As previsões das runas para 2017

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Que tenhamos a sabedoria para lidar com essa energia.

Feliz Ano Novo!

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02 de Novembro – Festival de Odin

Odin ou Ódin (em nórdico antigo: Óðinn) é considerado o deus principal da mitologia nórdica atual e também conhecido como “Pai de Todos” e “O enviado do Senhor da Guerra”.

Seu papel, como o de muitos deuses nórdicos, é complexo; é o deus da sabedoria, da guerra e da morte, embora também, em menor escala, da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça.

Odin morava em Asgard, no palácio de Valaskjálf, que ele construiu para si, e onde se encontra seu trono, o Hliðskjálf, onde podia observar o que acontecia em cada um dos nove mundos. Durante o combate brandia sua lança, chamada Gungnir, e montava seu corcel de oito patas, chamado Sleipnir.

Era filho de Borr e da jotun (“gigante”) Bestla, irmão de Vili e Vé,[2] esposo de Frigg e pai de muitos dos deuses. tais como Thor, Baldr, Vidar e Váli. Na poesia escáldica faz-se referência a ele com diversos kenningar, e um dos que são utilizados para mencioná-lo é Allföðr (“pai de todos”).

Como deus da guerra, era encarregado de enviar suas filhas, as valquírias, para recolher os corpos dos heróis mortos em combate, os einherjar, que se sentam a seu lado no Valhalla de onde preside os banquetes. No fim dos tempos Odin conduzirá os deuses e os homens contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarök. Nesta batalha o deus será morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir, que será imediatamente morto por Vidar, que, com um pé sobre sua garganta, lhe arrancará a mandíbula.

Etimologia

Os nomes dos deus são encontrados em nórdico arcaico (ou Old Norse) Óðinn (Saxo Grammaticus, latinizando escreve Othinus), no germano Wotan e no primitivo germânico sob a forma de Wodanaz, no gótico, Vôdans, no dialeto das ilhas Feroé (nas costas da Noruega), Ouvin, no antigo saxão, Wuodan, no alto alemão, Wuotan, enquanto que entre os lombardos e na região da Vestefália aparece Guodan ou Gudan, e na Frísia, Wêda. Nos dialetos dos alamanos e borgundos temos a expressão Vut, usada até hoje no sentido de ídolo. Essas denominações estão ligadas pela raiz, no nórdico arcaico, às palavras vada e od, e, no antigo alto alemão, a Watan, Navutan, Wuot, que significavam a princípio razão, memória ou sabedoria. Mais tarde tornaram-se equivalentes a tempestuoso ou violento, sentido que os cristãos faziam empenho de acentuar, procurando depreciar a figura do deus nórdico.

Dia da semana de dedicação

A quarta-feira, dia que é dedicado ao deus, tomou as denominações, no inglês, wednesday (antigo saxão, wôdanes dag, anglo-saxão, vôdnes dag), no holandês, woensdag (médio-neerlandês, woensdach), no sueco e dinamarquês, onsdag (Old Norse, odinsdagr), e no dialeto da Vestefália, godenstag ou gunstag..

Citações na Edda Poética

Na Edda Poética, o maior ciclo é naturalmente o do deus supremo, compreendendo as seguintes baladas: Baldrs Draumar (Os Sonhos de Baldr), Hárbarzljóð (A Balada de Harbard), Vafþrúðnismál (A Balada de Vafthrudnir), Grímnismál (A Balada de Grimnir) e Hávamál (As Máximas de Hár).

Odin se apresenta sob diversos nomes nas baladas édicas, de acordo com as exigências da situação. Sabemos, pela Völuspá (A Profecia da Vidente) e Hyndluljóð (A Balada de Hyndla), que ele é filho de Borr. As elevadas designações de velho criador e pai dos homens, que o poeta anônimo lhe deu em Baldrs Draumar e no Vafþrúðnismál, bem como a informação de que Odin dera o fôlego (Völuspá) a um casal inanimado, não deixa dúvidas sobre uma interferência na criação da humanidade. No Grímnismál há o cognome de príncipe dos homens, na Lokassena (A Altercação de Loki) de pai das batalhas, na Völuspá, de pai dos exércitos, e no Grípisspá (A Profecia de Gripir), de pai da escolha ou pai dos mortos em batalha.
Genealogia

Personalidade

Em linguagem corrente nos países escandinavos e no norte da Alemanha, conforme observa-se entre pessoas cultas, são usadas as expressões zu Odin fahren ou hei Odin zu Gast sein, e far þu til Odin ou Odins eigo þik, citadas também por Jacob Grimm, para imprecações equivalentes a vá para o diabo, ou o diabo que o carregue. É uma tendência malévola que se explica, não só pela ação do cristianismo, mas ainda pelas atitudes violentas e sombrias que o deus tomava, infligindo castigos inflexíveis, como o sono imposto à (valquíria) Brynhild por esta tê-lo desobedecido, e atravessando os ares com seu exército de maus espíritos, nas noites de tempestades, nas chamadas Caçadas Selvagens.

Sobre o Eddas, sabe-se que foram escritos no início da idade das trevas, porém é de conhecimento, que as tradições que a originaram e eram transmitidas oralmente, datam de mais de três mil anos a.C.

Virtudes

O aposto de “pai da magia”, constante do Baldrs Draumar, confirmado no seu próprio depoimento do Hávamál (parte IV), descreve o seu próprio sacrifício: feriu-se com a lança e suspendeu-se numa árvore, onde permaneceu nove dias agitado pelos ventos; esta árvore é Yggdrasill, o freixo do mundo. Tudo isso visando à iniciação na sabedoria das runas, tendo até criado algumas delas, tornando-se senhor do hidromel da poesia, licor mágico que profere vaticínios.

Quanto ao elevado saber de Odin, relata-se que nem sempre foi assim, sábio e mágico poderoso; ávido por conhecer todas as coisas, quis beber da fonte da Sabedoria, onde o freixo Yggdrasill mergulha uma das raízes; mas Mímir, seu tio, o guardião da fonte, sábio e prudente, só lhe concedeu o favor com a condição de que Óðinn lhe desse um de seus olhos. Ele então encontrou na água da fonte milagrosa tanta sabedoria e poderes secretos que pôde, logo que Mímir foi morto na guerra entre os Æsir e os Vanir, lhe conferir a faculdade de renascer pela sabedoria: sua cabeça, embalsamada graças aos cuidados dos deuses, é capaz de responder a todas as perguntas que lhe dirigem. Após adquirir tantos conhecimentos, procurava depois revelá-los em duelos de palavras, em que aposta a vida e sai sempre ganhado. Além do mais, por várias vezes se dirige a profetisas e visionárias, pedindo informações estranhas, dando-lhes em paga ricos presentes.

Cultuação

Desse modo, vemos que Óðinn, na concepção do poeta édico, é criador da humanidade, detentor supremo do conhecimento, das fórmulas mágicas e das runas, invocado por ocasião das batalhas, durante os naufrágios e as doenças, na defesa contra o inimigo, e afinal em qualquer situação desesperadora. Altares se elevavam em sua honra.

Símbolos

Nas baladas da Edda, o deus supremo está em ligação com símbolos, emblemas e certos elementos adequados às diversas circunstâncias em que aparece. Assim, no Valhöll (Valhalla), tem o seu grande palácio onde recebe e aloja os guerreiros mais valorosos, e em outro dos seus três salões em Ásgarðr (Asgard), o alto Valaskjalf, senta-se no trono Hlidskialf, de onde é possível enxergar o mundo inteiro e acompanhar todos os acontecimentos da vida. A seus pés, deitam-se os dois lobos Geri e Freki, símbolos da gulodice, que o acompanham em suas caçadas e lutas, alimentando-se dos cadáveres dos guerreiros. Nos seus ombros estão os dois corvos Munin e Hugin, a sussurrar-lhe o que viram e ouviram por todos os cantos. Quando se encaminha a uma batalha, o que é frequente, usa armadura e elmo de ouro, trazendo nas mãos o escudo e a lança Gungnir, que tem runas gravadas no cabo, montando seu famoso corcel de oito patas, Sleipnir, que tem a faculdade de cavalgar no espaço, por cima das terras e águas.

Disfarces

Em muitas passagens, descrevem-se as andanças de Odin, em que se apresenta sob o disfarce de um viajante baixo e de cabelos escuros, envolvido numa enorme capa azul ou cinza, com um chapéu de abas largas, quebradas acima do olho perdido e o outro olho negro faiscante, como nas baladas édicas Vafþrúðnismál e no Grímnismál, e com os nomes significativos de Gagnrad (o que determina a vitória), Grimnir (o disfarçado), além do Hávalmál (parte III) e nos Baldrs Draumar, respectivamente com os nomes Hár (o elevado, o eminente, o sublime) e Vegtam (o acostumado aos caminhos).

Fonte: https://www.facebook.com/CulturaPagan/posts/916840701743889:0

Obs: Na minha opinião dizer que Odin fez o sacrifício visando a iniciação às runas é tendencioso.

Signos Nórdicos

Não tem embasamento histórico, mas co-relacionando aos signos que conhecemos tem fundamento.

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DESCRIÇÃO DOS SIGNOS:

BILSKIRNIR – (21/03 a 20/04) (Áries)

“O Relâmpago”, a morada de Thor.
Pessoa jovial, espirituosa, incansável, bastante comunicativa, de sentimentos rápidos e intensos, enfrenta tudo na vida e não conhece a palavra medo. Ama a independência, porém, com limites, principalmente, no que se refere à segurança afetiva.

THRYMHEIM – (21/04 a 20/05) (Touro)

“A Casa do Trovão”, Residência da Deusa Skadhi.
Pessoa que tende a ser fatalista, contudo é cautelosa e perseverante, voltada à busca do prazer, que envolve boa comida, boa roupa e bem-estar material e espiritual. Sua generosidade a leva a vastos rasgos de hospitalidade, é um dos melhores anfitriões do zodíaco e gosta de agradar os amigos

FOLKVANG – (21/05 a 20/06) (Gêmeos)

“O Campo dos Guerreiros”, Constituído por 9 castelos onde a Deusa Freya recebia a metade das almas dos guerreiros mortos em batalhas. Você é comunicativo, curioso, inteligente, rápido para se apaixonar, e diz tudo o que pensa. Possuem grande apego a família e uma mudança repentina de humor.

HIMMINBJORG – (21/06 a 21/07) (Câncer)

“O Salão Celeste”, a morada do Deus Heimdall. O “Deus Brilhante”, o guardião da ponte Bifrost. Você é introvertido, imaginativo e sonhador, refugia-se em sua casa sempre que pressente o perigo, pois precisa de proteção. Apesar da índole pacífica, é desconfiado e sujeito ao desânimo, sensível.

BREIABLIKK – (22/07 a 22/08) (Leão)

“A Vista Abrangente”, morada de Baldur, o Deus Luminoso Solar. Liderança, oriunda de sua impressionante personalidade, coragem e ambição garantem muito sucesso, pois, está mais atento aos seus méritos de que aos seus limites. Graças à influência do Sol, é transparente em seus pensamentos sendo avesso aos subterfúgios.

SOKKVABEKK – (23/08 a 22/09) (Virgem)

“O Rio do Tempo e dos Ventos”, local onde residia Saga, e que Odin visitava diariamente para beber do rio das memórias antigas. Prático, organizador, observador, introspectivo e crítico. Mesmo não sendo expansivo, mostra-se afetuoso. De temperamento tranquilo e laborioso. Alegre e bem humorado, dotado de muita força mental.

GLITNIR – (23/09 a 22/10) (Libra)

“O Salão do Esplendor” pertencia ao Deus Forseti. Dotado de poderosa aura magnética, consegue equilibrar suas paixões com a reflexão. Seu maior defeito é a indecisão. Se for sensível e emotivo consigo mesmo e com seus familiares, pouco se abala com o que acontece aos outros. Possui temperamento conciliador, buscando sempre harmonia e perfeição.

GLADSHEIM – (23/10 a 21/11) (Escorpião)

“O Lar Resplandecente”, onde ficava Valhalla. Indivíduo inteligente, criativo, persistente e que provoca certo mistério à seu respeito. É, também, arredio, desconfiado e rancoroso, no entanto, sua marca fundamental é a coragem, mesmo que desconheça o equilíbrio e a moderação.

YDALIR – (22/11 a 21/12) (Sagitário)

“O Vale dos Teixos”, que abrigava a cabana de Ullr, Deus arqueiro e caçador. Trata-se de um indivíduo sensível, intuitivo, animado, com muita vitalidade e dono de um organismo saudável e resistente. O perigo não o intimida, podendo expressar-se com sabedoria. A atividade esportiva garante seu equilíbrio físico e mental. Dificilmente se abate diante das adversidades da vida. Ninguém ganha o sagitariano em autenticidade, energia e otimismo.

LANDVIDI – (22/12 a 20/01) (Capricórnio)

“A Terra Branca” representava o reino de Vidar, filho silencioso de Odin. Introvertido metódico, prudente, possui amor à liberdade, independência, persistência e determinação. No campo afetivo é desconfiado, mas fiel, dedicando tempo e energia aos seus interesses profissionais, por isso, corre o risco de colocar o amor em segundo plano; Não deixa transparecer seus verdadeiros sentimentos, ocultando-os sob aparente calma.

VALASKJALF – (21/01 a 19/02) (Aquário)

“O Saguão Prateado”, morada de Vali, filho de Odin e vingador da morte de Baldur. Está voltado para o futuro e é muito dedicado às pessoas; costuma ser caprichoso, independente e cordial; geralmente, tem uma alma racional e ao mesmo tempo voltada para projetos extravagantes. O coração e o cérebro se comunicam perfeitamente na motivação dos seus atos.

NOATUN – (20/02 a 20/03) (Peixes)

“O Navio” pertencia a Njord, Deus dos Mares e pai de Frey e Freyja. Indivíduo emotivo, receptivo e inteligente. Diante das dificuldades costuma refugiar-se em seu mundo interno ou no misticismo. É compreensivo, possuindo espírito humanitário, sensibilidade mediúnica e inclinações artísticas.

Fonte: https://www.facebook.com/magnuschasedepressao/photos/a.712411222145897.1073741828.711957362191283/723243461062673/?type=1&theater

Ostara

Ostara 1Equinócio de primavera Ostara era a deusa teutônica da aurora e da fertilidade, equivalente a Eostre, a deusa anglo-saxã regente da primavera. O festival comemora o fim do inverno e o renascimento da Natureza, com a volta da fertilidade, da vitalidade e da alegria. Ovos pintados com símbolos de prosperidade ou tingidos de vermelho eram usados como amuletos da sorte, oferecidos de presente a familiares e amigos ou enterrados nos campos, para transferir sua fertilidade para a terra. As mulheres assavam pãezinhos em forma de lebres ou os confeitavam com rodas solares, compartilhando-os com outras pessoas e oferecendo-os aos seres da Natureza, com pedido de fertilidade e vitalidade. O animal sagrado de ambas as deusas era a lebre, associada à Lua e renomada pela sua proliferação. Os nomes Ostara e Eostre deram origem à denominação da Páscoa em alemão (Ostern) e inglês (Easter), ao hormônio feminino da fertilidade (estrógeno) e ao cio (estrum). Seus atributos mágicos foram adotados como objetos festivos e de decoração na Páscoa cristã, sem que a igreja explicasse a enigmática relação entre o coelho, ovos e Jesus. Reverenciam-se nessa data também as deusas Idunna (doadora das maças do rejuvenescimento), Nerthus, Erda (fertilidade da terra), Freyja (regente da sexualidade), Sjofn (para trazer amor) e Frigga, Berchta e Holda (senhoras do tempo e protetoras dos recém nascidos); no entanto, o Blot deve ser dedicado a Ostara. O tema principal desse festival é a bênção das sementes, os novos projetos ou começos, encantamentos para fertilidade (física, material, mental) e renovação, bem como práticas de equilíbrio e complementação dos opostos (polaridades internas ou externas). Preparam-se canteiros, vãos e situações para receber e nutrir as sementes de novas plantas, ou projetos. Os ovos pintados (devem ser usados galados ou caipiras, em vez de ovos de granja, desprovidos de energia vital) são ofertados para a terra, os deres da Natureza e as divindades; colocados nos altares ou dados de presente. As runas correspondentes são Berkano e Erda (a fertilidade da terra), Ehwaz (mudança, vida nova) e Laguz (crescimento dos brotos). O sinete mágico reproduz o ovo cósmico ou as sementes brotando.

Fonte: Mistérios Nórdicos (Deuses. Runas. Magias. Rituais.) de Mirella Faur. Editora Pensamento.

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