Sobre a 1°Conferência Brasileira de Runas

18527848_1345153402242919_2035914649058860177_nNo último dia 13 de Maio, tivemos um encontro incrível na cidade de Ribeirão Pires/SP. Sob um lindo dia de Sol e céu azul aconteceu a 1° Conferência Brasileira de Runas.

Foram 9 meses de planejamento e com alegria posso dizer que este primeiro encontro foi um sucesso. Tivemos vários nomes do paganismo brasileiro compartilhando conhecimento. Iniciamos com um belo coffe break e em seguida  Francine Dershner dando uma aula de história sobre as runas e os povos do norte, desfazendo alguns enganos e trazendo luz a diversas questões. Bandrui e Liz Elhaz fizeram uma linda abertura com um cântico anglo saxão ao som do tambor. Em seguida Liz falou sobre a magia das runas dentro do seu trabalho com a cosmetologia, abordando encantamentos e terapias. Robson Madredeus falou sobre as runas como chave da consciência, tema importantíssimo para um melhor desempenho das runas usadas na magia e em terapias de reequilíbrio energético.  Complementando esse tema Allan Marante falou sobre O poder da palavra e do som no uso das rúnar e nos ensinou a forma correta de fazer uso dessa ferramenta.

Bandrui nos trouxe como assunto em sua palestra o Seidr, “forma de magia que sabemos ter existido dentro do contexto religioso das culturas nórdicas” em suas palavras, nos contando várias experiências pessoais, e também esclarecendo que Seidr não é sinônimo de Asatru, Vanatru ou Odinismo (algo que concordo totalmente). Mauricio Ferreiraa abrilhantou nosso evento trazendo não uma palestra, mas uma vivência com as runas, fazendo uma leitura coletiva entre todos os convidados, trazendo mensagens importantes do subconsciente coletivo e claro dos deuses das runas.

Wagner Perico falou sobre sua tradição, a wanen. A wanen tem como culto principal a deusa Freyja, também conhecida como Mardoll, porém nosso palestrante deixou claro que isso não significa que eles não gostem de Odin, apenas que Ele não está em seu culto principal. Sobre as runas ele esclareceu que não acreditam, não fazem a leitura invertida das runas e também não usam a runa branca (eu também não uso inversão e a runa branca).

E para fechar tivemos a ilustre presença de Andreas Axikerzus Sahjaza (Lord A) falando sobre seus estudos de Johanes Bureus e as Nobres Runas e também algumas práticas do Círculo Strigoi uma discreta sociedade fundada por ele para o estudo e a prática da Cosmovisão Vampyrica, herdeira do legado Sahjaza iniciado nos anos 70 nos EUA e em seguida o encerramento com os exercícios de STADHAGALDR para harmonização de todos.

Além de palestras tivemos uma feira pagã com excelentes produtos ligados às runas e as práticas pagãs, bem como acessórios e cosméticos, entre outros. Em nossa praça de alimentação delicioso hot dog e risoto, cerveja artesanal e hidromel, que claro não poderia faltar.

Foi um bom dia, de clima amigável e agradável, em um local abençoado pelos deuses no meio da natureza.  Houve troca de conhecimento e interação entre todos, e boa comida, boa bebida, leitura das runas, e claro muita alegria.

Foi um dia incrível, onde tenho certeza, que os deuses das runas sentiram-se honrados e felizes.

Para entender mais sobre o evento e de como surgiu tudo isso sugiro a matéria da querida Sônia Apolinário (curta a página dela):

 https://soniapolinario.wixsite.com/sonia/single-post/2017/05/12/Confer%C3%AAncia-sobre-runas-leva-m%C3%ADsticos-bruxas-e-magos-%C3%A0-cidade-paulista

Para ver fotos:  https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1346280452130214.1073741834.1088799307878331&type=1&l=acf9857add

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Informações, sugestões e criticas entre em contato pelo e-mail: conferenciaderunas@gmail.com

E fique ligado que a segunda edição já tem data para acontecer! Será em 23 e 24 de Junho de 2018.

Te vejo por lá!

Ligia Raido

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A sociedade medieval viking

0002 templodeapolo.net - assentamento vikingAlgumas coisas que a sociedade atual deveria aprender com a sociedade medieval viking, dadas suas devidas proporções, é claro:

1- Mulheres eram mulheres, não tinham sovaco ou pernas peludas, não andavam com os peitos de fora e eram valorizadas socialmente de igual para igual, inclusive com suas obrigações militares. Mulheres vikings guerreiras eram comuns, geralmente só se abstinham de participar de combates quando engravidavam. De forma nenhuma eram vistas como “frágeis”, já que na concepção dos vikings, pessoas de aspecto frágil eram indesejadas. Todos os direitos políticos e sociais eram iguais para homens e mulheres. O título de Jarl (equivalente a lorde) podia ser atríbuído a homens e mulheres, o mesmo com “senhor e senhora da guerra”. Nenhuma posição era vetada às mulheres, mas aos homens sim, as altas sacerdotisas dos deuses (anjos da morte) só podiam ser mulheres, homens podiam no máximo chegar à sacerdotes e uma espécie de xamã que temos traduzido do norse apenas como “vidente”.
2- Os escravos e trabalhadores livres eram protegidos por leis severas contra possíveis abusos por parte de seus senhores. Os governantes tinham total responsabilidade com o povo, caso estes não conseguissem promover progresso àqueles cujo estavam sob seu governo, poderiam ser desafiados por qualquer cidadão livre. Os julgamentos eram com votação aberta incluindo todos os integrantes da sociedade à excessão dos escravos, que apenas podiam opinar.
3- A sociedade viking não tinha tempo para preconceitos, guerreiros que perdiam membros em combate usualmente usavam ganchos e pedaços de metal na tentativa de substituir membros amputados. O Rei Ivar – O Sem Ossos nasceu com uma severa deformação nas pernas, tanto que ele era carregado pelos seus soldados em cima de um escudo. Ivar invadiu a Nortúmbria e durante essa época foi descrito como um guerreiro habilidoso, mesmo não conseguindo andar.
4- Dizemos que a democracia é uma invenção grega, mas dela se origina o nome. A sociedade viking possuía um modelo muito mais próximo do atual do que a sociedade grega. O voto tinha igual peso tanto para homens quanto para mulheres livres.
5- Uma mulher que sofria abuso por parte de qualquer homem tinha o direito legal de assassinar aquele homem desde que comprovada sua culpa. Mesmo uma escrava poderia fazer tal pedido ao seu senhor/senhora. O julgamento ocorria da mesma forma que para cidadãos livres.
6- Homens eram viris e não podiam apresentar traços de feminilidade, não importando seu comportamento sexual. Nenhum homem ou mulher era discriminado por suas práticas sexuais (à excessão da pedofilia, que era passível de morte mediante tortura). A noção de maioridade sexual que você tem hoje é herança dos vikings e dos povos celtas e frísios, já que na sociedade cristã na época era comum a pedofilia, sobretudo em Roma e nos reinos da Inglaterra medieval. Uma mulher viking podia se casar aos 14 anos, mas só poderia iniciar suas relações sexuais após os 16 anos, ao marido era reservado o direito de escolher uma parceira sexual nesses casos até que a mulher atingisse a maioridade sexual, embora a mesma pudesse negar ao marido tal direito, em Roma a prostituição de crianças de 6-8 anos era comum e a mulher não tinha direito de escolha.
7- Um crime de assassinato era punido pela pena de morte mediante julgamento com voto aberto de toda a sociedade viking, crimes menores eram punidos na igual proporção de seu efeito, o conhecido “olho por olho, dente por dente”.
8- Qualquer indício de corrupção por parte dos governantes era moralmente intolerado pela sociedade viking e passível de pena de morte e destituição dos títulos e propriedades da família.
9- O divórcio também era amplamente tolerado pela sociedade viking, uma mulher não era tratada com nenhum tipo de preconceito por ser divorciada, mesmo que tivesse filhos.

Lembrando que estamos falando de mais de 1.500 anos atrás… E você aí se achando muito evoluído…

Sacerdote Wieland Hanemann