior (“escudo de paz”), Reginleif (“herança dos deuses”), Rota (“aquela que causa tumulto”) e Gondul ou Göndul (“varinha encantada” ou “lobisomem”).
 
 
Retirado da Wikipédia
 
 

Frigg/Frigga

Frigg

 

Frigga, “a amada”, é a deusa da fertilidade, da união, do amor, ela também protege as famílias, as mãe e as donas de casa, é considerada como um símbolo de doçura, ela é senhora de Asgard, obviamente casada com o senhor de Asgard Odin.      

No limiar dos mundos, no palácio Fensalir cercado por pântanos e escondido pela névoa, a deusa Frigga fica sentada no seu trono de cristal e fia com seu fuso estelar os fios multicoloridos do destino. Rainha Mãe das divindades Aesir, Frigga é a deusa que conhece os desígnios de todos os seres, mas guarda silêncio, sem revelar o futuro ou fazer profecias. Rainha Celeste e consorte do deus Odin, Frigga, no entanto, passa mais tempo no seu palácio, onde vive cercada por uma constelação de doze acompanhantes, que personificam aspectos e atribuições divinos, cada uma tendo funções variadas.      

São elas: Saga, a sábia contadora de histórias e detentora das memórias ancestrais; Eir, a curadora hábil no uso de ervas e raízes; Fulla, guardiã dos mistérios, riquezas e dons ocultos, confidente e conselheira das mulheres; Gna, a mensageira que traz os pedidos humanos e espalha as bênçãos da Deusa; Syn, guardiã dos limites, portais e de tudo que precisa ficar escondido ou fechado; Hlin, defensora e protetora das mulheres injustiçadas ou perseguidas; Gefjon, padroeira das mulheres solteiras e doadora da abundância como fruto do trabalho; Sjofn, abre os corações para o amor e a afeição; Lofn abençoa as uniões com permissão, proteção e paz; Var é a testemunha dos juramentos, que pune os transgressores e zela pela integridade moral e espiritual; Vor guia a intuição, aprofunda a compreensão e a expansão da consciência; Snotra ensina a conduta certa, reforça os elos grupais e as qualidades de gentileza, honra e parceria.      

Protetora das mulheres, Frigga as conduz no aprendizado dos Mistérios do Sangue e nos ritos de passagem ao longo das suas vidas. Como Grande Tecelã, Ela fia a energia cósmica e entrega os fios para as Nornes, as Senhoras do Destino, que são as responsáveis por tecer a intrincada e complexa tessitura do destino universal.      

Na cosmologia nórdica existem dois conceitos representando o destino, chamados orlög e wyrd. Orlög refere-se aos fatores que não podem ser mudados como: raça e país de origem, ancestralidade, família, genética, potencial inato, perfil astrológico, ações e eventos passados da trajetória individual, familiar e grupal e suas implicações na vida presente. Orlög é a base do destino e do próprio mundo e está além do nosso alcance, por ser imutável. Podemos imaginá-lo como uma urdidura (ou trama) de fios, fixada no tear cósmico, através dos quais move-se a laçadeira que conduz os fios móveis do wyrd. Diferente do orlög, o wyrd é mutável por ser constituído por nossas ações, atitudes e escolhas atuais, cujas conseqüências irão se refletir no futuro.      

Podemos mudar a cor dos fios do wyrd, a velocidade com qual se move a laçadeira e a padronagem da tessitura, porém jamais poderemos alterar a trama básica do orlög, que reina absoluto na atuação das leis do destino. Tanto o orlög quanto o wyrd formam a teia da nossa vida, tecida pelas Nornes, que ficam sentadas sob as raízes de Yggdrasil, a Árvore do Mundo, e monitoram a vida dos deuses e dos seres humanos. Tudo está subordinado às leis das Nornes, nem mesmo as divindades escapam das leis eternas e inexoráveis.      

Frigga é a única deusa que compartilha da sabedoria das Nornes, pois Ela percebe e compreende a diversidade das modulações da tessitura cósmica, mas não revela esse conhecimento. Sem poder mudar o orlög, Frigga, no entanto, pode tecer encantamentos de proteção para aqueles que Ela ama e protege, como as mulheres, em especial as gestantes e parturientes, os recém nascidos e os casais que desejam ter filhos.      

Frigga se apresenta como uma mulher madura e majestosa, com os cabelos da cor das folhas de outono, trançados e presos em forma de coroa com faiscantes pedras preciosas lapidadas como estrelas. Suas vestes são simples, mas sempre usa um colar de âmbar e um cinto dourado com várias chaves penduradas. Às vezes porta um manto de penas (de cisne ou falcão) representando seu dom de metamorfose para sobrevoar os nove mundos do cosmos nórdico.      

Frigga detém o poder sobre os elementos e os seus reinos, mas a sua atribuição principal é como protetora do lar e da lareira, empenhando-se em criar e manter a harmonia e a paz familiar e grupal. Por ser Ela mesma uma esposa leal e mãe amorosa, cria laços afetivos – com os fios por Ela tecidos – entre homens e mulheres, mães e filhos, deuses e humanos, conectando também os tempos, com a lembrança do passado, a vivência plena no presente e a necessária sabedoria e prudência no futuro. 

Mirella Faur 


Tyr

 

Tyr

   

Tyr (Tiw,Zio, Ziu, Teu, Tiuz, Dieus, Tuísco) – “O Deus da Batalha”      

A origem de Tyr se perde nos tempos: foi venerado sob o nome de Tiwaz ou Teiwaz (o supremo deus celeste) pelas tribos indo – européias e depois foi adotado pelos povos nórdicos e teutônicos como Pia Celeste e Senhor da Guerra.      

O nome Tei, ou Ziu, tem como origem a palavra indo – européia djevis, que simbolizava “céu” ou “luz” e que também originou o latino dieus e o grego Zeus, também uma forma antiga para ass ou oss – que, nas línguas, proto germânicas, também significava “deus”. Teiwaz portanto, representa o deus celeste associado ao poder solar e à luz do dia, transformado posteriormente em deus da guerra, conforme se comprova pela inscrição da palavra Teiwa em elmos e espadas.      

Apesar de reger as batalhas, Teiwaz não possuía um aspecto sanguinário; ele era associado ao Thing, a assembléia do povo que estabelecia as leis e solucionava as disputas. Teiwaz era, ao mesmo tempo, o deus protetor das leis e da ordem na comunidade e o regente da guerra.      

Era invocado por ocasião dos holmganga, duelos oficiais vistos como augúrios divinos e que definiam culpados (nos litígios interpessoais) ou vencedores (antes das grandes batalhas, quando lutavam um representante da tribo que ia atacar ou se defender e um prisioneiro da tribo inimiga).      

O sucessor Teiwaz, Tyr, também era invocado para conceder coragem, justiça e vitória. Era em seu nome que se faziam os juramentos solenes sobre a espada, que não podiam ser quebrados, sob o risco de castigo divino. A vida dos guerreiros dependia de suas armas e jurar sobre elas era a prova máxima de sua sinceridade.      

Tiw era tão importante para os saxões quanto Odin era para os nórdicos. Tiw era o Pai Celeste, padroeiro dos juízes e conselheiros, regente das leis e da ordem. As modificações posteriores de seu arquétipo é que introduziram os sacrifícios sangrentos, realizados para que Tiw concedesse a vitória nos embates, e o transformaram em um deus sedento de sangue, a quem se ofertavam as cabeças dos inimigos vencidos.      

O mito mais conhecido de Tyr relata sua coragem ao colocar a mão na boca do feroz lobo Fenrir, como garantia da boa fé das divindades – que, na realidade, usaram esse artificio para tentar amarrar Fenrir com uma corda mágica, confeccionada pelos gnomos, única forma de impedir a crescente fúria destrutiva do lobo. Porém ao percebera cilada dos deuses, Fenrir decepou a mão de Tyr como vingança. Ao perder a mão nas presas do lobo, Tyr demonstrou, de forma dolorosa, que o perjúrio – sob qualquer pretexto – é castigado. É esse paradoxo que ressalta a nobreza e caráter de Tyr: ele, o padroeiro da lei, da honestidade e da verdade, prestou um falso juramento e pagou o preço por essa transgressão. Enquanto Odin sacrificou um olho para obter conhecimento, Tyr não almejou nenhum beneficio pessoal: seu sacrifício foi uma to altruísta. Mesmo assim, ele cometeu perjúrio e teve que arcar com as conseqüências dos seus atos.      

Além desse mito no qual Tyr aparece como símbolo do auto – sacrifício em prol da comunidade, são poucas as referencias que existem sobre ele; sabe – se mais de sua atribuição como padroeiro da justiça. O dia terça – feira recebeu seu nome, seja como Tuesday, em inglês, ou Dienstag, em alemão (derivado de Thinstag, dia da assembléia legal Thing).      

Como deus celeste, Tyr é associado a várias estrelas, principalmente Sirius, cujo nome em persa arcaico era tir e significava flecha, a forma da runa dedicada a Tyr, Tiwaz. No poema rúnico de origem anglo – saxã, a estrela polar é descrita como Tyr, a estrela guia dos navegadores nórdicos, tão vital para a navegação noturna quanto o Sol durante o dia. Nesse contexto, a runa Tiwaz, que representa a flecha a apontar o caminho, é muito apropriada e confirma o aspecto de Tyr.    

Fonte: Mistérios Nórdicos de Mirella Faur – Editora Pensamento     

          


Baldur

 

Balder

Deus do sol, da beleza, da inocência, da reconciliação e da pureza. Representa a suprema perfeição.

Baldur ou Balder ou Bálder (Baldr no original): É uma divindade da justiça e da sabedoria filho de Odin e Friga, amado por todos em Asgard, invulnerável às armas, pois os Deuses haviam prometido a Friga não feri-lo, menos Loki, que tramou sua morte.  Como uma divindade do céu, ele era considerado um Deus de fulgor e beleza. Seu nome poderia significar literalmente “o brilhante“. Tem como símbolos a roda solar e o fogo. 

Balder disseminou a boa vontade e a paz em todos os lugares que visitou, o que fez dele um dos deuses mais amados. Sua popularidade e bondade inata atraíram a ira de Loki, um filho de gigantes que tramava o mal. Um dia, Balder passou a ser atormentado por estranhos pesadelos, um sinal da morte iminente, e isso acabou perturbando todos os deuses. Depois de muitos problemas, Odin determinou o destino de Balder e tomou algumas precauções para evitá-lo, enviando Frigga com a missão de obter um juramento de todos os seres vivos e não vivos de que não iriam fazer mal a Balder. Porém, Loki se disfarçou de mulher e teve uma conversa com Frigga, descobrindo que uma pequena planta, o visco, não prestara o juramento, pois Frigga a julgara inofensiva a Balder por ser muito jovem.  

Aconteceu, então, uma festa em que todos os deuses atiravam toda sorte de coisas em Balder, as quais sempre se desviavam de seu alvo. Havia um, porém, que não participava da brincadeira, Hodr (ou Hod), irmão cego de Balder. Loki, disfarçado, perguntou a Hod por que ele também não participava, e este respondeu que não sabia em que direção atirar. Aceitando a sugestão de Loki, Hod atira uma flecha feita de um ramo de visco no coração de Balder, que no mesmo instante cai morto.  

Frigga pede para Hermodr ir ao submundo trazê-lo de volta. Hel concorda, com a condição de que todos os seres derramassem uma lágrima por Balder. Todos os seres então choram a morte de Balder, mas a tentativa é novamente frustrada por Loki, que disse que não o faria. Não obstante, esperava-se que Balder retornasse após uma grande catástrofe mundial (o Ragnarok) e governasse um mundo novo. A semelhança dessas expectativas pode ter ajudado na difusão inicial do cristianismo entre os nórdicos.  

Balder é marido da bela Nanna, uma deusa benevolente e bela, que se atirou em sua pira funerária para habitar em Hel com seu marido. São pais de Forseti, uma divindade da justiça, que alguns dizem presidir as Things (assembléias dos homens livres).  

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 


Mimir

               

Mimir

 

Mimir, Mimr, Mimi (o mais sábio) – Guardião da Fonte da Sabedoria e amigo de Odin.             

É um dos deuses gigantes antigos. Obteve todo o seu conhecimento ao beber do poço da Grande Sabedoria nas raízes de Yggdrasil.  É um dos deuses fundamentais na mitologia nórdica cuja cabeça foi amputada e mandada a Odín durante a guerra entre os Æsir e os Vanir. Ele era reconhecido por seu conhecimento e sabedoria e Odín viajou à terra dos gigantes Jotunheim, para adquirir a sabedoria e o conhecimento omnisciente de Mimir.                

O conhecimento foi obtido de beber do poço mágico de Mimir, mas como preço por beber dele Odín foi forçado a se sacar um de seus olhos. Depois do qual, voltou a Asgard com a cabeça Mimir para consultas oraculares de acordo a algumas histórias. Mimir foi também o conselheiro de Hœnir após que se convertesse no soberano dos Vanir.         

Após o armísticio entre os deuses Vanir e Æsir Mimir foi enviado para os Vanir como refém junto com o silencioso Hoenir. Apesar de sua famosa sabedoria Mimir jamais a compartilhava porém foi o silencio de Hoenir que enfureceu os Vanir que inexplicavelmente se vingaram cortando a cabeça de Mimir com ervas e encantamentos com runas, Odin embalsamou a cabeça e colocou-a dentro de uma fonte de yggdrasil por meio de invocações e símbolos runicos Odin conseguia fazer a cabeça falar e por meio dela buscava conselhos e orientação.    

           

 


Hella

Hella

 

Na mitologia nórdica, Hel, Hela ou Hell é filha de Loki e da gigante Angrboda, irmã mais nova de Fenrir e da serpente de Midgard. A serpente de Midgard foi banida por Odin para o mar que cerca a Terra, mas a fera cresceu tanto que podia se colocar à volta do mundo e tocar na própria cauda. Lobo Fenrir foi preso com uma corrente feita pelos espíritos da montanha, chamada Gleipnir. 

Hel foi banida por Odin para o mundo inferior que recebeu seu nome, Helheim, que fica nas profundezas de Niflheim. Helheim fica às margens do rio Nastronol, que equivale ao rio Aqueronte da mitologia grega. Lá, recebeu o poder de dominar nove mundos ou regiões, onde distribui aqueles que lhe são enviados, isto é, aqueles que morrem por velhice ou doença. Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. Hela podia ser facilmente reconhecida, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrível em decomposição. 

A personalidade de Hel difere das dos deuses do mundo inferior das demais mitologias: Ela não é boa e nem má, simplesmente justa. 

O termo inglês Hell (Inferno em português) origina-se do nome desta deusa. 


Hoder/Hagal/Hodur

Hoder

 

Na mitologia nórdica, Höðr (ou Hoder) era um deus cego, irmão de Balder. Assassinou involuntariamente seu irmão e morreu pelas mãos de Vali, filho de Odin.         

Deus da noite, da neve e inverno.  Hoder possuí a capacidade de manipular as energias místicas da natureza. Além de possuir habilidades psíquicas que lhe dão visões de acontecimentos que estão muito distantes ou que se encontram em futuros possíveis.   

Segundo o relato contido nas Eddas, o deus Balder tinha pesadelos onde pressagiava sua morte e sua mãe, a deusa Frigg percorreu o mundo fazendo com que todas as coisas do mundo jurassem que jamais machucariam seu filho. Loki soube disso e se enfureceu, indo falar com Frigg disfarçado e ela lhe mencionou que não havia considerado necessário fazer jurar ao visgo, por considerá-lo inofensivo. Loki ao saber isso fez um dardo utilizando um ramo de visgo e guiou a Höðr para que se lo arrojasse como uma brincadeira, matando assim a Balder. Em outra versão diferente do mito relatado em Gesta Danorum, não se faz menção a Loki e Balder é morto por Höðr com uma punhalada.          


Weiland

        

Weland

 

WELAND (WIELAND, WAILAND, VOLUND) – “O DEUS FERREIRO”   

Weland, deus germânico adotado pelos saxões, era conhecido como exímio artesão, hábil na arte da metamorfose. Era filho de Wade, rei dos finlandeses que possuía um barco mágico: sua avó Wachilt era uma misteriosa “mulher do mar”, possivelmente uma sereia, dotada de poderes sobrenaturais. Junto com seus 2 irmãos, Egil e Slagfid, Welan se encontrou nas margens de um rio, com três cisnes que se transformaram em 3 lindas donzelas e começaram a fiar linho. Os três irmãos se apaixonaram imediatamente por elas, roubaram-nas e esconderam-nas sob o manto de penas, levando-as para casa deles, onde viveram felizes por sete anos. No oitavo ano, as donzelas se entristeceram, com saudades de sua terra. No nono ano, desapareceram e reassumiram a forma de cisnes. Após uma série de aventuras, nas quais foi capturado e encarcerado e uma ilha distante. (por um rei que exigiu que o ferreiro trabalhasse exclusivamente para ele), Wailand escapou do cárcere voando com um par de asas, que confeccionou na tentativa de escapar e encontrar sua mulher. Conhecido como “forjador de espadas mágicas”, Wailand confeccionou armas para os deuses Aesir e para o herói anglo-saxão Beowulf, para que este matasse um dragão. Assim como seu equivalente deus grego Hefaísto, Wailand era manco (deficiência que adquiriu quando torturado pelo rei ), mas forte, calado e soturno.          

Na Inglaterra, no White Horse Valley (Vale do Cavalo Branco), em Uffington, existe um círculo de pedras neolíticas conhecidas como Wailand’s Smith (a “Ferraria de Wailand “). Segundo a lenda, se alguém deixasse ali, à noite, um cavalo e uma moeda de prata, no dia seguinte, encontraria o cavalo com uma ferradura nova, feita pelo “ferreiro sobrenatural”.          

 FONTE: MISTÉRIOS NÓRDICOS – MIRELLA FAUR          

 Agradecimentos a Bruxa Mayra Cassla que me enviou este artigo. ;)


Lóki

 
Loki

Loki (também conhecido como Loke ou Loptr) é um deus ou um gigante da mitologia nórdica. Deus do fogo, também está ligado à magia e pode assumir muitas formas. Ele não pertence aos Aesir, embora viva com eles. Pode ser considerado como um símbolo da maldade, traiçoeiro, de pouca confiança; está entre as figuras mais complexas da mitologia nórdica.

Loki tem uma cara amigável e aparenta ser uma boa pessoa, mas é muito maligno, porém heróico, sendo que ele sempre da um jeito da arrumar suas confusões.
Loki com o passar dos tempos foi perdendo a confiança do deuses, como quando ele foi responsável pela morte de Balder, ou quando ele insultou os deuses num grande banquete e para fugir se transformou num salmão, mas é claro que Odin percebeu, com seu olho que tudo vê.
Loki teve 5 filhos, com a giganta Angrboda teve Fenrir, Jormungard e Hel, por um probleminha em Asgard, Loki “engravidou” de Sleipnir, e de seu segundo casamento teve Vali e Narvi.
De acordo com a profecia durante o Ragnarok Loki vai comandar as forças do mal para destruir os deuses e será morto por Heimdall.

É ele que traz a comédia aos reinos dos Deuses e a tragédia à história de Baldur. Loki é uma figura sinistra e poderosa, porém é mais um ser manhoso e traquino, que perverso, por vezes, escandaloso e de língua ferina, insulta os Deuses e as Deusas com suas revelações maliciosas. Ele participa de várias aventuras em companhia de quase todos os habitantes de Asgard, com exceção de Frey. Tem certos poderes mágicos e o mais notável é a habilidade de mudar de forma.
Há quem diga que devido ao culto ao Loki, o dia 1 de Abril ficou conhecido como dia da mentira, essa é uma das muitas outras versões da história dessa data.

 


As Nornes

Nornes

 

Deusas Nornes – Urd, Verdandi e Skuld.     

As Nornes são um clã de deuses da mitologia nórdica. A sua função é controlar a sorte, o azar e a providência. Elas também zelam pelo cumprimento e conservação das leis que regem as realidades dos homens, dos deuses, dos elfos/duendes, dos anões, dos dragões e de todos os seres míticos. Vivem protegidas por um dos ramos da árvore Yggdrasil, junto a um lago. O clã possuí apenas três integrantes, todas entidades femininas que a saber são:  Urd, Verdandi e Skuld. Elas representam o passado, o presente e o futuro, respectivamente. Urd é a guardiã do passado e é representada por uma criatura humana de idade extremamente avançada. Dentro de suas obrigações está guardar os mistérios do passado e não fornecer as chaves dos segredos antigos. Verdandi era encarregada do presente. É representada na forma de uma mãe e tudo que acontece é tecido por seus pensamentos. Ela representa o movimento, a continuidade. Skuld é a guardiã do futuro. Ela é representada na forma de uma virgem. Profecias e adivinhações estão relacionadas à ela. Skuld detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino. As três têm poder sobre o destino.  


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