O QUE PRECISO SABER PARA CONSULTAR AS RUNAS

Texto do amigo e runemal Robson Madredeus Carvalho o qual compartilho.

Muitas pessoas me procuram para aprender a ler e trabalhar com as runas mas este texto é para você que vai buscar uma consulta com as runas, pois nessa história cada um tem suas responsabilidades.

Antes de tudo é fundamental lembrar que as runas são a linguagem sagrada dos deuses e não devem ser consultadas para assuntos sórdidos, como pessoas que gostam de tomar o tempo de um profissional com perguntas que já sabem a resposta afim de testa-lo, dentre outras tolices que existem por aí. As runas querem despir sua alma e dar uma vestimenta verdadeira para ela, então se for consulta-las esteja preparado(a) para ouvir o que não esperava. Separei em alguns tópicos temas que podem lhe ajudar a tirar um melhor proveito de uma leitura rúnica.

“EU MESMO A MIM MESMO”
O oráculo é antes de tudo um ponto de encontro consigo, no poema Havamal Odin fala de seu auto sacrifício para encontrar as Runas como sendo de si para si “sjalfr sjalfum mér” (eu mesmo a mim mesmo, Havamal 138). Então, seja para destrinchar questões acerca da vida financeira, amorosa, saúde etc o consulente está indo até o oráculo para saber de si. Naturalmente ele é atravessado por outras pessoas, pois o mundo é uma grande teia, mas mesmo quem procura as runas para saber do filho, amante, amigo, chefe ou seja lá quem for está na verdade aprendendo sobre si.
As runas nos mostram que cada indivíduo é responsável por seu próprio destino, logo, não há vítima. As escolhas do passado te trouxeram ao presente assim como as escolhas feitas agora abrem o caminho na direção do futuro. Na cosmogonia nórdica as deusas do destino são Urd (aquilo que foi ou passado), Verdandi (aquilo que está se tornando ou presente) e Skuld (aquilo que está por vir ou futuro) e tanto Urd como Skuld olham na direção de Verdandi pois no presente concentra-se o fruto do passado e a semente do futuro. Você é o presente e em ti concentram-se o fruto e a semente. Suas perguntas direcionam as respostas do oráculo assim como suas ações criam sua realidade.

AS RUNAS SABEM O QUE VOCÊ PRECISA
As runas têm personalidade própria e sabem melhor que o cliente o que ele precisa ouvir naquele momento. Muitas vezes você as procura para saber do seu futuro em um emprego e recebe informações importantes sobre sua espiritualidade, uma possível viagem ou mesmo um novo amor. Pode ocorrer até delas desviarem o foco inicial da consulta para enfatizar um outro tema importante porém ignorado por você. Por isso muitas vezes algo que sai em uma consulta às runas só vai fazer real sentido depois de alguns meses, em alguns casos pode-se passar até um ano ou mais, isso significa que os mistérios ali revelados, apesar de já estarem escritos, ainda estavam ganhando forma no plano material.

PEGADINHA RÚNICA
Tem um ponto muito recorrente na consulta às runas que é uma espécie de pegadinha, para exemplificar é mais ou menos assim: numa consulta sobre a mudança para a casa nova as runas alertam “a casa nova é boa, mas cuidado com festas, pode ter problemas aí” o consulente pode não se identificar porque não dá festas em casa ou ela é pequena demais para isso, no entanto o tempo passa ele descobre que tem um vizinho festeiro e problemático. Essas pegadinhas acontecem porque as runas estão falando de algo que o consulente ainda não pode nem imaginar, está no futuro, associando com as experiências atuais ele não encontrará referências. Um outro motivo é o desconhecimento do runemal sobre o tema, ele não sabe se o cliente gosta ou não de dar festas, isso nem importa muito, existem problemas que chegam através de uma festa, a mensagem foi dada. Pela minha experiência pessoal com as mensagens que foram mais “certeiras” para os clientes foram aquelas que para mim não faziam o menor sentido e as vezes naquele instante até para o cliente, mas semanas ou até meses depois recebo uma mensagem dele espantado com as confirmações que surgiram.

QUANDO AS RUNAS NÃO QUEREM FALAR
Os motivos de um oráculo parecer confuso ou simplesmente fechar a visão do oraculista podem ser muitos mas no geral envolve a própria energia do consulente. Na minha experiência com as runas já ocorreu algumas vezes delas resolverem não falar com o cliente e quando pergunto o motivo elas são enfáticas em mostrar que ele não queria ouvir o que tinha para ser dito ou tenderia a distorcer a mensagem. Claro que o ambiente, a preparação do oraculista e uma série de outros fatores são relevantes. Pode ocorrer dos guias espirituais do consulente não permitirem a leitura, por inúmeros motivos. Pode haver uma interferência energética ou até mágica que bloqueie o oráculo para que algo específico não seja descoberto. Existem algumas ferramentas que podem ser utilizadas durante a própria consulta para ajudar a desfazer qualquer interferência que esteja fechando o jogo, se não der certo naquela hora é melhor nem tentar mesmo, neste caso o oraculista pode consultar sozinho as runas para entender o motivo e se há uma outra forma do atendimento acontecer, algumas vezes basta mudar o local que a coisa flui.

INFORMAÇÃO É RESPONSABILIDADE
Abrir um oráculo é uma grande responsabilidade para o oraculista e para o cliente. No caso das runas toda vez que abertas elas não simplesmente trazem uma combinação de possíveis interpretações, runas são códigos mágicos, que ao serem sorteadas são também acionadas e passam então a atuar mais livremente. O consulente ganha uma responsabilidade em cada revelação feita. Se você descobre que tem alguém querendo lhe roubar passa a ser sua responsabilidade cuidar melhor de suas coisas, se você é avisado de uma doença se aproximando deve procurar um médico e cuidar melhor de sua saúde, os oráculos sempre nos comprometem de alguma forma e ter uma informação vinda dos deuses e ignorá-la é entendido como um desrespeito que pode fortalecer ou enfraquecer certas possibilidades.

SUAS ESCOLHAM MOLDAM SEU DESTINO
No geral as runas mostram as possibilidades que estão latentes pelas escolhas que o indivíduo fez anteriormente, algumas coisas dificilmente poderão ser mudadas mas nada é totalmente impossível de ser mudado e isso ocorre no sentido positivo e negativo. Se as runas dizem que um casal tende a ser feliz mas que um deles deve apenas controlar o ciúme e este não o faz, este pode ocupar o lugar da felicidade e mudar o rumo das coisas. Se elas dizem que há grandes tormentas mas que ocorrem devido a postura atual do indivíduo, caso ele mude realmente sua postura as tormentas podem sumir. Não é tão simples como parece mas nossa frequência interna define nosso destino e se alteramos ela, alteramos o destino.

PAGAR OU NÃO PAGAR EIS A QUESTÃO
Esse tema é tratado com polêmica, mas na verdade é muito simples. Muitos oraculistas entendem seu trabalho como uma forma de ajudar o outro e usam isso para acertar alguma dívida espiritual ou pessoal, apesar de mais cômoda (para o cliente) essa prática não deve ser entendida como um ideal.
Além de questões muito básicas como o tempo do oraculista, seu empenho, dedicação e investimentos para dominar o oráculo existem questões muito mais profundas por trás da cobrança de um serviço oracular. Esse textão todo é para lhe ajudar a tirar o melhor proveito de uma consulta e de que maneira podemos garantir nos níveis consciente e inconsciente que você está de fato comprometido com seu autoconhecimento na hora de pedir a ajuda das runas e não simplesmente ocupando o precioso tempo do runemal? Quando você paga por isso. O pagamento pela consulta é talvez o maior benefício que o cliente pode ter.
Estudo as runas desde os meus 15 anos e atendo desde os 18, num certo momento senti que apesar das revelações se confirmarem elas acabavam não ajudando as pessoas que esqueciam tudo e quando lembravam era tarde já que não faziam o que era indicado. Até que um amigo mais experiente me explicou o motivo “claro Robson, elas não pagam, pra elas é só uma brincadeira” aos poucos fui começando a cobrar e percebi que quanto mais caro eu cobrava mais as pessoas se comprometiam com o que ouviam e mais benefícios tiravam. Depois de um tempo, por determinação de meu guia rúnico fui então orientado a atender somente mediante o pagamento da consulta, que evoluiu qualitativamente. O preço da consulta é algo muito pessoal e pode variar de cliente para cliente mas é fundamental que ele se comprometa de alguma forma.
O pagamento traz muito mais benefícios ao consulente que ao oraculista. Quando paga ele mostra que confia, deposita sua energia e assume uma responsabilidade com as runas, elas então tratam de auxiliar o cliente por seu comprometimento.

CONCLUSÃO
Para concluir gostaria apenas de lembrar que no fim das contas as runas escolhem você, elas lhe chamam, cabe a você aceitar o chamado, abrir os olhos e os ouvidos para receber o que elas vêm lhe oferecer. Algumas vezes clientes me procuram para agradecer por mensagens recebidas anos atrás e que eu naturalmente não lembrava mas que me encanta perceber o quanto uma única consulta pode trazer informações que anos depois ainda serão úteis e necessárias.

Sowelus!

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