O Valknut

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Trata-se de um dos símbolos mais importantes da mitologia nórdica. O valknut não é conhecido somente como o Nó dos Enforcados ou Nó dos Escolhidos, pode ser chamado também de Coração de Hrungnir, de acordo com uma descrição encontrada na Edda em prosa:

“Hrungnir had a heart that was famous. It was made of hard stone with three sharp-pointed corners just like the carved symbol Hrungnir’s Heart (hrungnishjarta).”

“Hrungnir tinha um coração que era famoso. Era feito de pedra dura com três cantos pontiagudos assim como o símbolo esculpido Coração de Hrungnir.”

Formado por três triângulos entrelaçados, a palavra valknut em norueguês significa “nó dos que caíram em batalha”, de modo que está relacionado com o culto aos mortos e, logo, a Odin.

O significado original do Valknut não é totalmente conhecido. Sabe-se, porém que é um símbolo pagão e que as nove pontas simbolizam os nove mundos (e nove destinos) de Yggdrasil. Importa referir que dentre as simbologias do triângulo, uma delas compreende as tríades início, meio e fim ou corpo, alma e espírito.

O valknut é considerado um popular talismã de proteção contra espíritos. É um símbolo de três formas triangulares formando uma interbloqueamento, e pode ser relacionado a símbolos celtas que representam maternidade e renascimento, talvez aqui sendo confundido ou relacionado ao triskle. Os nove pontos sugerem renascimento, gravidez e ciclos de reencarnação. Tendo uma evidente correlação com o parto. Sua forma sugere a crença entretecida da interdependência dos três reinos da terra, HEL, e os céus nórdicos, e os nove domínios que abrangem.

É um símbolo usado por aqueles que têm extrema dedicação à Odin, significa que você escolheu ser um guerreiro e lutar até a morte se for preciso, então muito cuidado ao usar e principalmente tatuar o Valknut, pois assim você está dizendo a Odin que está disposto a viver e morrer por ele. Tenha certeza de que quer isso antes de fazer a tatuagem.

As Valquírias procuram este símbolo nos mortos em batalha para saber quem será levado para Valhalla.

Fontes de pesquisa

Wikipédia

http://www.dicionariodesimbolos.com.br/valknut/

http://sentimentopagao.blogspot.com.br/2011/07/valknut.html

 

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Tinta e Juramento – Tatuagens Devocionais

Ritual para Freyja – Força e grande poder

Força e grande Poder

Já há alguns anos realizo este ritual em honra e conexão com a Deusa Freyja. A data é o dia 24 de Outubro, vi em algumas pesquisas na rede que o dia de Freyja é o dia 15 do mesmo mês. Seja no dia 15 ou 24 o mês é Outubro.

Comece com uma oração a Deusa…

(Abaixo uma sugestão que foi retirada daqui)

Freyja!

Senhora das Idisis, da Fertilidade, do Poder, do Amor e da Paixão,

Ajude-me a encontrar meu caminho!

Senhora da Mulheres, Deusa Suprema do Feminino, mostre-me a chave da Magia e Justiça!

Senhora dos Gatos e da Guerra, oriente-me nos momentos difíceis e me dê agilidade e coragem para superar meus obstáculos!

Senhora da Riqueza, dai-me energia pura e restauradora do teu Amor.

Minha alma e coração te pertencem e honrarei teu nome eternamente!

Em nome do Fogo, do Ar, da Terra e da Água,

Poderosa Rainha dos Vanir, mais bela e querida entre todas as Deusas,

Derrame suas bênçãos sobre mim!”.

Que Freyja ilumine nossos caminhos hoje e sempre!

Em seguida você irá precisar de:

1 vela laranja representando Freyja.

1 vela vermelha representando você.

E o seu athame ou espada.

Acenda as velas, empunhe sua espada mágica imaginária ou o seu athame e levante – a traçando um círculo de energia a sua volta.
Sentindo Freyja, recite:

Grande Freyja, líder das Valquírias venha em meu auxílio e faça-me forte novamente!

Deixe-se invadir pela energia de Freyja… terminado… agradeça e desfaça o círculo.

 

Métodos de tiragem – Lance Livre

Já vimos os significados das runas e suas propriedades, chegou a hora de colocar esse conhecimento na prática e aqui falaremos sobre o uso das runas como oráculo.

Acredito que a tiragem “tradicional” seja a do lance livre… Com a mandala, tecido ou mesmo algum lugar que você determine (chão, terra, areia) você lança as runas. É mais ou menos assim…

Deixe sua mão em forma de concha e pegue todas as runas

Faça a oração de Odin ou medite sobre o que quer saber das runas

De uma altura razoável (normalmente estou sentada e posiciono minhas mãos na altura do peito com os braços esticados)  largue as runas ao chão, sempre faço minhas leituras no chão por achar mais confortável.

As runas que estiverem de cabeça pra baixo você retira do jogo e coloca de volta no seu saquinho. As que estiverem com a cabeça pra cima farão parte da sua leitura. Para quem utilizar a mandala, as que caírem foram da mandala também estão fora do jogo.

Daí siga com as interpretações!

OBS: Vou tentar fazer um vídeo dessa tiragem pra vocês… Não prometo datas!!! 😀

O poder das runas em: a runa “esquecida”

Não é sempre que temos uma mensagem direta dos Deuses e algo aconteceu e gostaria de partilhar com vocês… 

Ontem achei perdida embaixo da minha geladeira a runa hagalaz… Achei bem estranho, mas a mesma não pertencia a nenhum de meus jogos, notei que era de um jogo que vendi para uma amiga e que entreguei a ela numa noite em que a mesma e alguns amigos vieram jantar aqui em casa.

Enviei-lhe uma mensagem para avisar do ocorrido e ela foi conferir, no momento em que estava fazendo isso seu filho de cinco anos começou a confessar…

“Já sei está faltando uma… mas não tá perdida aqui em casa, ta na casa da vizinha… que tem cabelo de cachinhos… Você já sabe qual tá faltando, é a kenaz… Eu deixei embaixo da geladeira…”

Guardei a runa dela e passei a refletir sobre o assunto…

O pequeno mago quis deixar a kenaz em casa, mas se confundiu e deixou a hagalaz… E nesse tempo em que ela ficou aqui, foram muitas as dificuldades, falta de grana e projetos que não andaram… Coisas inexplicáveis, que se esclareceram no momento em que aquela runa foi encontrada.

Para quem dúvida do poder das runas e que os deuses estão conosco a todo o momento essa foi uma experiência que prova que nada é por acaso…

E já que foi provada a eficácia das runas, bora colocar os símbolos em tudo quanto é canto… (risos)

Asatru – com a benção dos Nórdicos

Um pouco sobre a religião dos nórdicos…

Introdução

A menos de mil anos atrás os antigos sábios da Islândia tomaram uma decisão. Sob pressão política da Europa cristianizada e enfrentando a necessidade de comércio, a assembléia nacional declarou a Islândia como sendo oficialmente um país cristão. Dentro de poucos séculos os últimos remanescentes do Paganismo Nórdico, acabaram morrendo. Contudo, a Islândia era um país tolerante e os mitos, estórias, e lendas da era pagã felizmente não foram queimados, e com isso, acenderam o fogo das crenças pagãs em gerações posteriores. Em 1972, depois de uma longa campanha feita pelo poeta e Godhi (Sacerdote) Sveinbjorn Beinteinsson, a Islândia novamente reconheceu o paganismo nórdico como uma religião legitima e legalizada.
Hoje o paganismo nórdico, conhecido como Asatru (“lealdade aos Deuses” do nórdico antigo), é praticado em vários países além dos países escandinavos. O Asatru também faz parte do grupo das religiões neo-pagãs como o Druidismo, a Wicca, a Bruxaria Tradicional, a Stregheria, etc. Contudo, o Asatru permanece desconhecido pela maioria, até mesmo dentro da comunidade neo-pagã.

O mais importante para se lembrar é que o Asatru é uma religião. Não é um sistema de magia ou uma “Prática New Age”. A palavra Asatru derivou-se do “As” (Aesir, família principal dos Deuses de Asgard) e “tru” (tru – true – verdade – confiança – lealdade). Ser Asatru é estar ligado com lealdade e confiança aos antigos arquétipos do norte da Europa, contudo, você pode pegar coisas de outras religiões e outros arquétipos e continuar sendo Asatru, basta você ter o panteão nórdico como o seu preferido e sua base nos princípios nórdicos. Outra coisa característica do Asatru é a condenação da conversão, como nas religiões missionárias tipo o cristianismo. Para o Asatru não existe “verdade absoluta”; cada pessoa é dona de si mesma e é capaz de escolher sua “verdade”, nenhuma religião é errada. Asatru valoriza seus ancestrais, valoriza o estudo do passado e das origens e valoriza a guerra com sabedoria. O Asatru não é universal e não considera seu caminho como sendo o correto para todos, o Asatru acredita que há espaço para todos os arquétipos no mundo e que todos eles tem o seu valor. Baseado nisso, clamar que Zeus é o mesmo Deus que Odin é loucura.

Os Rituais do Asatru

Sacrifício

O Sacrifício é o ritual mais comum dentro do Asatru. Nos tempos antigos, se consagrava um animal aos Deuses, o sacrificavam e com sua carne fazia-se um banquete. Como hoje não somos mais camponeses, a oferenda é feita com frutas, bolos, cervejas e vinhos.
Muita gente fica com um “pé atrás” quando se fala de um ritual desse tipo. Rituais que são denominados “sacrifícios”, tem uma certa conotação violenta e sensacionalista, porque tem sido interpretado de forma errônea. Quando se fala em sacrifício vem em mente “comprar” certa entidade para que ela realize sua vontade, tipo jogar um virgem dentro do vulcão para que o mesmo não entre em erupção. Outro conceito errôneo de sacrifício é achar que se ganha algum tipo de energia com o ato de causar o sofrimento do animal. Todos essas conceitos são errôneos, se você pratica algum ritual desse tipo, você está precisando de um psiquiatra. Nossos ancestrais matavam os animais por serem camponeses, e isso era comum na época, porque sua carne era um ótimo sustento e seu couro dava ótima proteção contra o frio. Fazer isso hoje não tem sentido, pois o mundo é outro e o ser humano evoluiu.

A concepção de relacionamento com os Deuses é de extrema importância para que se compreenda a natureza do sacrifício. Nós não somos inferiores aos Deuses, e não devemos adorá-los nesse sentido. Nós somos espiritualmente ligados com eles, porque eles são facetas de nós mesmos e das forças naturais da Terra. Eles são o equilíbrio, o ciclo, a vida, a morte, eles são tudo, e nós fazemos parte desse tudo. Por isso o sacrifício não é apenas uma oferenda para conseguir um objetivo e sim uma comunhão com os Deuses. Oferecer um presente é um ótimo símbolo de amizade e comunhão. Entre as runas, Gebo é a que guarda os mistérios do sacrifício.
O sacrifício consiste em duas partes, a consagração e a oferenda. O sacerdote ou a sacerdotisa invoca oralmente os Deuses a serem honrados, depois é traçado no ar as runas dos Deuses invocados com a varinha ou o cajado. Depois disso a oferenda é colocada no altar, então é traçado o símbolo do martelo (um T invertido). Com a consagração completada, então é feita a oferenda oralmente aos Deuses. Depois de simbolicamente a divindade ter bebido e comido a oferenda, o sacerdote faz o mesmo e depois também todos os participantes do ritual. Antes de comer e beber da oferenda, saúda-se os Deuses honrados com um Hail, exemplo: “Hail Odin!”

A oferenda não é só abençoada pela força dos Deuses, mas também “passou pela língua” das divindades. Esse tipo de ritual pode até parecer simples, mas é uma poderosa experiência.

Libação

Uma das celebrações mais comuns dentro do Asatru e também dentro das outras religiões pagãs. A libação é mais simples e social do que o sacrifício, mas a sua importância não é menor.
A libação é muito simples. Os convidados ficam sentados, pegam a bebida alcoólica (Vinho ou cerveja é mais recomendado), enchem seus copos, saúdam-se uns aos outros, saúdam os Deuses, oferecem o primeiro gole aos Deuses deixando cair um pouco da bebida no chão e começam a beber. O libação é um ritual onde se deve ficar bêbado em honra aos Deuses, assim como nossos ancestrais e os heróis ficavam. É a celebração da alegria e da confraternização, conta-se estórias, piadas, fala-se besteira, nada disso é proibido, pelo contrário os Deuses adoram isso.
Cada rodada pode ser dedicada a alguma coisa, normalmente a libação Asatru tradicional tem três rodadas, a primeira para os Deuses, a segunda para os heróis que estão em Valhalla e a terceira para os nossos Ancestrais que já não estão mais entre nós.

Juramento

É uma das mais importantes cerimonias no Asatru. É o ritual onde se confirma a lealdade aos Deuses, contudo não é nenhuma cerimonia oculta ou iniciatória. É nada mais, nada menos que declarar e afirmar sua lealdade aos Deuses nórdicos. É mais ou menos como o exemplo abaixo:
Segure um objeto (pode ser qualquer coisa uma pedra, um pingente, mas o mais recomendado é um anel) e parado na frente do Altar, diga: “Eu [nome], juro pelo símbolo do martelo sempre honrar a bandeira de Asgard e seguir o caminho do norte, agindo sempre com honra, coragem e responsabilidade, fiel aos Aesir e Vanir! Que esse anel (ou outro objeto) seja o símbolo da minha aliança com os Deuses!”
Depois do ritual pode ser feita uma libação com nove rodadas dedicadas aos nove valores do Asatru.
Esse ritual não deve ser realizado sem antes ter absoluta certeza do que você está fazendo. Quando alguém faz um juramento, deve segui-lo por toda a eternidade. Quem não cumpre seus juramentos, seja em qualquer aspecto da vida, no trabalho, na família, nas amizades, não merece respeito, pois não passa de um covarde.

Os Festivais do Asatru – Festas principais dentro do Asatru

20 até 31 de Dezembro – JUL – Celebração do ano novo nórdico; um festival de 12 noites. Este é o mais importante de todos os festivais. Na noite de 20 de Dezembro, o Deus Frey Ingvi viaja através da Terra trazendo a paz, a confraternização, e o amor para Midgard. Depois da influência cristã, o Deus Balder (Sincretizado com Jesus) é renascido nesse festival como o novo ano Solar. O Deus Wotan (Odin); viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza. Nos temos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e o barbudo Odin acabou virando o simpático Papai Noel. Até hoje existe uma estátua de Odin (ou Thor) na Noruega, que a Igreja acabou transformando na estátua de “São Nicolau”.

2 de Fevereiro – DISTING – É o festival onde o povo nórdico se preparava para a para a chegada da primavera. Disting é caracterizado pela preparação da terra para a plantação, a contagem do gado e dos lucros ou prejuízos do ano. Era dito que o nascimento de bezerros em Disting era um sinal de que o ano iria ser de grande prosperidade.

21 de Março – OSTARA – Festa de Eostre, a Deusa da Primavera. É um festival de alegria e fertilidade. É tempo de dar ovinhos coloridos de presente aos amigos, assim como nossos ancestrais faziam, como um símbolo de boa sorte, fertilidade e prosperidade. Essa tradição sobrevive até hoje no moderno feriado de Páscoa, só que os ovos viraram de chocolate.

22 de Abril até 1 de Maio – WALPURGISNACHT – O festival de Walpurgis, uma noite de festa e trevas. Nas nove noites de 22 até dia 30 de Abril, é relembrado o auto-sacrifício de Odin pendurado na Árvore do Mundo Yggdrasil. Na nona noite (30 de Abril, Walpurgisnacht) que ele resgatou as Runas, e simbolicamente morreu por um instante. Neste momento, toda a luz entre os 9 mundos foi extinguida, o caos reinou. No ultimo toque na meia-noite, ele renasce e tudo volta ao normal.

21 de Junho – LITHA – Celebração do Solstício de Verão, quando a força solar está no seu pico. Litha é um festival de poder e atividade. O Deus Balder morre nessa época para renascer em Julho.

1 de Agosto – LAMMAS – Festival da Colheita.

22 de SetembroMABON – Festival do final da Colheita.

31 de Outubro – WINTERNIGHTS – O começo do inverno nórdico. É uma festa onde se relembra os mortos e os ancestrais. É uma data ótima para jogos divinatórios.

“Full Moon Festivals”

Lua Cheia de Janeiro – Festa em honra a Thor.
Lua Cheia de Fevereiro – Festa em honra a Freya.
Lua Cheia de Março – Festa em honra a Sif.
Lua Cheia de Abril – Festa em honra aos elfos, duendes, fadas e espíritos da natureza.
Lua Cheia de Maio – Festa em honra a Njord.
Lua Cheia de Junho – Festa em honra a Balder.
Lua Cheia de Julho – Festa em honra a Loki.
Lua Cheia de Agosto – Festa em honra a Frey.
Lua Cheia de Setembro – Festa em honra a Odin.
Lua Cheia de Outubro – Festa em honra a Tyr.
Lua Cheia de Novembro – Festa em honra aos Heróis mortos em batalha que estão em Valhalla.
Lua Cheia de Dezembro – Festa em honra a Skadi e Ull.