"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses." (Sócrates)

Últimas

O Völundarkviða (Edda Poética)

Völundarkviða (A Canção de Völundr) é um dos poemas da Edda Poética, que narra como Völundr, um ferreiro, se vingou sobre Níðuðr, que havia lhe capturado. Após ser escravizado e ter os tendões cortados para não fugir, ele passou a fabricar jóias para o rei. Völundr então decide se vingar do rei matando-lhe os dois filhos, e seduzindo-lhe a filha, Böðvildr. Com as partes dos corpos dos rapazes Völundr fabricou jóias e deu para o casal real, depois embriagou Böðvildr com quem deixou esperando um filho e voou com asas para o céu obtendo a liberdade.Esse poema foi preservado no Codex Regius e no AM 748 I 4to (apenas o prólogo, porque está muito fragmentado). A lenda de Völundr aparece na Þiðrekssaga af Bern e no poema O Lamento de Deor, em Velho Inglês.

Völundarkviða

Havia um rei em Svíþjóð* chamado Níðuðr. Ele tinha dois filhos e uma filha. Ela se chamava Böðvildr. Havia três irmãos, filhos do rei dos Finnar*. Um se chamava Slagfiðr, o segundo Egill, o terceiro Völundr. Eles andavam sobre esquis e caçavam bestas selvagens. Eles vieram para Úlfdalir*, e ali fizeram para si uma casa. Ali havia um lago chamado Úlfsjár*. Uma manhã eles encontraram sobre a extremidade do lago três fêmeas sentadas e tecendo linho. Perto delas estavam suas plumagens de cisnes. Elas eram Valkyrjur*. Duas delas, Hlaðguðr-Svanhvít e Hervör-Alvitr, eram filhas do rei Hlöðvér; a terceira era Ölrún, a filha de Kjár de Valland*. Eles as levaram ao lar com eles para sua moradia. Egill obteve Ölrún, Slagfiðr Svanhvít,e Völundr Alvitr. Eles viveram ali sete anos. Então elas voaram embora para procurar batalhas, e não retornaram. Então Egill saiu esquiando a procura de Ölrún, e Slagfiðr a procura de Svanhvít, mas Völundr permaneceu em Úlfdalir. Ele era um homem habilidoso, assim os homens o conheciam de velhas sagas. O rei Níðuðr ordenou que ele fosse agarrado, assim como é relatado aqui:

01-Donzelas voaram do sul
através de Myrkviðr*,
Alvitr a jovem,
tentou a sorte;
elas sobre a praia do mar
se sentaram para descansar,
as donzelas do sul
e linho elas teciam.

02-Uma delas,
Egill abraçou,
a bela mulher,
de peitos alvos;
Svanhvít era a segunda,
ela usava uma plumagem de cisne,
mas a terceira,
sua irmã,
de pescoço branco,
Völundr a manteve.

03-Desde então se sentaram
por sete invernos,
mas no oitavo
todos terminaram,
e no nono
precisaram se dividir;
as donzelas se inclinaram
para a floresta sombria,
a jovem Alvitr,
se entregou ao örlög*.

04-Da caçada veio
o arqueiro de olhos finos,
[Völundr, foi em distantes caminhos],
Slagfiðr e Egill,
encontraram o salão vazio,
foram para fora e para dentro
e ao redor olharam;
Egill deslizou em esqui para leste
atrás de Ölrún
e Slagfiðr foi ao sul
atrás de Svanhvít.

05-Mas apenas Völundr
ficou em Úlfdalir,
ele forjou com ouro vermelho
resistentes jóias,
ele amarrou bem todos
os anéis com cordas de tília;
assim ele esperou
sua brilhante
esposa, se ele
viesse a conseguir-la.

06-Nisso Níðuðr ouviu,
o senhor de Níára,
que apenas Völundr
permanecia em Úlfdalir;
a noite foram homens,
com cotas de malha,
seus escudos brilhavam
com a lua crescente.

07-Andando em suas selas
no frontão do salão,
foram ali dentro,
na extremidade do salão;
eles virão sobre as cordas de tília
anéis pendurados,
ao todo setecentos
que o herói possuía.

08-E eles os pegaram,
e eles os deixaram,
exceto apenas um,
que eles levaram.
Chegou ali da caçada
o arqueiro de olhos finos,
Völundr, passando
sobre um longo caminho.

09-Ele foi ao fogo
para assar a carne de ursa,
logo os arbustos queimaram,
o abeto completamente seco,
com o vento árido na madeira,
perante Völundr.

10-Sentado sobre a pele de ursa,
ele contou os anéis,
do senhor dos Álfar*,
apenas um faltava;
ele pensou, que a
filha de Hlöðvér o tinha levado.
a jovem Alvitr,
e que ela tivesse chegado* ao lar.

11-Ele estava sentado por tanto tempo,
que ele adormeceu,
e ele acordou
triste;
vendo nas mãos
pesadas necessidades*
e sobre os pés
correntes apertadas.

Völundr disse:

12-“Quem são os guerreiros,
que me colocaram a
corda com anéis
e me acorrentaram?”

13-Depois falou Níðuðr,
o senhor dos Níar:
“Onde você conseguiu,Völundr,
príncipe dos Álfar*,
nosso dinheiro*
em Úlfdalir?”

Völundr disse:

14-“O ouro não estava ali
no caminho de Grani*,
eu acho que nossa terra estava longe
das montanhas do Rínar*;
eu acho que nós mais
tesouros possuímos,
quando tudo está seguro
no nosso lar.

15-Hlaðguðr e Hervör
foram nascidas de Hlöðvér
sabe-se que Ölrún
era filha de Kíar.”

16-[Lá fora estava a sábia
esposa de Níðuðr*,]
ela veio andando
da extremidade do salão,
ficando sobre o pavimento,
e com voz moderada:
“Agora não parece dócil,
ele que veio da floresta*.”

O rei Níðuðr deu para sua filha Böðvildr o anel de ouro que ele havia pegado das cordas de tília de Völundr, mas ele próprio usava a espada, que pertencia a Völundr. A rainha disse:

17-“Seus olhos são penetrantes
como os das serpentes brilhantes,
ele mostra os dentes,
quando a espada é exibida a ele
e ele reconhece em Böðvildr
o seu anel;
cortem dele a
sua força*
e depois coloquem ele
em Sævarstöðr*.”

Assim foi feito, fizeram uma incisão em seus tendões dos pés, e ele foi colocado numa ilha, que estava próximo a terra, que se chamava Sævarstaðr. Ali ele forjou para o rei todo tipo de jóias. Nenhum homem ousava ir até ele exceto apenas o rei.

18-“A espada que brilha
no cinto de Níðuðr,
que eu afiei,
que eu habilidosamente forjei
e eu temperei,
que me parece mais habilidosa;
esta espada brilhante para sempre
foi tomada de mim,
eu nunca verei isso
ser levada de volta para a forja de Völundr.”

19-“Agora Böðvildr usa
o anel vermelho
da minha noiva,
-para isso eu não tenho indenização.-“

20-Ele se sentou, mas não dormia,
e ele batia o martelo;
ele fazia artifícios habilidosamente muito
rápido para Níðuðr.
Dois jovens foram
a sua porta olhar,
eram filhos de Níðuðr,
em Sævarstaðr.

21-Eles vieram pelo baú,
perguntando pela chave,
o mal estava aberto*
quando eles olharam;
muitos colares estavam ali,
que para esses jovens pareciam
de ouro vermelho
e jóias.

Völundr disse:
22.”Venha os dois sozinhos,
venha outro dia;
eu darei a vocês esse ouro
de presente;
não diga as donzelas
nem aos homens do salão,
a nenhum homem,
que me procuraram*.”

23.Cedo um homem
chamou o outro,
irmão, irmão:
“Vamos ver os anéis!”
Foram até o baú,
perguntaram pela chave,
o mal estava aberto,
quando eles olharam.”

24.Ele cortou-lhes a cabeça fora,
desses garotos
e debaixo da fuligem das tiras do fole
colocou os pés;
os crânios deles,
que estavam debaixo dos cabelos,
ele fixou prata, por fora,
e deu para Níðuðr.

25-E de seus olhos,
fabricou gemas preciosas
que ele deu sabiamente
para a esposa de Níðuðr,
mas dos dentes
desses dois
ele fabricou broches
e deu a Böðvildr.

26-Então Böðvildr
se gabou do anel que conseguiu
— — —
— — —
[para Völundr o trouxe*],
quando ela o quebrou:
“Eu não ouso dizer isso a ninguém
salvo apenas você.”

Völundr disse:

27-“Eu repararei de tal modo
o ouro quebrado
que seu pai
achará mais belo
e sua mãe
achará muito melhor
e você própria
na mesma proporção.”

28-Ele trouxe cerveja para ela,
porque ele era mais sábio,
assim que ela se sentou
caindo de sono.
“Agora eu terei minha vingança,
do meu sofrimento
sobre todos, menos uma,
na mulher perversa*.”

29-“Eu desejo,” disse Völundr,
“que eu fique sobre meus pés
de quando Níðuðr
me privou.”
Völundr rindo
elevou ao céu*,
Böðvildr chorando
foi embora da ilha,
triste por seu amor partir
e a fúria de seu pai.

30.Lá fora estava a sábia
esposa de Níðuðr,
e ela veio andando
da extremidade do salão,
-mas ele estava no muro do salão
sentado descansando-:
“Você está acordado,Níðuðr,
senhor de Níar?”

31-“Eu sempre estou acordado,
sem vontade
eu durmo
desde a morte de meus filhos;
minha cabeça está gelada,
teus conselhos são frios para mim,
eu desejo isso agora,
que eu fale com Völundr.

32-Me diga Völundr,
príncipe dos Álfar,
o que aconteceu
com meus saudáveis garotos.”

Völundr disse:

33-“Você deve jurar para mim
primeiro de tudo,
pela prancha do navio,
pela borda do escudo,
pelas costas do cavalo,
pela ponta da espada,
que você não atormentará
a esposa de Völundr*
nem da minha noiva
causará a morte,
embora eu tenho uma esposa
que você conhece
e possui um bebê
lá dentro do salão.

34-Vá para o forja,
que você construiu,
ali você encontrará o fole
coberto de sangue;
eu cortei em pedaços as cabeças
dos seus garotos,
e debaixo da fuligem das tiras do fole
coloquei os pés.

35-Os crânios deles,
que estavam debaixo dos cabelos,
eu fixei prata, por fora,
e dei para Níðuðr;
e de seus olhos,
fabriquei gemas preciosas
que eu dei sabiamente
para a esposa de Níðuðr,

36-Mas dos dentes
desses dois
eu fabriquei broches
que eu dei a Böðvildr;
agora Böðvildr andara
com o aumento de uma criança*,
a única filha
que vocês tiveram.”
Níðuðr disse:

37-“Você nunca disse uma palavra,
que me mais me afligiu,
nem eu te desejaria, Völundr,
pior injúria;
nenhum homem é tão alto,
de seu cavalo para te pegar,
nem tão forte,
que possa te atirar para baixo*,
onde você se distanciou
no alto do céu.”

38-Völundr rindo
elevou ao céu,
mas Níðuðr depressivo,
ficou então sentado depois disso.
Níðuðr disse:

39-“Levante-se, Þakkráðr,
o melhor dos meus servos,
peça a Böðvildr,
a donzela de alvas sobrancelhas,
de finas vestes vir
falar com seu pai.

40-Isso é verdade, Böðvildr,
o que me foi contado:
que você e Völundr se sentaram
juntos na ilha?”

Böðvildr disse:

41-“Isso é verdade,Níðuðr,
o que te contaram:
me sentei junto com Völundr,
na ilha
por um breve momento,
embora nunca deveria;
eu não soube como
me empenhar contra ele,
eu não fui capaz
de me empenhar contra ele.”

As Notas:

* Svíþjóð é a Suécia.
* Finnar são os Finlandeses.
* Úlfdalir significa Vale do Lobo.
* Úlfsjár significa Mar do Lobo.
* Embora elas sejam Valquirias, seus nomes não aparecem na lista de Valkyrjur da Edda em Prosa de Snorri.
* Valland significa Terra da Morte.
01/2* Significa Floresta Negra.
03/10* A Lei Primaria, o Destino.
10/3* Elfo. Völundr é identificado como sendo da raça dos elfos, que eram habilidosos ferreiros.
10/8* Retornado ao lar.
11/6* Ele estava acorrentado.
13/4* Novamente Völundr é associado aos Elfos.
13/5* Níðuðr havia chegado com seus homens para capturar Völundr acusando-o de ter roubado seu tesouro. É possível que Níðuðr por ser um rei pensava ser o dono das riquezas da terra e que outros deviam pagar-lhe tributo.Porém isso é mera suposição.
14/2* Grani é o nome do cavalo de Sigurðr Fáfnisbani. Völundr parece afirmar que sua riqueza não fazia parte do lendário tesouro dos Niflungar e nem pertencia a Níðuðr.
14/4* O rio Reno. Nota-se que o Reno é visto como um rio abundante em ouro segundo as
lendas.
16/2* As duas primeiras linhas foram colocadas aqui, mas não estão no manuscrito. Essas linhas foram recolocadas aqui tiradas das duas primeiras linhas da estrofe 30, mas com certeza se trata da esposa de Níðuðr.
16/8* Völundr. Ao que parece Völundr foi levado para o lar de Níðuðr.
17/8* Os tendões.
17/10 * Significa Habitação no Mar.
21/3* O baú aberto indica a queda dos irmãos.
22/8* A Þiðrekssaga af Bern relata que Völundr manda os filhos do rei embora com instruções, dizendo para eles voltarem quando a neve estiver caindo e fossem até lá andando de trás para frente. Na verdade Völundr havia planejado isso caso alguém descobrisse que os dois estiveram lá e assim ele poderia dizer que eles saíram em segurança e as pegadas na neve seriam a evidencia disso. Os dois assim fizeram e Völundr os matou.
26/5* O anel. Ao que parece esse anel que Völundr possuía antes de ser-lhe arrancado possuía poderes mágicos (ou ele encantou depois que ele o consertou) porque logo que o recuperou ele pode voar .Ele pretendia dar-lo para sua antiga esposa Alvitr. Isso é até possível já que Völundr era dito ser um elfo e os elfos eram hábeis em fabricar artefatos mágicos.
28/8* A rainha esposa de Níðuðr.
29/6* A Þiðrekssaga af Bern relata que Egill, o irmão de Völundr, veio em seu socorro atirando pássaros para que Völundr pudesse fabricar asas para poder fugir de Níðuðr. Porém, acredita-se que Völundr fabricou asas com plumagem de cisnes para poder fugir.
33/8* Böðvildr.
36/6* A Þiðrekssaga af Bern conta que Völundr retornou com um exército, matou Niðuðr e depois se casou com Böðvildr. Eles tiveram um filho chamado Vidia/Viðga/Witege. Conta-se que esse Vidia se tornou um grande herói germânico.
37/8* A Þiðrekssaga af Bern conta que Níðuðr obrigou Egill, a atirar em seu irmão Völundr, mas Völundr havia escondido um saco cheio de sangue debaixo do braço esquerdo e quando Egill atirou nele, ele acertou o saco, assim Níðuðr pensou que Völundr estava morto.

Essa tradução foi feita por Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði).Tentei manter-me fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.® 2010
E-mail:asatruar42@hotmail.com

O Vafþrúðnismál (Edda Poética)

Vafþrúðnismál (Os Dizeres de Vafþrúðnir) é o terceiro poema da Edda Poética.No inicio temos os diálogos de Óðinn e Frigg e depois Óðinn e o gigante.Esse poema tem uma rica descrição da cosmogonia nórdica que também foi usado por Snorri em sua Edda em Prosa.O poema está preservado no Codex Regius e parcialmente no AM 748 I 4to.

Vafþrúðnismál

Óðinn disse:
01-“Me de seu conselho agora Frigg, porque eu desejo ir até o sábio Vafþrúðnir. Eu estou muito ansioso para trocar velhos conhecimentos com o todo-sábio jötunn.”

Frigg disse:
02-“Eu aconselho você ficar em casa, Herjaföðr*, na terra nos deuses, pelo que sei nenhum jötunn é tão poderoso como Vafþrúðnir.”

Óðinn disse:
03-“Eu tenho amplamente vagado, ousando muitas proezas, freqüentemente desafiando os Regin*; agora Eu preciso saber como Vafþrúðnir vive em seu salão.”

Frigg disse:
04-“Então viaje em segurança e retorne depois em segurança, fique em segurança na estrada. Possa oeði o servir, Aldaföðr*, quando você for falar com o jötunn.”

05-Óðinn seguiu viagem para testar a sabedoria das palavras do todo-sábio jötunn. Ele chegou no salão do pai de Ím*,
e lá Yggr* imediatamente entrou.”

Óðinn disse:
06-“Salve Vafþrúðnir! Eu vim em seu salão agora para ver você pessoalmente. Primeiro de tudo Eu queria saber se você é sábio, jötunn,se você é todo-sábio.”

Vafþrúðnir disse:
07-“Que homem é esse? quem desfere palavras para mim em meu salão? Você não partirá a menos que você seja mais sábio.”

Óðinn disse:
08-“Gagnráðr*,Eu sou chamado, e Eu estou sedento da minha viagem para seu salão. Eu preciso de um acolhimento, jötunn, e sua recepção, por Eu ter viajado tão longe.”

Vafþrúðnir disse:
09-“Por que então, Gagnráðr, você fala do fundo do recinto? Tome um assento no salão, então nós veremos se o convidado ou o velho sábio tem maior inteligência.”

Óðinn disse:
10-“Deixe o pobre homem que visita o homem rico dizer o que é necessário e segurar sua língua. Falar demais trará a ele, Eu acho, nenhum bem, quando visitar um homem austero.”

Vafþrúðnir disse:
11-“Me diga Gagnráðr, desde que você quer testar seu poder aí do fundo do recinto: qual é o nome do cavalo, que puxa Dagr* acima da humanidade?”

Óðinn disse:
12-“Skinfaxi, ele é chamado, que puxa Dagr através do céu e acima da humanidade todo dia. Para os Hreiðgotum* ele parece o melhor. A juba desse cavalo brilha.”

Vafþrúðnir disse:
13-“Me diga Gagnráðr, desde que você quer testar seu poder aí do fundo do recinto: Como eles chamam o cavalo
que puxa Nótt* do leste para os bons Regin?”

Óðinn disse:
14-“Hrímfaxi ele é chamado, quem assim traz novamente Nótt para os Regin. Ele baba espuma toda manhã; desse modo vem os orvalhos para os vales.”

Vafþrúðnir disse:
15-“Me diga Gagnráðr, desde que você quer testar seu poder aí do fundo do recinto: Como é chamado o rio, que divide o reino dos deuses do reino dos filhos dos Jötnar?”

Óðinn disse:
16-“Ífingr,esse rio é chamado, que divide o reino dos filhos dos Jötnar do reino dos deuses. Sempre correrá, e nunca congelará.”

Vafþrúðnir disse:
17-“Me diga Gagnráðr, desde que você quer testar seu poder aí do fundo do recinto: Como eles chamam o campo, onde Surtr e os amados deuses se encontraram em guerra?”

Óðinn disse:
18-“Vígriðr o campo é chamado, onde Surtr e os amados deuses se encontraram em guerra. O campo que os dividira está
a cem léguas em todas as direções. Para eles esse campo está predestinado.”

Vafþrúðnir disse:
19-“Você é totalmente instruído, meu convidado. Agora venha para o banco do jötunn, e nos deixe falar sentado. Nós dois apostaremos nossas cabeças no salão meu convidado, em sabedoria.”

Óðinn disse:
20-“Me diga em primeiro,Vafþrúðnir, se oeði o serve, e você sabe: Como a Jörð e os Upphiminn* vieram a existir, oh sábio jötunn?”

Vafþrúðnir disse:
21-“A Jörð foi formada da carne de Ymir, as montanhas de suas pernas, e os Upphiminn do crânio gelado do jötunn,
e o mar de seu sangue.”

Óðinn disse:
22-“Me diga em segundo, Vafþrúðnir, se oeði o serve,e você sabe: Como Máni* viaja sobre os homens, e também como a Sól, veio a existir?”

Vafþrúðnir disse:
23-“O pai de Máni é chamado Mundilfari. Ele é também o pai da Sól. Eles viajam pelos céus todo dia para contar o tempo.”

Óðinn disse:
24-“Me diga em terceiro, Vafþrúðnir, por eles dizerem que você é sábio, e você sabe: Como Dagr viaja acima dos homens, a Nótt, e as fases da lua vieram a existir?”

Vafþrúðnir disse:
25-“Dellingr* é chamado o pai de Dagr. Nótt foi nascida de Nörvi*.Os Regin moldaram as luas nova e minguante para contar o tempo.”

Óðinn disse:
26-“Me diga em quarto, desde que eles dizem, Vafþrúðnir, que você é sábio, e você sabe: Como o Vetr e o caloroso Sumar* vieram a existir entre os sábios Regin?”

Vafþrúðnir disse:
27-“Vindsvalr ele é chamado, que é o pai do Vetr, e Svásuðr teve Sumar”.

Óðinn disse:
28-“Me diga em quinto, desde que eles dizem, Vafþrúðnir, que você é sábio, e você sabe: Quem é o mais velho dos gigantes, descendentes de Ymir, no inicio dos tempos?”

Vafþrúðnir disse:
29-“Durante incontáveis invernos, antes da terra ser formada, Bergelmir nasceu, seu pai era Þrúðgelmir, e seu pai era Aurgelmir*.”

Óðinn disse:
30-“Me diga em sexto, Vafþrúðnir, desde que eles dizem que você é sábio, e você sabe: de onde veio Aurgelmir e os filhos dos Jötnar de inicio, sábio jötunn?”

Vafþrúðnir disse:
31-“Gotas de veneno saltaram de Élivagar e aumentou até que um jötunn nasceu. De lá vem toda nossa tribo, e nossa ferocidade.”

Óðinn disse:
32-“Me diga em sétimo, Vafþrúðnir, desde que eles dizem que você é sábio, e você sabe: Como fez o incontrolável jötunn para ter crianças quando ele não teve o prazer de uma gýgr*?”

Vafþrúðnir disse:
33-“Abaixo do braço do Hrímþurs* eles dizem que uma filha e um filho junto nasceram. De um pé junto ao outro,o sábio jötunn teve um filho de seis cabeças.”

Óðinn disse:
34-“Me diga em oitavo, Vafþrúðnir, desde que eles dizem que você é sábio, e você sabe: Qual é sua mais antiga memória, seu mais antigo conhecimento, desde que você é sábio,jötunn?”

Vafþrúðnir disse:
35-“Em incontáveis invernos, antes da formação do mundo, Bergelmir* nasceu. A primeira coisa que eu recordo é o sábio jötunn sendo colocado em um barco.”

Óðinn disse:
36-“Me diga em nono,Vafþrúðnir, desde que eles dizem que você é sábio, e você sabe: De onde vem o Vindr* que viaja
sobre as ondas, mas é invisível pelo homem?”

Vafþrúðnir disse:
37-“Ele é chamado Hræsvelgr, que senta no fim do céu, um jötunn na forma de águia. Eles dizem que o vento se origina de suas asas e acima da humanidade.”

Óðinn disse:
38-“Me diga em décimo,Vafþrúðnir, desde que você sabe as proezas de todos os Tívar*: Como Njörðr veio a ficar entre os filhos do Æsir? Seus templos e santuários são numerosos, mas ele não foi gerado entre os Æsir.”

Vafþrúðnir disse:
39-“Ele foi criado em Vanaheimr pelos sábios Regin que o deram como refém para os deuses. Na última era ele retornará
ao lar dos sábios Vanir.”

Óðinn disse:
40-“Me diga em décimo primeiro: Quem são os homens que viajam para os campos para matar um ao outro todo dia?”

Vafþrúðnir disse:
41-“Todos os Einherjar* matam um ao outro no campo de Óðinn todo dia. Eles escolhem os mortos, então cavalgam de volta do combate, e se sentam como amigos.”

Óðinn disse:
42-“Me diga em décimo segundo, as proezas de todos os Tívar, Vafþrúðnir,desde que você sabe. Desde que dizem que você é o mais sábio nas runas dos Jötnar e todos os deuses, todo-sábio jötunn.”

Vafþrúðnir disse:
43-“Das runas dos Jötnar e todos os deuses eu posso falar a verdade, porque eu estive no mundo. Eu andei nos nove mundos, e abaixo do Níflhel para onde os homens mortos vão para Hel.”

Óðinn disse:
44-“Longe Eu tenho viajado, muito eu tenho ousado, freqüentemente Eu tenho desafiado os Regin. Quais Homens viverão, quando o grande Fimbulvetr* chegar para a Humanidade?”

Vafþrúðnir disse:
45-“Líf e Leifþrasir,se esconderão nos bosques de Hoddmímir*. Eles terão o orvalho das manhãs como sua comida
Assim deve a humanidade ser nutrida.”

Óðinn disse:
46-“Longe Eu tenho viajado, muito Eu tenho ousado, freqüentemente Eu tenho desafiado os Regin. Como virá a Sól para suavizar o céu uma vez que foi morta por Fenrir*?”

Vafþrúðnir disse:
47-“Alfröðull* dará à luz a uma filha antes dela ser morta por Fenrir. Quando os Regin morrer, essa donzela cavalgará
o caminho de sua mãe*.”

Óðinn disse:
48-“Longe Eu tenho viajado, muito Eu tenho ousado, freqüentemente Eu tenho desafiado os Regin. Quem são as donzelas de mentes sábias que viajam acima do mar?”

Vafþrúðnir disse:
49-“Três tribos de donzelas descendem da vila de Mögþrasir. Elas trazem Hamingjur* para seus lares, embora eles são parentes dos Jötnar.”

Óðinn disse:
50-“Longe Eu tenho viajado, muito Eu tenho ousado, freqüentemente Eu tenho desafiado os Regin. Quais os Æsir que governarão a terra quando o fogo de Surtr se extinguir?”

Vafþrúðnir disse:
51-“Víðarr e Váli* habitarão no santuário dos deuses quando o fogo de Surtr se extinguir. Móði e Magni* receberão o Mjöllnir quando Vingnir* terminar o combate.”

Óðinn disse:
52-“Longe Eu tenho viajado, muito Eu tenho ousado, freqüentemente Eu tenho desafiado os Regin.
Quem trará a morte de Óðinn quando os Regin forem arruinados?”

Vafþrúðnir disse:
53-“O lobo irá tragar o Aldaföðr, Mas Viðarr irá vinga-lo. Ele partirá a fria mandíbula do lobo em combate.”

Óðinn disse:
54-“Longe Eu tenho viajado, muito Eu tenho ousado, freqüentemente Eu tenho desafiado os Regin. O que Óðinn disse ao ouvido de seu filho antes que ele fosse levado a pira*?”

Vafþrúðnir disse:
55-“Nenhum homem sabe o que você falou para seu filho no inicio dos tempos. E foi com a boca condenada que eu falei velhos contos e falei do Ragnarökr.

Agora eu troquei minha sabedoria em palavras com Óðinn. Você é o mais sábio.”

As Notas:
02/1* Herjaföðr é outro nome de Óðinn.
03/2* Regin são os deuses.
04/3* O oeði é a inspiração,e Aldaföðr é outro nome de Óðinn.
05/3* Vafþrúðnir é pai de Ím.
05/4* Yggr é outro nome de Óðinn.
08/1* Óðinn usou esse nome de disfarce.
11/4* Dagr é o dia.
12/3* Não se sabe ao certo quem são os Hreiðgotum.
13/4* Nótt é a noite.
20/3* Jörð é a Terra e os Upphiminn é os Céus.
22/3* Máni é a lua.
25/1* Dellingr é da família dos Æsir, segundo Snorri.
25/2* Nörvi é um gigante.
26/3* Vetr é o inverno e Sumar o verão.
27/3* Bugge acrescentou duas frases da Edda de Snorri:
(“Vindsvalr foi nascido de Vasuð.)
(que é de família de coração frio.”).
29/4* Aurgelmir é outro nome de Ymir.
32/4* Gýgr significa giganta.
33/1* Hrímþurs é outro nome para se referir a Ymir.
35/3* Bergelmir é o gigante que se salvou do sangue de Ymir quando ele foi morto pelos deuses.
36/3* Vindr é o vento.
38/2* Tívar são os deuses.
41/1* Einherjar são os guerreiros de Óðinn.
44/3* Fimbulvetr é o grande inverno que anuncia o Ragnarökr.
45/2* Hoddmímir holt é (aparentemente) outro nome de Yggdrasil (?).
46/4* Sköll é dito devorar a Sól na Edda em prosa.
47/1* Alfröðull é outro nome da Sol.
47/4* Ela fará o mesmo curso que sua mãe fazia.
49/3* Pensa-se que ‘Elas’ são as Nornir mas isso é incerto.Hamingjur é a força mágica móvel muito parecida com o ‘mana’ de outras tradições.Hamingja muitas vezes é definida como ‘sorte’ ou ‘espírito guardião’.
51/1* Víðarr e Váli são filhos de Óðinn.
51/3* Móði e Magni são filhos de Þórr.
51/4* Vingnir é outro nome de Þórr.
53/1* Aldaföðr é outro nome de Óðinn.
54/4* Esse filho sem dúvida é Baldr, possivelmente Óðinn contou a ele sobre a chegada do Ragnarökr e seu significado de renascimento…Há também a possibilidade de que Baldr ficou no Hel para se proteger do fim e esse seria o plano real de Óðinn, enfim são apenas suposições…

Essa tradução foi feita por Marcio A. Moreira (Vitki Þórsgoði).Tentei manter-me fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.

Signos Nórdicos

Não tem embasamento histórico, mas co-relacionando aos signos que conhecemos tem fundamento.

10458733_723243461062673_3836548459375875671_n

DESCRIÇÃO DOS SIGNOS:

BILSKIRNIR – (21/03 a 20/04) (Áries)

“O Relâmpago”, a morada de Thor.
Pessoa jovial, espirituosa, incansável, bastante comunicativa, de sentimentos rápidos e intensos, enfrenta tudo na vida e não conhece a palavra medo. Ama a independência, porém, com limites, principalmente, no que se refere à segurança afetiva.

THRYMHEIM – (21/04 a 20/05) (Touro)

“A Casa do Trovão”, Residência da Deusa Skadhi.
Pessoa que tende a ser fatalista, contudo é cautelosa e perseverante, voltada à busca do prazer, que envolve boa comida, boa roupa e bem-estar material e espiritual. Sua generosidade a leva a vastos rasgos de hospitalidade, é um dos melhores anfitriões do zodíaco e gosta de agradar os amigos

FOLKVANG – (21/05 a 20/06) (Gêmeos)

“O Campo dos Guerreiros”, Constituído por 9 castelos onde a Deusa Freya recebia a metade das almas dos guerreiros mortos em batalhas. Você é comunicativo, curioso, inteligente, rápido para se apaixonar, e diz tudo o que pensa. Possuem grande apego a família e uma mudança repentina de humor.

HIMMINBJORG – (21/06 a 21/07) (Câncer)

“O Salão Celeste”, a morada do Deus Heimdall. O “Deus Brilhante”, o guardião da ponte Bifrost. Você é introvertido, imaginativo e sonhador, refugia-se em sua casa sempre que pressente o perigo, pois precisa de proteção. Apesar da índole pacífica, é desconfiado e sujeito ao desânimo, sensível.

BREIABLIKK – (22/07 a 22/08) (Leão)

“A Vista Abrangente”, morada de Baldur, o Deus Luminoso Solar. Liderança, oriunda de sua impressionante personalidade, coragem e ambição garantem muito sucesso, pois, está mais atento aos seus méritos de que aos seus limites. Graças à influência do Sol, é transparente em seus pensamentos sendo avesso aos subterfúgios.

SOKKVABEKK – (23/08 a 22/09) (Virgem)

“O Rio do Tempo e dos Ventos”, local onde residia Saga, e que Odin visitava diariamente para beber do rio das memórias antigas. Prático, organizador, observador, introspectivo e crítico. Mesmo não sendo expansivo, mostra-se afetuoso. De temperamento tranquilo e laborioso. Alegre e bem humorado, dotado de muita força mental.

GLITNIR – (23/09 a 22/10) (Libra)

“O Salão do Esplendor” pertencia ao Deus Forseti. Dotado de poderosa aura magnética, consegue equilibrar suas paixões com a reflexão. Seu maior defeito é a indecisão. Se for sensível e emotivo consigo mesmo e com seus familiares, pouco se abala com o que acontece aos outros. Possui temperamento conciliador, buscando sempre harmonia e perfeição.

GLADSHEIM – (23/10 a 21/11) (Escorpião)

“O Lar Resplandecente”, onde ficava Valhalla. Indivíduo inteligente, criativo, persistente e que provoca certo mistério à seu respeito. É, também, arredio, desconfiado e rancoroso, no entanto, sua marca fundamental é a coragem, mesmo que desconheça o equilíbrio e a moderação.

YDALIR – (22/11 a 21/12) (Sagitário)

“O Vale dos Teixos”, que abrigava a cabana de Ullr, Deus arqueiro e caçador. Trata-se de um indivíduo sensível, intuitivo, animado, com muita vitalidade e dono de um organismo saudável e resistente. O perigo não o intimida, podendo expressar-se com sabedoria. A atividade esportiva garante seu equilíbrio físico e mental. Dificilmente se abate diante das adversidades da vida. Ninguém ganha o sagitariano em autenticidade, energia e otimismo.

LANDVIDI – (22/12 a 20/01) (Capricórnio)

“A Terra Branca” representava o reino de Vidar, filho silencioso de Odin. Introvertido metódico, prudente, possui amor à liberdade, independência, persistência e determinação. No campo afetivo é desconfiado, mas fiel, dedicando tempo e energia aos seus interesses profissionais, por isso, corre o risco de colocar o amor em segundo plano; Não deixa transparecer seus verdadeiros sentimentos, ocultando-os sob aparente calma.

VALASKJALF – (21/01 a 19/02) (Aquário)

“O Saguão Prateado”, morada de Vali, filho de Odin e vingador da morte de Baldur. Está voltado para o futuro e é muito dedicado às pessoas; costuma ser caprichoso, independente e cordial; geralmente, tem uma alma racional e ao mesmo tempo voltada para projetos extravagantes. O coração e o cérebro se comunicam perfeitamente na motivação dos seus atos.

NOATUN – (20/02 a 20/03) (Peixes)

“O Navio” pertencia a Njord, Deus dos Mares e pai de Frey e Freyja. Indivíduo emotivo, receptivo e inteligente. Diante das dificuldades costuma refugiar-se em seu mundo interno ou no misticismo. É compreensivo, possuindo espírito humanitário, sensibilidade mediúnica e inclinações artísticas.

Fonte: https://www.facebook.com/magnuschasedepressao/photos/a.712411222145897.1073741828.711957362191283/723243461062673/?type=1&theater

Deuses Nórdicos (Poema)

DE Eduardo Campos
egorga@gmail.com

Odin, que através das runas contas tua história,
Decretando a quem dar a vitória,
Inspiração, sabedoria e glória,
Na vida dos que crêem em tua oratória.

Thor, Deus do trovão,
Habilmente nos dá Tua proteção,
Onde há perigo, a Ti uma oração,
Rapidamente farás Tua intervenção.

Freia, Deusa da magia,
Radiante e bela, a todos contagia,
Embelezando a vida, és toda alegria,
Incandescentes beijos, os corações incendeia,
Amor o sexo, pelo mundo semeia.

Frei, Deus da fertilidade,
Raio de Sol que trás a felicidade,
Enriquecendo a todos, pois grande é sua generosidade,
Irradiando força pelos campos e pela cidade.

Tir, Deus da justiça e da guerra,
Incansável guerreiro que o alvo nunca erra,
Rapidamente teus inimigos tombam sobre a terra.

Nerthus, Deusa da Terra e da natureza,
Enriquecendo o mundo com sua beleza,
Reina sobre os campos com grande nobreza,
Trazendo boa sorte, expulsa a pobreza,
Habitando os campos, é boa colheita com certeza,
Universalmente conhecida, tal qual numa correnteza,
Sua bênçãos são levadas por toda a natureza.

Njord, Deus da prosperidade e do mar,
Junto ao oceano, Teu sopro vai pelo ar,
Ondas do mar, o Teu nome a cantar,
Rompendo as águas, uma rede vou lançar,
Dando graças a Ti, muitos peixes vou pescar.

Frigg, grande Deusa do lar,
Rainha de Asgard, dos lares a cuidar,
Incansável fiandeira, os destinos a traçar,
Grande sabedoria, mas pouco vai revelar,
Guardiã dos mistérios, só aos justos vai falar.

Sif, esposa de Thor e Deusa da Colheita,
Insuflando abundância, é ceifa perfeita,
Farta cabeleira, de ouro o campo enfeita.

Pela Deusa da morte e da escuridão,
Em Teu trono estás, em grande solidão,
Longe do Sol, grande vastidão,
Lugar de silêncio, onde os mortos encontrarão,
Aquilo que merecem, eternamente descansarão.

Disires, grande é Vosso poder,
Incansáveis guardiãs de todo o saber,
Senhoras do destino, venham por mim interceder.
Impensável é ficar sem Vossa graça obter,
Rumo ao meu destino me levarão quando eu morrer,
Estão sempre comigo, em meu sangue está Vosso poder,
Senhoras Ancestrais, a vós só tenho o que agradecer.

Um abraço a todos,

Eduardo

Gutane Jer Weihailag

O Þrymskviða (Edda Poética)

Þrymskviða (A Canção de Þrymr) é um dos poemas mais famosos da Edda Poética. O mito nórdico teve popularidade duradoura pela Escandinávia e continuou sendo contado e cantado em diversas formas até o século 19.

Þrymskviða

01-VingÞórr* estava furioso.Quando acordou seu martelo tinha desaparecido.
Sua barba tremia* e seu cabelo eriçou.
O filho de Jörð* começou a procura-lo.

02-Essas são as primeiras palavras que ele falou:
“Ouça-me Loki,para o que eu vou lhe falar.
Ninguém sabe ainda em lugar algum no céu ou na terra que o martelo do Áss* foi roubado.”

03-Eles foram para o belo lar de Freyja:
e primeiro falou com ela nessas palavras:
“Você irá me emprestar seu casaco de penas*, Freyja,de forma que Eu possa encontrar meu martelo?”
Freyja disse:

04-“Eu darei isto a você mesmo se fosse feito de ouro ou prata.”

05-Então o casaco de penas zumbiu e Loki voou até que ele saiu de Asgarðr e chegou até Jötunheimr.

06-Þrymr o senhor dos Þursar* estava sentado sobre um monte trançando coleiras de ouro para seus cães cinzentos
e igualando as jubas de seus cavalos.
Þrymr disse:

07-“Como vai os Æsir?Como vai os Álfar*?
Por que você veio até Jötunheimr?”
Loki disse:
“Vai mal os Æsir,vai mal os Álfar.
Você escondeu o martelo de Hlórriði*?”
Þrymr disse:

08-Eu escondi o martelo de Hlórriði oito léguas abaixo da terra.
Ninguém conseguirá isso de volta, a menos que tragam Freyja para mim como esposa.”

09-O casaco de penas zumbiu e Loki voou
até que ele saiu de Jötunheimr e foi para a terra dos Æsir.
Ele se encontrou com Þórr no meio da terra quem primeiro falou com ele com essas palavras.

10-“Você tem novidades tão bem como dificuldades?
Me diga,enquanto ainda está no ar, as notícias prolongadas. Enquanto se senta a história pode falhar, enquanto mentir pode se tornar uma mentira*.”
Loki disse:

11-“Eu tenho dificuldades e novidades.
Þrymr o senhor dos Þursar tem seu martelo, e ninguém conseguirá isso de volta a menos que traga a ele Freyja como esposa.”

12-Eles foram para o belo lar de Freyja e Þórr primeiro falou essas palavras:
“Freyja,vista o véu nupcial, juntos nós dirigiremos para Jötunheimr.”

13-Freyja ficou furiosa e bufou de raiva.
O salão inteiro dos Æsir tremeu, e o grande colar Brísinga foi quebrado em pedaços*.
“Eu serei pensada como uma prostituta se eu ir para Jötunheimr com você.”

14-Então todos os Æsir e Ásynjur* foram para a Thing* para debaterem.
Os Tívar regentes* tentavam encontrar uma maneira de como eles conseguiriam o martelo de Hlórriði de volta.

15-Heimdallr,o mais branco dos Æsir, quem,como um Vanir*, podia ver a grandes distancias, falou:
“Deixe-nos colocarmos o véu nupcial em Þórr e o grande colar Brísinga.”

16-“Deixe as chaves* oscilarem nele e deixe o vestido cair em seus joelhos deixe pedras preciosas ornarem seu peito
e que sua cabeça seja corretamente coberta.”

17-Þórr,o poderoso Áss, falou:
“O Æsir me chamaram de ergi* se eu me permitir ser vestido em véu nupcial.”

18-Então Loki falou, o filho de Laufey:
“Silêncio Þórr! Não diga mais nada! A menos que você consiga seu martelo de volta, os Jötnar logo habitaram em Asgarðr.”

19-Eles vestiram Þórr em véu nupcial e com o grande colar Brísinga e deixaram chaves oscilarem sobre ele. Usando vestimentas de mulheres até seus joelhos, pedras preciosas estavam em seu peito, e eles ajustaram a cabeça dele com um capuz.

20-Então Loki falou, o filho de Laufey:
“Eu irei com você e serei a criada. Nós dois nos dirigiremos para Jötunheimr.”

21-Logo os bodes* foram dirigidos para a casa. Eles aceleraram os arreios e correram bem.
As montanhas se partiam e chamas chamuscavam a terra quando o filho de Óðinn* viajava para Jötunheimr.

22-Então Þrymr falou, o senhor dos Þursar:
“Levantem-se Jötnar,e espalhem os bancos com palha!
Agora eles estão trazendo Freyja, a filha de Njörðr do Nóatún aqui para mim como noiva.”

23-“Vacas de chifres dourados* e bois inteiramente negros pastam aqui na terra para o prazer dos Jötnar.
Eu possuo muitos tesouros e tenho muitas jóias. Parece que falta só Freyja para mim.”

24-A noite veio logo e a cerveja foi trazida para os Jötnar.
O marido de Sif* comeu um boi, oito salmões, e todas as delicadezas das mulheres*, e bebeu três tonéis de hidromel.

25-Então Þrymr falou, o senhor dos Þursar:
“Onde você tem visto uma noiva morder tão afiado?
Eu nunca vi uma noiva morder tão amplamente ou beber tanto hidromel.”

26-A instruída criada* se sentou lá e encontrou palavras para falar para o jötunn:
“Freyja jejuou oito noites, tão loucamente ansiosa ela estava por Jötunheimr.”

27-Ele puxou o véu, cobiçando um beijo, mas pulou para atrás da outra extremidade do salão.
“Como são terríveis os olhos de Freyja!
O fogo parece queimar nesses olhos*.”

28-A instruída criada se sentou lá e encontrou palavras para falar para o jötunn:
“Freyja não tem dormido por todas essas oito noites, tão loucamente ansiosa ela estava por Jötunheimr.”

29-A irmã do maléfico jötunn entrou, ousando perguntar por presentes nupcial*:
“Me de da sua mão esses anéis vermelhos, se você quer ter o meu amor, meu amor e toda a minha amizade.”

30-Então Þrymr falou,o senhor dos Þursar:
“Traga o martelo para santificar a noiva!”
Ele colocou Mjöllnir sobre o joelho da noiva*:
“Consagre nós dois juntos pela mão de Vár*!”

31-O coração de Hlórriði riu em seu peito quando ele viu o martelo.
Primeiro ele matou Þrymr,o senhor dos Þursar, e então esmagou todos os parentes do jötunn.

32-Então ele golpeou a velha irmã dos Jötnar, ela quem tinha exigido presentes nupciais.
Ela recebeu um golpe habilidoso em vez disso, um golpe do martelo em vez de um montão de anéis.
E então o filho de Óðinn conseguiu seu martelo de volta.

As Notas:
01/1* VingÞórr é outro nome de Þórr.
01/3* Uma saga conta que quando a barba de Þórr sacudia produzia tempestades.
01/4* Þórr é o filho de Jörð.
02/4* Áss significa deus e se refere ao próprio Þórr.
03/3* Casaco de penas é a forma de falcão de Freyja.
06/1* Þursar são os gigantes.
07/1* Álfar são os elfos.
07/4* Hlórriði é outro nome de Þórr.
10/4* Isso parece indicar que Loki poderia inventar algo para Þórr, por isso o Deus pede a Loki para ser rápido ao contar as novidades.
13/3* O colar foi despedaçado mas nas estrofes 15 e 19 ele aparece inteiro novamente.
14/1* Ásynjur são as deusas.
14/2* Thing é a assembléia dos povos nórdicos.
14/3* Tívar regentes são os deuses.
15/2* Heimdallr aqui é referido como um outro Vanir.
16/1* As chaves são o símbolo das mulheres casadas e noivas.
17/1* Ergi é uma forma de chamar um homem com modos femininos.
21/1* Os bodes de Þórr que puxam seu carro foi trazido até os deuses para eles seguirem viagem para o mundo dos gigantes.
21/4* Þórr.
23/1* Na Gautrek Saga é dito que o fazendeiro Rennir tinha os chifres de seus bois favoritos enfeitados com ouro e prata.
24/3* Þórr.
24/4* Possivelmente se trata de algum alimento dedicado a noiva ou as mulheres do noivado.
26/1* Loki disfarçado de criada.
27/4* Aqui indica o olhar fulminante de Þórr, que também aparece nas miniaturas de martelo encontrados pela Escandinávia usado pelos Vikings. Esses pequenos martelos tinham o olhar fulminante, o bico de águia, e barba que são os símbolos de Þórr.
29/2* O dote.
30/3* Þórr e seu martelo são agentes da fertilidade. É notavelmente semelhante ao poemas rúnicos referente a runa Þurisaz.
30/4* Vár é a nona das deusas, segundo Snorri. Ela protege os juramentos e os votos feitos entre homens e mulheres. Ela se vinga de todos os que quebram esses juramentos.
Essa tradução foi feita por Marcio A. Moreira (Vitki Þórsgoði).Tentei manter-me fiel na tradução e em preservar os nomes originais contidos no poema.

Os números de 2014 – Valeu galera!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 27.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 10 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 154 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: