A sociedade medieval viking

0002 templodeapolo.net - assentamento vikingAlgumas coisas que a sociedade atual deveria aprender com a sociedade medieval viking, dadas suas devidas proporções, é claro:

1- Mulheres eram mulheres, não tinham sovaco ou pernas peludas, não andavam com os peitos de fora e eram valorizadas socialmente de igual para igual, inclusive com suas obrigações militares. Mulheres vikings guerreiras eram comuns, geralmente só se abstinham de participar de combates quando engravidavam. De forma nenhuma eram vistas como “frágeis”, já que na concepção dos vikings, pessoas de aspecto frágil eram indesejadas. Todos os direitos políticos e sociais eram iguais para homens e mulheres. O título de Jarl (equivalente a lorde) podia ser atríbuído a homens e mulheres, o mesmo com “senhor e senhora da guerra”. Nenhuma posição era vetada às mulheres, mas aos homens sim, as altas sacerdotisas dos deuses (anjos da morte) só podiam ser mulheres, homens podiam no máximo chegar à sacerdotes e uma espécie de xamã que temos traduzido do norse apenas como “vidente”.
2- Os escravos e trabalhadores livres eram protegidos por leis severas contra possíveis abusos por parte de seus senhores. Os governantes tinham total responsabilidade com o povo, caso estes não conseguissem promover progresso àqueles cujo estavam sob seu governo, poderiam ser desafiados por qualquer cidadão livre. Os julgamentos eram com votação aberta incluindo todos os integrantes da sociedade à excessão dos escravos, que apenas podiam opinar.
3- A sociedade viking não tinha tempo para preconceitos, guerreiros que perdiam membros em combate usualmente usavam ganchos e pedaços de metal na tentativa de substituir membros amputados. O Rei Ivar – O Sem Ossos nasceu com uma severa deformação nas pernas, tanto que ele era carregado pelos seus soldados em cima de um escudo. Ivar invadiu a Nortúmbria e durante essa época foi descrito como um guerreiro habilidoso, mesmo não conseguindo andar.
4- Dizemos que a democracia é uma invenção grega, mas dela se origina o nome. A sociedade viking possuía um modelo muito mais próximo do atual do que a sociedade grega. O voto tinha igual peso tanto para homens quanto para mulheres livres.
5- Uma mulher que sofria abuso por parte de qualquer homem tinha o direito legal de assassinar aquele homem desde que comprovada sua culpa. Mesmo uma escrava poderia fazer tal pedido ao seu senhor/senhora. O julgamento ocorria da mesma forma que para cidadãos livres.
6- Homens eram viris e não podiam apresentar traços de feminilidade, não importando seu comportamento sexual. Nenhum homem ou mulher era discriminado por suas práticas sexuais (à excessão da pedofilia, que era passível de morte mediante tortura). A noção de maioridade sexual que você tem hoje é herança dos vikings e dos povos celtas e frísios, já que na sociedade cristã na época era comum a pedofilia, sobretudo em Roma e nos reinos da Inglaterra medieval. Uma mulher viking podia se casar aos 14 anos, mas só poderia iniciar suas relações sexuais após os 16 anos, ao marido era reservado o direito de escolher uma parceira sexual nesses casos até que a mulher atingisse a maioridade sexual, embora a mesma pudesse negar ao marido tal direito, em Roma a prostituição de crianças de 6-8 anos era comum e a mulher não tinha direito de escolha.
7- Um crime de assassinato era punido pela pena de morte mediante julgamento com voto aberto de toda a sociedade viking, crimes menores eram punidos na igual proporção de seu efeito, o conhecido “olho por olho, dente por dente”.
8- Qualquer indício de corrupção por parte dos governantes era moralmente intolerado pela sociedade viking e passível de pena de morte e destituição dos títulos e propriedades da família.
9- O divórcio também era amplamente tolerado pela sociedade viking, uma mulher não era tratada com nenhum tipo de preconceito por ser divorciada, mesmo que tivesse filhos.

Lembrando que estamos falando de mais de 1.500 anos atrás… E você aí se achando muito evoluído…

Sacerdote Wieland Hanemann

 

Programa Karavana Karan 07/01/2016 – Carlos Karan e Ligia Raido

Segue o podcast da minha participação no programa Karavana Karan da MKK Web Rádio. #Enjoy.

Previsões para 2016

A cada estação do ano, ou festividade dentro do calendário pagão eu gosto de fazer uma leitura das runas.  Sempre faço de modo particular ou ainda para amigos e quem estiver celebrando essas datas comigo, como estou trabalhando com consultoria online neste fim de ano resolvi abrir essas leituras para o público, espero que aproveitem.

Abraços e boas festas!

Leitura referente ao solstício de verão. As previsões ou orientações e uma poesia (sim, eu escrevo!).

12421628_10207124725710232_1519181374_n –

Previsões para 2016 – Ano regido pelo Sol e pela runa Sowelo (Cartomantes de Sara é o site onde trabalho).

940951_1011962448826506_7981751615832907366_n

02 de Novembro – Festival de Odin

Odin ou Ódin (em nórdico antigo: Óðinn) é considerado o deus principal da mitologia nórdica atual e também conhecido como “Pai de Todos” e “O enviado do Senhor da Guerra”.

Seu papel, como o de muitos deuses nórdicos, é complexo; é o deus da sabedoria, da guerra e da morte, embora também, em menor escala, da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça.

Odin morava em Asgard, no palácio de Valaskjálf, que ele construiu para si, e onde se encontra seu trono, o Hliðskjálf, onde podia observar o que acontecia em cada um dos nove mundos. Durante o combate brandia sua lança, chamada Gungnir, e montava seu corcel de oito patas, chamado Sleipnir.

Era filho de Borr e da jotun (“gigante”) Bestla, irmão de Vili e Vé,[2] esposo de Frigg e pai de muitos dos deuses. tais como Thor, Baldr, Vidar e Váli. Na poesia escáldica faz-se referência a ele com diversos kenningar, e um dos que são utilizados para mencioná-lo é Allföðr (“pai de todos”).

Como deus da guerra, era encarregado de enviar suas filhas, as valquírias, para recolher os corpos dos heróis mortos em combate, os einherjar, que se sentam a seu lado no Valhalla de onde preside os banquetes. No fim dos tempos Odin conduzirá os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarök. Nesta batalha o deus será morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir, que será imediatamente morto por Vidar, que, com um pé sobre sua garganta, lhe arrancará a mandíbula.

Etimologia

Os nomes dos deus são encontrados em nórdico arcaico (ou Old Norse) Óðinn (Saxo Grammaticus, latinizando escreve Othinus), no germano Wotan e no primitivo germânico sob a forma de Wodanaz, no gótico, Vôdans, no dialeto das ilhas Feroé (nas costas da Noruega), Ouvin, no antigo saxão, Wuodan, no alto alemão, Wuotan, enquanto que entre os lombardos e na região da Vestefália aparece Guodan ou Gudan, e na Frísia, Wêda. Nos dialetos dos alamanos e borgundos temos a expressão Vut, usada até hoje no sentido de ídolo. Essas denominações estão ligadas pela raiz, no nórdico arcaico, às palavras vada e od, e, no antigo alto alemão, a Watan, Navutan, Wuot, que significavam a princípio razão, memória ou sabedoria. Mais tarde tornaram-se equivalentes a tempestuoso ou violento, sentido que os cristãos faziam empenho de acentuar, procurando depreciar a figura do deus nórdico.

Dia da semana de dedicação

A quarta-feira, dia que é dedicado ao deus, tomou as denominações, no inglês, wednesday (antigo saxão, wôdanes dag, anglo-saxão, vôdnes dag), no holandês, woensdag (médio-neerlandês, woensdach), no sueco e dinamarquês, onsdag (Old Norse, odinsdagr), e no dialeto da Vestefália, godenstag ou gunstag..

Citações na Edda Poética

Na Edda Poética, o maior ciclo é naturalmente o do deus supremo, compreendendo as seguintes baladas: Baldrs Draumar (Os Sonhos de Baldr), Hárbarzljóð (A Balada de Harbard), Vafþrúðnismál (A Balada de Vafthrudnir), Grímnismál (A Balada de Grimnir) e Hávamál (As Máximas de Hár).

Odin se apresenta sob diversos nomes nas baladas édicas, de acordo com as exigências da situação. Sabemos, pela Völuspá (A Profecia da Vidente) e Hyndluljóð (A Balada de Hyndla), que ele é filho de Borr. As elevadas designações de velho criador e pai dos homens, que o poeta anônimo lhe deu em Baldrs Draumar e no Vafþrúðnismál, bem como a informação de que Odin dera o fôlego (Völuspá) a um casal inanimado, não deixa dúvidas sobre uma interferência na criação da humanidade. No Grímnismál há o cognome de príncipe dos homens, na Lokassena (A Altercação de Loki) de pai das batalhas, na Völuspá, de pai dos exércitos, e no Grípisspá (A Profecia de Gripir), de pai da escolha ou pai dos mortos em batalha.
Genealogia

Personalidade

Em linguagem corrente nos países escandinavos e no norte da Alemanha, conforme observa-se entre pessoas cultas, são usadas as expressões zu Odin fahren ou hei Odin zu Gast sein, e far þu til Odin ou Odins eigo þik, citadas também por Jacob Grimm, para imprecações equivalentes a vá para o diabo, ou o diabo que o carregue. É uma tendência malévola que se explica, não só pela ação do cristianismo, mas ainda pelas atitudes violentas e sombrias que o deus tomava, infligindo castigos inflexíveis, como o sono imposto à (valquíria) Brynhild por esta tê-lo desobedecido, e atravessando os ares com seu exército de maus espíritos, nas noites de tempestades, nas chamadas Caçadas Selvagens.

Sobre o Eddas, sabe-se que foram escritos no início da idade das trevas, porém é de conhecimento, que as tradições que a originaram e eram transmitidas oralmente, datam de mais de três mil anos a.C.

Virtudes

O aposto de “pai da magia”, constante do Baldrs Draumar, confirmado no seu próprio depoimento do Hávamál (parte IV), descreve o seu próprio sacrifício: feriu-se com a lança e suspendeu-se numa árvore, onde permaneceu nove dias agitado pelos ventos; esta árvore é Yggdrasill, o freixo do mundo. Tudo isso visando à iniciação na sabedoria das runas, tendo até criado algumas delas, tornando-se senhor do hidromel da poesia, licor mágico que profere vaticínios.

Quanto ao elevado saber de Odin, relata-se que nem sempre foi assim, sábio e mágico poderoso; ávido por conhecer todas as coisas, quis beber da fonte da Sabedoria, onde o freixo Yggdrasill mergulha uma das raízes; mas Mímir, seu tio, o guardião da fonte, sábio e prudente, só lhe concedeu o favor com a condição de que Óðinn lhe desse um de seus olhos. Ele então encontrou na água da fonte milagrosa tanta sabedoria e poderes secretos que pôde, logo que Mímir foi morto na guerra entre os Æsir e os Vanir, lhe conferir a faculdade de renascer pela sabedoria: sua cabeça, embalsamada graças aos cuidados dos deuses, é capaz de responder a todas as perguntas que lhe dirigem. Após adquirir tantos conhecimentos, procurava depois revelá-los em duelos de palavras, em que aposta a vida e sai sempre ganhado. Além do mais, por várias vezes se dirige a profetisas e visionárias, pedindo informações estranhas, dando-lhes em paga ricos presentes.

Cultuação

Desse modo, vemos que Óðinn, na concepção do poeta édico, é criador da humanidade, detentor supremo do conhecimento, das fórmulas mágicas e das runas, invocado por ocasião das batalhas, durante os naufrágios e as doenças, na defesa contra o inimigo, e afinal em qualquer situação desesperadora. Altares se elevavam em sua honra.

Símbolos

Nas baladas da Edda, o deus supremo está em ligação com símbolos, emblemas e certos elementos adequados às diversas circunstâncias em que aparece. Assim, no Valhöll (Valhalla), tem o seu grande palácio onde recebe e aloja os guerreiros mais valorosos, e em outro dos seus três salões em Ásgarðr (Asgard), o alto Valaskjalf, senta-se no trono Hlidskialf, de onde é possível enxergar o mundo inteiro e acompanhar todos os acontecimentos da vida. A seus pés, deitam-se os dois lobos Geri e Freki, símbolos da gulodice, que o acompanham em suas caçadas e lutas, alimentando-se dos cadáveres dos guerreiros. Nos seus ombros estão os dois corvos Munin e Hugin, a sussurrar-lhe o que viram e ouviram por todos os cantos. Quando se encaminha a uma batalha, o que é frequente, usa armadura e elmo de ouro, trazendo nas mãos o escudo e a lança Gungnir, que tem runas gravadas no cabo, montando seu famoso corcel de oito patas, Sleipnir, que tem a faculdade de cavalgar no espaço, por cima das terras e águas.

Disfarces

Em muitas passagens, descrevem-se as andanças de Odin, em que se apresenta sob o disfarce de um viajante baixo e de cabelos escuros, envolvido numa enorme capa azul ou cinza, com um chapéu de abas largas, quebradas acima do olho perdido e o outro olho negro faiscante, como nas baladas édicas Vafþrúðnismál e no Grímnismál, e com os nomes significativos de Gagnrad (o que determina a vitória), Grimnir (o disfarçado), além do Hávalmál (parte III) e nos Baldrs Draumar, respectivamente com os nomes Hár (o elevado, o eminente, o sublime) e Vegtam (o acostumado aos caminhos).

Fonte: https://www.facebook.com/CulturaPagan/posts/916840701743889:0

Obs: Na minha opinião dizer que Odin fez o sacrifício visando a iniciação às runas é tendencioso.

Baldur – Surgimento

Balder (2)SURGIMENTO

Baldur era considerado um deus misterioso, enigmático e pouco se sabe a cerca de seu mito. Ele era filho de Odin e Frigga. Marido de Nanna e pai Forseti. Era amado por praticamente todos.

Baldur constantemente tinha sonhos com sua morte, isto fez com que sua mãe fosse a cada ser existente, e fez com que cada um deles prometesse não fazer mal a seu filho. Porém, Frigga havia se esquecido de um ser, o visco. Loki descobriu e criou uma flecha com a planta. Esta flecha foi utilizada por Hodur, irmão de Baldur, que era cego. Ele foi influenciado por Loki em um dos festivais onde os Deuses se reuniam para atirar flechas em Baldur. Afinal de contas, ele não morria. Mas ao ser atingido pela flecha de visco, Baldur acabou morrendo. Isto causou uma grande tristeza em todos os Deuses.

A pedido de Frigga, o deus Hermond foi até o Hel, tentar trazer Baldur de volta. Hel concordou, mas com a condição que todos em Asgard deveriam chorar a morte do deus branco. Porém uma velha chamada Thokk, recusou-se a chorar e então Baldur não pode regressa a Asgard. Mais tarde os Aesir vieram a descobrir que tudo não passou de um plano arquitetado por Loki, e isto os enfureceu muito, e após várias tentativas eles finalmente conseguiram prender o Deus travesso, e assim ele permaneceu até o Ragnarok, onde se libertará e liderará o exército de gigantes contra os Deuses.

Balder (3)FIGURA MITOLÓGICA E O CULTO

Não há informações sobre um culto organizado ao Baldur, só o que se sabe é que sua importância seria a morte e ressurreição após o Ragnarock para liderar os novos Deuses em uma nova era.

Existem muitas variações dos atributos de Baldur. Alguns o colocam como o Deus da vegetação, outros como o Deus solar, e até como mensageiro da “idade de ouro” que surgirá após a purificação do ragnarok.

REPRESENTAÇÃO
Baldur era representado como sendo um jovem esguio, loiro de olhos azuis, carregando consigo um escudo dourado e irradiava bondade e harmonia a sua volta e era amado por todos os deuses como já dito.

A Baldur estão associados às runas: Wunjo, Raidho, Sowilo, Dagaz.

Seus símbolos são: Luz, brilho, beleza, cavalo, escudo, roda solar, barco, pira funerária, anel.

BIBLIOGRAFIA:
Snorri Sturlson, Prosa Edda escrito por volta de 1200 DC.
Mirella Faur, Mistérios Nórdicos, Editora Pensamento ISBN: 9788531514937
Dicionário da Mitologia Germânica.

Fonte: http://www.espiraistempo.com.br/2012/05/mitologia-nordica-o-deus-baldur-o.html

O que é Kindred?

Algumas pessoas me perguntaram o que é “Kindred” e como funciona, então resolvi escrever a respeito e tentar esclarecer. Acaso alguém encontre algum erro ou discorde, por favor escreva. Não sei tudo e gosto sempre de aprender.
Os kindreds ou famílias, são formados por pessoas que comungam da fé Asatru/Vanatru/Odinista e celebram juntos os ritos para os Deuses. O interesse comum, a confiança, o respeito e a fidelidade são fundamentais. Um kindred precisa ter 98% de afinidade e concordância, os 2% ficam para as desavenças que sempre acontecerão, é fato.
O Asatru/Vanatru/Odinismo não é uma religião iniciática, não há graus a serem galgados, não é proselitista, homofóbica, sexista, racista ou intolerante.
Existe um sacerdote Ghodi ou sacerdotisa Ghydia que inicia as cerimônias e orienta o grupo, prezando pelo bem de todos e tem poder de decisão se alguma situação acontecer e não houver consenso entre os membros.
É uma posição de destaque e respeito, por isso a escolha dessa pessoa deve ser feita levando em consideração o que o grupo quer para si e geralmente ela é escolhida por votação. Outra forma de resolver um impasse é o Ghodi ou Ghydia, abdicar do poder de decisão e pedir a leitura das runas, que indicará o que deve ser feito. Nos tempos dos vikings era o chefe da família ou o que hospedava que desempenhava esse papel, hoje em dia o líder será a pessoa que possui mais conhecimento e deve oficiar o rito.
Os kindreds se reúnem nas datas importantes do calendário nórdico, onde se realizam os Blóts, em que honram e celebram os Deuses. Esses rituais podem acontecer tanto em ambientes fechados quanto ao ar livre.
Seguimos uma cultura tribal, o Asatru/Vanatru/Odinismo dá importância máxima à família e à comunidade, visto que no tempo dos vikings um único erro poderia sujar o nome da família para sempre. Honrar a palavra também é de valor intrínseco à cultura nórdica. É recomendável que os membros do kindred não se reúnam somente nas datas comemorativas, mas que tenham uma vida social em comum. O sentido de família para a fé Asatru/Vanatru/Odinista é literal. Os membros passam a ser um, não podem pensar só no individual, mas no e para o grupo.
O Blót, oficiado pelo Ghodi ou Ghydia, começa geralmente com o Rito do Martelo depois faz-se a oferta ou oferenda que é um meio de honrar os Deuses e são realizadas sempre (comida, bebida, objetos) que receberão a benção e aceitação simbólica Deles. Os brindes as Divindades e leitura , declamação ou canções dedicadas a Elas acontecem e depois se faz o Sumbel ou Feast ou simplesmente a degustação dos alimentos.
OBS.: De acordo com alguns Odinistas, não realiza o Rito do Martelo em suas celebrações, já outros o fazem. Não chega a ser uma questão polêmica, pois temos liberdade de culto, ou seja, os membros do kindred resolvem como iniciar suas celebrações.
Para que um grupo passe a ser um kindred existe o que chamamos Juramento, que é assumir o compromisso com os Deuses a Fé e a Família.
É uma cerimônia simples, realizada na presença de um Godhi ou Gydhia e os membros. Geralmente se passa a usar um anel, pulseira ou colar como símbolo sagrado.
Como membro de um kindred, é preponderante que se aceite totalmente a espiritualidade, cultura e costumes dos antepassados, se aprenda a história e a mitologia dos povos nórdicos e zele pelo crescimento espiritual dos outros membros e por último, mas não menos importante que se viva sob as Nove Nobre Virtudes: Coragem, Verdade, Honra, Fidelidade, Disciplina, Hospitalidade, Auto-Suficiência, Perseverança e Laboriosidade.
Outra coisa a ser levada em consideração é a aceitação dos dogmas. Não encaremos o conceito de dogma algo que é imposto, mas aquilo que é essencial para uma fé e que é aceito livremente. Um dogma não pode ser imposto, deve ser aceito com honra, como uma herança e fazer parte do ser.
Creio que existe uma coisa importantíssima que precisa ser sempre exposta. Nossa religião foi maculada pelo nazismo e é nossa obrigação como Heathens, esclarecer, divulgar, demonstrar que não pensamos dessa forma.

Texto escrito por Helena Pereira

Fonte: https://www.facebook.com/groups/203042573100110/permalink/899218316815862/