Reflexões sobre a Jornada Rúnica

jornada-runicaHora de refletir sobre a jornada rúnica…

Qual família esteve mais presente? Quais símbolos se repetiram? Quais símbolos tiveram por resposta ele mesmo?

Por aqui a família que esteve mais presente foi a família de Tyr. A família de Tyr fala do mundo espiritual e está ligada a copa da árvore do mundo.

Dagaz, gebo e raido foram as runas que mais estiveram presentes. E as que tiveram elas mesmas por resposta foram inguz e dagaz.

Para acompanhar a minha jornada rúnica acesse meu perfil no Instagram e minha página no Facebook. Para informações de como participar acesse Jornada Rúnica.

A participação é válida em qualquer tempo. E para facilitar use as hasttags #jornadarúnica e #runas2017.  Pretendo repetir esse exercício daqui uns 6 meses, afinal tudo é cíclico e estamos em constante evolução.

 

Jornada Rúnica

Segue texto do meu amigo e runemal Robson Madredeus que compartilho e deixo o convite aqui à todos. Eu estou participando, você pode acompanhar no meu instagram e na minha página no facebook.


O tarólogo Igor Freire compartilhou recentemente uma linda jornada com o tarô desenvolvida pela também taróloga Pietra Di chiaro Luna (Nome no FB) que achei muito interessante e resolvi adentrar. Mas como respiro muito mais das runas que o tarô adaptei a técnica para a linguagem rúnica e compartilho com vocês aqui.

Este é um convite para uma jornada de autoconhecimento capaz de promover intimidade consigo mesmo e com as runas. A jornada se dá num período de 24 dias, um para cada runa seguindo a ordem do fhutark antigo. A cada dia uma pergunta que deverá ser respondida com a tiragem de uma única runa. Você deverá separar um jogo de runas para este processo e diariamente retirar uma para responder sua pergunta e meditar sobre a mensagem dela para aquele tema (sugiro anotar tudo). Já havia feito exercícios parecidos com as runas e já fiz meus ciclos pessoais também (meditando diariamente com cada uma), mas este exercício une duas técnicas muito boas de autoconhecimento e afinidade com os sigilos, por isso recomendo.

As perguntas vão nos colocando em contato com pontos preciosos e muitas vezes ignorados do nosso ser, a tirada intuitiva da runa de resposta nos desmascara e ajuda a perceber mais profundamente quem somos, quais nossas defesas, medos e desejos. Parece bobeira mas as vezes é difícil observar honestamente o que estamos refletindo para o mundo, os oráculos são ferramentas que nos auxiliam no autoconhecimento, tirando nossas máscaras. Muitas vezes o cliente senta diante do oráculo cheio de convicções e a cada tirada vai tendo que abrir mão delas, pois o revelado ali pode ser tão profundo que destoa do superficialmente óbvio, este exercício nos ajuda a ir além do superficialmente óbvio.

Abaixo seguem as perguntas na ordem do fhutark e algumas instruções básicas. Quem quiser uma ajuda na tradução das respostas pode mandar um e-mail com suas observações e dúvidas para robsonmadredeus@gmail.com (ou ligiaraido@gmail.com).

  • Separe um jogo de runas que pode ser até feito exclusivamente para isso (em papel por exemplo) e depois descartado (queimado ou enterrado), isso fica a seu critério;

  • As perguntas devem seguir a ordem do futhark (de Fehu a Dagaz como na lista abaixo);

  • Anote em um diário ou livro das sombras sua interpretação de cada resposta;

  • Separe as runas que já foram retiradas;

  • Importante seguir o cliclo de 24 dias, se não puder realmente dar continuidade em um deles anote essa observação e continue de onde parou;

  • Ao final faça um balanço do processo observando a sequência rúnica que se formou e outras nuances que podem ser captadas;

  • Se sentir necessidade peça ajuda de um runemal para interpretar as respostas;

  • Pode se orientar por ciclos lunares, planetários, datas especiais para você etc, fica a seu critério também;

  • Se preferir e achar conveniente pode traçar um objetivo pessoal ou trabalhar uma questão específica (relacionamentos, espiritualidade, objetivo de vida etc);

Relação de perguntas por runa (na ordem do futhark)

  •  Fehu – como cultivo minha riqueza?
  • Uruz – O que me fortalece?

  • Thurisaz – Qual o grande espinho do meu caminho?

  • Ansuz – O que preciso aprender?

  • Raidho – Em que direção estou me movimentando?

  • Kenaz – O que tenho feito para iluminar minha existência?

  • Gebo – Onde preciso me doar?

  • Wunjo – O que me dá prazer?

  • Hagalaz – O que preciso mudar?

  • Nauthiz – Qual minha maior necessidade?

  • Isa – O que deixei cristalizar/esfriar em mim?

  • Jera – O que tenho cultivado?

  • Eihwaz – Onde tenho sido resistente?

  • Perthro – O que eu temo que mude?

  • Algiz – Onde tenho sido vulnerável?

  • Sowilo – Qual meu propósito de alma?

  • Tiwaz – O que estou conquistando?

  • Berkano – O que precisa renascer?

  • Ehwaz – Onde preciso manter o equilíbrio?

  • Mannaz – O qu; e projeto no outro?

  • Laguz – como tenho deixado fluir minha intuição?

  • Ingwaz – Como estou utilizando minha criatividade?

  • Othala – O que o passado me ensinou?

  • Dagaz – O que está desperto em mim?

Mandem um e-mail comentando suas observações e tirando dúvidas. Bons estudos!

Link do post original: http://www.robsonmadredeus.com/reflexes

As previsões das runas para 2017

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Que tenhamos a sabedoria para lidar com essa energia.

Feliz Ano Novo!

Regência das Runas para 2017

Esse ano será regido por Saturno, segundo a astrologia entrou em um grande ciclo onde o senhor do tempo regerá por 36 anos, portanto sendo seu primeiro ano de grande importância.

759eb2277b9fd807ef163cb0bdb8662dLigada a Saturno temos Hagalaz

Hagalaz tem a força das energias destrutivas da natureza, do incontrolável.  Rege uma energia da força e da justiça incontrolável de combater tudo que está errado. Muitas vezes agindo como um trator destruindo a todos e tudo o que vierem pela sua frente.

Hagalaz é como a cobrança inesperada de tudo o que omitimos, ignoramos ou deixamos sair do controle, mesmo sabendo que tais atitudes poderiam nos prejudicar, ou prejudicar ao próximo, ou ainda levar-nos as situações difíceis. É o preço pago pelas omissões que temos ciência e fazemos questão de ignorar. Tem a energia de combater o ódio e energias nefastas e prover justiça. Requer aceitação e flexibilidade. Hagalaz é a proteção, a justiça, é o despertar para a vida.  É comparada aos “Olhos de Deus”, se soubermos respeitar e merecer a sua força seremos agraciados e protegidos por ela.

Também teremos a regência de Vênus, um pouco tímida, mas ainda assim influenciando.

a843bed965aab97f320fd9238cb4cf34Ligada a Vênus temos Gebo… (E aqui vejo como uma forma de lidar com Hagalaz/Saturno)

Traz a energia das associações, da convivência, e do amor. Rege solidariedade e a facilidade em obter parcerias. Gebo indica união, duas linhas entrelaçadas se apoiam uma na outra. É a runa do amor, do equilíbrio e da confiança. São duas energias distintas unidas, mas sem perder a identidade. Gebo vem para trazer harmonia em todos os tipos de relacionamentos, promover parcerias.    Amor, solidariedade, compreensão, equilíbrio, receptividade, união, convivência, associação e harmonia.

Meu amigo Robson Madredeus fez uma interpretação um pouco mais intuitiva sobre esse assunto. Seu texto se complementa ao que foi falado aqui, vale a pena conferir.

Segue o link de seu site: http://www.robsonmadredeus.com/notcias/iwy5ucil19/Runas-e-a-astrologia-para-2017 

 

O Valknut

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Trata-se de um dos símbolos mais importantes da mitologia nórdica. O valknut não é conhecido somente como o Nó dos Enforcados ou Nó dos Escolhidos, pode ser chamado também de Coração de Hrungnir, de acordo com uma descrição encontrada na Edda em prosa:

“Hrungnir had a heart that was famous. It was made of hard stone with three sharp-pointed corners just like the carved symbol Hrungnir’s Heart (hrungnishjarta).”

“Hrungnir tinha um coração que era famoso. Era feito de pedra dura com três cantos pontiagudos assim como o símbolo esculpido Coração de Hrungnir.”

Formado por três triângulos entrelaçados, a palavra valknut em norueguês significa “nó dos que caíram em batalha”, de modo que está relacionado com o culto aos mortos e, logo, a Odin.

O significado original do Valknut não é totalmente conhecido. Sabe-se, porém que é um símbolo pagão e que as nove pontas simbolizam os nove mundos (e nove destinos) de Yggdrasil. Importa referir que dentre as simbologias do triângulo, uma delas compreende as tríades início, meio e fim ou corpo, alma e espírito.

O valknut é considerado um popular talismã de proteção contra espíritos. É um símbolo de três formas triangulares formando uma interbloqueamento, e pode ser relacionado a símbolos celtas que representam maternidade e renascimento, talvez aqui sendo confundido ou relacionado ao triskle. Os nove pontos sugerem renascimento, gravidez e ciclos de reencarnação. Tendo uma evidente correlação com o parto. Sua forma sugere a crença entretecida da interdependência dos três reinos da terra, HEL, e os céus nórdicos, e os nove domínios que abrangem.

É um símbolo usado por aqueles que têm extrema dedicação à Odin, significa que você escolheu ser um guerreiro e lutar até a morte se for preciso, então muito cuidado ao usar e principalmente tatuar o Valknut, pois assim você está dizendo a Odin que está disposto a viver e morrer por ele. Tenha certeza de que quer isso antes de fazer a tatuagem.

As Valquírias procuram este símbolo nos mortos em batalha para saber quem será levado para Valhalla.

Fontes de pesquisa

Wikipédia

http://www.dicionariodesimbolos.com.br/valknut/

http://sentimentopagao.blogspot.com.br/2011/07/valknut.html

 

A sociedade medieval viking

0002 templodeapolo.net - assentamento vikingAlgumas coisas que a sociedade atual deveria aprender com a sociedade medieval viking, dadas suas devidas proporções, é claro:

1- Mulheres eram mulheres, não tinham sovaco ou pernas peludas, não andavam com os peitos de fora e eram valorizadas socialmente de igual para igual, inclusive com suas obrigações militares. Mulheres vikings guerreiras eram comuns, geralmente só se abstinham de participar de combates quando engravidavam. De forma nenhuma eram vistas como “frágeis”, já que na concepção dos vikings, pessoas de aspecto frágil eram indesejadas. Todos os direitos políticos e sociais eram iguais para homens e mulheres. O título de Jarl (equivalente a lorde) podia ser atríbuído a homens e mulheres, o mesmo com “senhor e senhora da guerra”. Nenhuma posição era vetada às mulheres, mas aos homens sim, as altas sacerdotisas dos deuses (anjos da morte) só podiam ser mulheres, homens podiam no máximo chegar à sacerdotes e uma espécie de xamã que temos traduzido do norse apenas como “vidente”.
2- Os escravos e trabalhadores livres eram protegidos por leis severas contra possíveis abusos por parte de seus senhores. Os governantes tinham total responsabilidade com o povo, caso estes não conseguissem promover progresso àqueles cujo estavam sob seu governo, poderiam ser desafiados por qualquer cidadão livre. Os julgamentos eram com votação aberta incluindo todos os integrantes da sociedade à excessão dos escravos, que apenas podiam opinar.
3- A sociedade viking não tinha tempo para preconceitos, guerreiros que perdiam membros em combate usualmente usavam ganchos e pedaços de metal na tentativa de substituir membros amputados. O Rei Ivar – O Sem Ossos nasceu com uma severa deformação nas pernas, tanto que ele era carregado pelos seus soldados em cima de um escudo. Ivar invadiu a Nortúmbria e durante essa época foi descrito como um guerreiro habilidoso, mesmo não conseguindo andar.
4- Dizemos que a democracia é uma invenção grega, mas dela se origina o nome. A sociedade viking possuía um modelo muito mais próximo do atual do que a sociedade grega. O voto tinha igual peso tanto para homens quanto para mulheres livres.
5- Uma mulher que sofria abuso por parte de qualquer homem tinha o direito legal de assassinar aquele homem desde que comprovada sua culpa. Mesmo uma escrava poderia fazer tal pedido ao seu senhor/senhora. O julgamento ocorria da mesma forma que para cidadãos livres.
6- Homens eram viris e não podiam apresentar traços de feminilidade, não importando seu comportamento sexual. Nenhum homem ou mulher era discriminado por suas práticas sexuais (à excessão da pedofilia, que era passível de morte mediante tortura). A noção de maioridade sexual que você tem hoje é herança dos vikings e dos povos celtas e frísios, já que na sociedade cristã na época era comum a pedofilia, sobretudo em Roma e nos reinos da Inglaterra medieval. Uma mulher viking podia se casar aos 14 anos, mas só poderia iniciar suas relações sexuais após os 16 anos, ao marido era reservado o direito de escolher uma parceira sexual nesses casos até que a mulher atingisse a maioridade sexual, embora a mesma pudesse negar ao marido tal direito, em Roma a prostituição de crianças de 6-8 anos era comum e a mulher não tinha direito de escolha.
7- Um crime de assassinato era punido pela pena de morte mediante julgamento com voto aberto de toda a sociedade viking, crimes menores eram punidos na igual proporção de seu efeito, o conhecido “olho por olho, dente por dente”.
8- Qualquer indício de corrupção por parte dos governantes era moralmente intolerado pela sociedade viking e passível de pena de morte e destituição dos títulos e propriedades da família.
9- O divórcio também era amplamente tolerado pela sociedade viking, uma mulher não era tratada com nenhum tipo de preconceito por ser divorciada, mesmo que tivesse filhos.

Lembrando que estamos falando de mais de 1.500 anos atrás… E você aí se achando muito evoluído…

Sacerdote Wieland Hanemann