Tinta e Juramento – Tatuagens Devocionais

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Ritual para Freyja – Força e grande poder

Força e grande Poder

Já há alguns anos realizo este ritual em honra e conexão com a Deusa Freyja. A data é o dia 24 de Outubro, vi em algumas pesquisas na rede que o dia de Freyja é o dia 15 do mesmo mês. Seja no dia 15 ou 24 o mês é Outubro.

Comece com uma oração a Deusa…

(Abaixo uma sugestão que foi retirada daqui)

Freyja!

Senhora das Idisis, da Fertilidade, do Poder, do Amor e da Paixão,

Ajude-me a encontrar meu caminho!

Senhora da Mulheres, Deusa Suprema do Feminino, mostre-me a chave da Magia e Justiça!

Senhora dos Gatos e da Guerra, oriente-me nos momentos difíceis e me dê agilidade e coragem para superar meus obstáculos!

Senhora da Riqueza, dai-me energia pura e restauradora do teu Amor.

Minha alma e coração te pertencem e honrarei teu nome eternamente!

Em nome do Fogo, do Ar, da Terra e da Água,

Poderosa Rainha dos Vanir, mais bela e querida entre todas as Deusas,

Derrame suas bênçãos sobre mim!”.

Que Freyja ilumine nossos caminhos hoje e sempre!

Em seguida você irá precisar de:

1 vela laranja representando Freyja.

1 vela vermelha representando você.

E o seu athame ou espada.

Acenda as velas, empunhe sua espada mágica imaginária ou o seu athame e levante – a traçando um círculo de energia a sua volta.
Sentindo Freyja, recite:

Grande Freyja, líder das Valquírias venha em meu auxílio e faça-me forte novamente!

Deixe-se invadir pela energia de Freyja… terminado… agradeça e desfaça o círculo.

 

Um exercício prático

Até aqui vimos os significados de cada runa e também como confeccioná-las. Hoje vou propor para vocês um exercício prático. Sorteie uma runa e faça uma meditação com ela, não tenha pressa, leve o tempo que puder e faça isso com várias runas.  Anote suas impressões e intuições e depois compare-as com os significados estudados.

Boa sorte e bons estudos!

O nome rúnico

Como vimos existe uma correspondência entre o alfabeto rúnico e o nosso alfabeto. O que nos possibilita o uso do nome rúnico…

Transformando seu nome em runas você trará para si um escudo de proteção, além de poder fazer encantamentos e criar amuletos e talismãs de proteção.

Também é possível através da análise das letras de seu nome ver as runas que influenciam sua vida, seus caminhos.

O nome traz em sua pronúncia as vibrações de nosso mantra pessoal.

O sobrenome traz as influências hereditárias.

O sobrenome do marido traz uma nova vibração à mulher.

As iniciais do nome e do sobrenome traduzem as tendências mais fortes de cada pessoa.

Exemplo:

Ligia da Silva Ramos

Em runas:

 

Asatru – com a benção dos Nórdicos

Um pouco sobre a religião dos nórdicos…

Introdução

A menos de mil anos atrás os antigos sábios da Islândia tomaram uma decisão. Sob pressão política da Europa cristianizada e enfrentando a necessidade de comércio, a assembléia nacional declarou a Islândia como sendo oficialmente um país cristão. Dentro de poucos séculos os últimos remanescentes do Paganismo Nórdico, acabaram morrendo. Contudo, a Islândia era um país tolerante e os mitos, estórias, e lendas da era pagã felizmente não foram queimados, e com isso, acenderam o fogo das crenças pagãs em gerações posteriores. Em 1972, depois de uma longa campanha feita pelo poeta e Godhi (Sacerdote) Sveinbjorn Beinteinsson, a Islândia novamente reconheceu o paganismo nórdico como uma religião legitima e legalizada.
Hoje o paganismo nórdico, conhecido como Asatru (“lealdade aos Deuses” do nórdico antigo), é praticado em vários países além dos países escandinavos. O Asatru também faz parte do grupo das religiões neo-pagãs como o Druidismo, a Wicca, a Bruxaria Tradicional, a Stregheria, etc. Contudo, o Asatru permanece desconhecido pela maioria, até mesmo dentro da comunidade neo-pagã.

O mais importante para se lembrar é que o Asatru é uma religião. Não é um sistema de magia ou uma “Prática New Age”. A palavra Asatru derivou-se do “As” (Aesir, família principal dos Deuses de Asgard) e “tru” (tru – true – verdade – confiança – lealdade). Ser Asatru é estar ligado com lealdade e confiança aos antigos arquétipos do norte da Europa, contudo, você pode pegar coisas de outras religiões e outros arquétipos e continuar sendo Asatru, basta você ter o panteão nórdico como o seu preferido e sua base nos princípios nórdicos. Outra coisa característica do Asatru é a condenação da conversão, como nas religiões missionárias tipo o cristianismo. Para o Asatru não existe “verdade absoluta”; cada pessoa é dona de si mesma e é capaz de escolher sua “verdade”, nenhuma religião é errada. Asatru valoriza seus ancestrais, valoriza o estudo do passado e das origens e valoriza a guerra com sabedoria. O Asatru não é universal e não considera seu caminho como sendo o correto para todos, o Asatru acredita que há espaço para todos os arquétipos no mundo e que todos eles tem o seu valor. Baseado nisso, clamar que Zeus é o mesmo Deus que Odin é loucura.

Os Rituais do Asatru

Sacrifício

O Sacrifício é o ritual mais comum dentro do Asatru. Nos tempos antigos, se consagrava um animal aos Deuses, o sacrificavam e com sua carne fazia-se um banquete. Como hoje não somos mais camponeses, a oferenda é feita com frutas, bolos, cervejas e vinhos.
Muita gente fica com um “pé atrás” quando se fala de um ritual desse tipo. Rituais que são denominados “sacrifícios”, tem uma certa conotação violenta e sensacionalista, porque tem sido interpretado de forma errônea. Quando se fala em sacrifício vem em mente “comprar” certa entidade para que ela realize sua vontade, tipo jogar um virgem dentro do vulcão para que o mesmo não entre em erupção. Outro conceito errôneo de sacrifício é achar que se ganha algum tipo de energia com o ato de causar o sofrimento do animal. Todos essas conceitos são errôneos, se você pratica algum ritual desse tipo, você está precisando de um psiquiatra. Nossos ancestrais matavam os animais por serem camponeses, e isso era comum na época, porque sua carne era um ótimo sustento e seu couro dava ótima proteção contra o frio. Fazer isso hoje não tem sentido, pois o mundo é outro e o ser humano evoluiu.

A concepção de relacionamento com os Deuses é de extrema importância para que se compreenda a natureza do sacrifício. Nós não somos inferiores aos Deuses, e não devemos adorá-los nesse sentido. Nós somos espiritualmente ligados com eles, porque eles são facetas de nós mesmos e das forças naturais da Terra. Eles são o equilíbrio, o ciclo, a vida, a morte, eles são tudo, e nós fazemos parte desse tudo. Por isso o sacrifício não é apenas uma oferenda para conseguir um objetivo e sim uma comunhão com os Deuses. Oferecer um presente é um ótimo símbolo de amizade e comunhão. Entre as runas, Gebo é a que guarda os mistérios do sacrifício.
O sacrifício consiste em duas partes, a consagração e a oferenda. O sacerdote ou a sacerdotisa invoca oralmente os Deuses a serem honrados, depois é traçado no ar as runas dos Deuses invocados com a varinha ou o cajado. Depois disso a oferenda é colocada no altar, então é traçado o símbolo do martelo (um T invertido). Com a consagração completada, então é feita a oferenda oralmente aos Deuses. Depois de simbolicamente a divindade ter bebido e comido a oferenda, o sacerdote faz o mesmo e depois também todos os participantes do ritual. Antes de comer e beber da oferenda, saúda-se os Deuses honrados com um Hail, exemplo: “Hail Odin!”

A oferenda não é só abençoada pela força dos Deuses, mas também “passou pela língua” das divindades. Esse tipo de ritual pode até parecer simples, mas é uma poderosa experiência.

Libação

Uma das celebrações mais comuns dentro do Asatru e também dentro das outras religiões pagãs. A libação é mais simples e social do que o sacrifício, mas a sua importância não é menor.
A libação é muito simples. Os convidados ficam sentados, pegam a bebida alcoólica (Vinho ou cerveja é mais recomendado), enchem seus copos, saúdam-se uns aos outros, saúdam os Deuses, oferecem o primeiro gole aos Deuses deixando cair um pouco da bebida no chão e começam a beber. O libação é um ritual onde se deve ficar bêbado em honra aos Deuses, assim como nossos ancestrais e os heróis ficavam. É a celebração da alegria e da confraternização, conta-se estórias, piadas, fala-se besteira, nada disso é proibido, pelo contrário os Deuses adoram isso.
Cada rodada pode ser dedicada a alguma coisa, normalmente a libação Asatru tradicional tem três rodadas, a primeira para os Deuses, a segunda para os heróis que estão em Valhalla e a terceira para os nossos Ancestrais que já não estão mais entre nós.

Juramento

É uma das mais importantes cerimonias no Asatru. É o ritual onde se confirma a lealdade aos Deuses, contudo não é nenhuma cerimonia oculta ou iniciatória. É nada mais, nada menos que declarar e afirmar sua lealdade aos Deuses nórdicos. É mais ou menos como o exemplo abaixo:
Segure um objeto (pode ser qualquer coisa uma pedra, um pingente, mas o mais recomendado é um anel) e parado na frente do Altar, diga: “Eu [nome], juro pelo símbolo do martelo sempre honrar a bandeira de Asgard e seguir o caminho do norte, agindo sempre com honra, coragem e responsabilidade, fiel aos Aesir e Vanir! Que esse anel (ou outro objeto) seja o símbolo da minha aliança com os Deuses!”
Depois do ritual pode ser feita uma libação com nove rodadas dedicadas aos nove valores do Asatru.
Esse ritual não deve ser realizado sem antes ter absoluta certeza do que você está fazendo. Quando alguém faz um juramento, deve segui-lo por toda a eternidade. Quem não cumpre seus juramentos, seja em qualquer aspecto da vida, no trabalho, na família, nas amizades, não merece respeito, pois não passa de um covarde.

Os Festivais do Asatru – Festas principais dentro do Asatru

20 até 31 de Dezembro – JUL – Celebração do ano novo nórdico; um festival de 12 noites. Este é o mais importante de todos os festivais. Na noite de 20 de Dezembro, o Deus Frey Ingvi viaja através da Terra trazendo a paz, a confraternização, e o amor para Midgard. Depois da influência cristã, o Deus Balder (Sincretizado com Jesus) é renascido nesse festival como o novo ano Solar. O Deus Wotan (Odin); viaja pelo céu com seu cavalo de oito patas, Sleipnir. Nos tempos antigos, as crianças germânicas e nórdicas deixavam suas botas na janela cheias de açúcar para o cavalo Sleipnir. Em retribuição, Odin deixava um presente como gentileza. Nos temos modernos, Sleipnir foi transformado nas renas e o barbudo Odin acabou virando o simpático Papai Noel. Até hoje existe uma estátua de Odin (ou Thor) na Noruega, que a Igreja acabou transformando na estátua de “São Nicolau”.

2 de Fevereiro – DISTING – É o festival onde o povo nórdico se preparava para a para a chegada da primavera. Disting é caracterizado pela preparação da terra para a plantação, a contagem do gado e dos lucros ou prejuízos do ano. Era dito que o nascimento de bezerros em Disting era um sinal de que o ano iria ser de grande prosperidade.

21 de Março – OSTARA – Festa de Eostre, a Deusa da Primavera. É um festival de alegria e fertilidade. É tempo de dar ovinhos coloridos de presente aos amigos, assim como nossos ancestrais faziam, como um símbolo de boa sorte, fertilidade e prosperidade. Essa tradição sobrevive até hoje no moderno feriado de Páscoa, só que os ovos viraram de chocolate.

22 de Abril até 1 de Maio – WALPURGISNACHT – O festival de Walpurgis, uma noite de festa e trevas. Nas nove noites de 22 até dia 30 de Abril, é relembrado o auto-sacrifício de Odin pendurado na Árvore do Mundo Yggdrasil. Na nona noite (30 de Abril, Walpurgisnacht) que ele resgatou as Runas, e simbolicamente morreu por um instante. Neste momento, toda a luz entre os 9 mundos foi extinguida, o caos reinou. No ultimo toque na meia-noite, ele renasce e tudo volta ao normal.

21 de Junho – LITHA – Celebração do Solstício de Verão, quando a força solar está no seu pico. Litha é um festival de poder e atividade. O Deus Balder morre nessa época para renascer em Julho.

1 de Agosto – LAMMAS – Festival da Colheita.

22 de SetembroMABON – Festival do final da Colheita.

31 de Outubro – WINTERNIGHTS – O começo do inverno nórdico. É uma festa onde se relembra os mortos e os ancestrais. É uma data ótima para jogos divinatórios.

“Full Moon Festivals”

Lua Cheia de Janeiro – Festa em honra a Thor.
Lua Cheia de Fevereiro – Festa em honra a Freya.
Lua Cheia de Março – Festa em honra a Sif.
Lua Cheia de Abril – Festa em honra aos elfos, duendes, fadas e espíritos da natureza.
Lua Cheia de Maio – Festa em honra a Njord.
Lua Cheia de Junho – Festa em honra a Balder.
Lua Cheia de Julho – Festa em honra a Loki.
Lua Cheia de Agosto – Festa em honra a Frey.
Lua Cheia de Setembro – Festa em honra a Odin.
Lua Cheia de Outubro – Festa em honra a Tyr.
Lua Cheia de Novembro – Festa em honra aos Heróis mortos em batalha que estão em Valhalla.
Lua Cheia de Dezembro – Festa em honra a Skadi e Ull.

Consagração Rúnica

As runas deverão ser consagradas em noite de Lua Cheia ou Crescente, de preferência numa quarta-feira (dia consagrado a Odin) ou num domingo.

A consagração é um ato de afastamento de energias que não são suas, para as bençãos de suas energias. Isto ativa a força de dentro e fora de nós.

Se foi você que confeccionou suas runas, a consagração se torna opcional, visto que sua energia já se encontra presente nas mesmas.

Forre uma toalha de qualquer cor, exceto preta, em uma mesa ou no chão e disponha os 4 elementos na mesma.

Primeiramente você deve passar as runas em fumaça de ervas em brasa ou na fumaça de incenso. Isso representa o elemento AR, ou seja, nossa capacidade de raciocinar e sabedoria.

Segundo coloque uma pitada de sal em cada runa. O sal representa a TERRA e a purificação.

Terceiro coloque as runas em uma vasilha com água mineral, da chuva, rio ou mar. A ÁGUA representa nosso equilíbrio emocional.

Para terminar passe cada runa na chama de uma vela (FOGO), consagrando-a com a ação da espiritualidade.

Finalmente, pegue cada runa com a mão esquerda, feche a mão direita como um cilindro e sopre por ela a runa que está na outra mão. Faça isso com todas as runas. Terminando esse procedimento, entoe a oração de Odin.

Dicas:

  • Procure usar incensos ou ervas ligados a intuição e a espiritualidade, como artemísia por exemplo. Ou ainda ervas consagradas aos Deuses Nórdicos.
  • Se suas runas forem de sementes não mergulhe-as em água pois irão estragar, espirre a água nelas neste caso, para consagrá-las à este elemento.
  • Fique atento a cor de sua vela, lilás ou azul são as que recomendo. Lilás por ser ligada a espiritualidade e azul em homenagem a Odin.
  • O procedimento de soprar as runas é devido a Odin ser o Deus dos Ventos, realizando tal procedimento você estará de fato pedindo a benção de Odin.