Jornada Rúnica Coletiva

Há pouco tempo atrás participei da jornada rúnica desenvolvida pelo querido amigo e runemal Robson Madredeus, inspirado por um exercício de tarô pela também amiga Pietra Luna.

Hoje a bruxa e runemal Liz Elhaz Oliveira traz este exercício de modo que todos possam participar. Basta acompanhar as publicações em sua página no Facebook e fazer suas reflexões.

A cada dia será colocada uma pergunta com três opções de runa como resposta. Vocês vão ler a pergunta do dia, escolher uma das runas que estará virada para baixo e mais tarde haverá um texto para reflexão para cada uma delas para que você possa interpretar a escolha de sua intuição!

O Robson e a Liz estarão palestrando na 1° Conferência Brasileira de Runas que acontece em 08/04/2017 em Ribeirão Pires/SP. Adquira seu convite e venha conversar conosco sobre a jornada rúnica.

Reflexões sobre a Jornada Rúnica

jornada-runicaHora de refletir sobre a jornada rúnica…

Qual família esteve mais presente? Quais símbolos se repetiram? Quais símbolos tiveram por resposta ele mesmo?

Por aqui a família que esteve mais presente foi a família de Tyr. A família de Tyr fala do mundo espiritual e está ligada a copa da árvore do mundo.

Dagaz, gebo e raido foram as runas que mais estiveram presentes. E as que tiveram elas mesmas por resposta foram inguz e dagaz.

Para acompanhar a minha jornada rúnica acesse meu perfil no Instagram e minha página no Facebook. Para informações de como participar acesse Jornada Rúnica.

A participação é válida em qualquer tempo. E para facilitar use as hasttags #jornadarúnica e #runas2017.  Pretendo repetir esse exercício daqui uns 6 meses, afinal tudo é cíclico e estamos em constante evolução.

 

Jornada Rúnica

Segue texto do meu amigo e runemal Robson Madredeus que compartilho e deixo o convite aqui à todos. Eu estou participando, você pode acompanhar no meu instagram e na minha página no facebook.


O tarólogo Igor Freire compartilhou recentemente uma linda jornada com o tarô desenvolvida pela também taróloga Pietra Di chiaro Luna (Nome no FB) que achei muito interessante e resolvi adentrar. Mas como respiro muito mais das runas que o tarô adaptei a técnica para a linguagem rúnica e compartilho com vocês aqui.

Este é um convite para uma jornada de autoconhecimento capaz de promover intimidade consigo mesmo e com as runas. A jornada se dá num período de 24 dias, um para cada runa seguindo a ordem do fhutark antigo. A cada dia uma pergunta que deverá ser respondida com a tiragem de uma única runa. Você deverá separar um jogo de runas para este processo e diariamente retirar uma para responder sua pergunta e meditar sobre a mensagem dela para aquele tema (sugiro anotar tudo). Já havia feito exercícios parecidos com as runas e já fiz meus ciclos pessoais também (meditando diariamente com cada uma), mas este exercício une duas técnicas muito boas de autoconhecimento e afinidade com os sigilos, por isso recomendo.

As perguntas vão nos colocando em contato com pontos preciosos e muitas vezes ignorados do nosso ser, a tirada intuitiva da runa de resposta nos desmascara e ajuda a perceber mais profundamente quem somos, quais nossas defesas, medos e desejos. Parece bobeira mas as vezes é difícil observar honestamente o que estamos refletindo para o mundo, os oráculos são ferramentas que nos auxiliam no autoconhecimento, tirando nossas máscaras. Muitas vezes o cliente senta diante do oráculo cheio de convicções e a cada tirada vai tendo que abrir mão delas, pois o revelado ali pode ser tão profundo que destoa do superficialmente óbvio, este exercício nos ajuda a ir além do superficialmente óbvio.

Abaixo seguem as perguntas na ordem do fhutark e algumas instruções básicas. Quem quiser uma ajuda na tradução das respostas pode mandar um e-mail com suas observações e dúvidas para robsonmadredeus@gmail.com (ou ligiaraido@gmail.com).

  • Separe um jogo de runas que pode ser até feito exclusivamente para isso (em papel por exemplo) e depois descartado (queimado ou enterrado), isso fica a seu critério;

  • As perguntas devem seguir a ordem do futhark (de Fehu a Dagaz como na lista abaixo);

  • Anote em um diário ou livro das sombras sua interpretação de cada resposta;

  • Separe as runas que já foram retiradas;

  • Importante seguir o cliclo de 24 dias, se não puder realmente dar continuidade em um deles anote essa observação e continue de onde parou;

  • Ao final faça um balanço do processo observando a sequência rúnica que se formou e outras nuances que podem ser captadas;

  • Se sentir necessidade peça ajuda de um runemal para interpretar as respostas;

  • Pode se orientar por ciclos lunares, planetários, datas especiais para você etc, fica a seu critério também;

  • Se preferir e achar conveniente pode traçar um objetivo pessoal ou trabalhar uma questão específica (relacionamentos, espiritualidade, objetivo de vida etc);

Relação de perguntas por runa (na ordem do futhark)

  •  Fehu – como cultivo minha riqueza?
  • Uruz – O que me fortalece?

  • Thurisaz – Qual o grande espinho do meu caminho?

  • Ansuz – O que preciso aprender?

  • Raidho – Em que direção estou me movimentando?

  • Kenaz – O que tenho feito para iluminar minha existência?

  • Gebo – Onde preciso me doar?

  • Wunjo – O que me dá prazer?

  • Hagalaz – O que preciso mudar?

  • Nauthiz – Qual minha maior necessidade?

  • Isa – O que deixei cristalizar/esfriar em mim?

  • Jera – O que tenho cultivado?

  • Eihwaz – Onde tenho sido resistente?

  • Perthro – O que eu temo que mude?

  • Algiz – Onde tenho sido vulnerável?

  • Sowilo – Qual meu propósito de alma?

  • Tiwaz – O que estou conquistando?

  • Berkano – O que precisa renascer?

  • Ehwaz – Onde preciso manter o equilíbrio?

  • Mannaz – O qu; e projeto no outro?

  • Laguz – como tenho deixado fluir minha intuição?

  • Ingwaz – Como estou utilizando minha criatividade?

  • Othala – O que o passado me ensinou?

  • Dagaz – O que está desperto em mim?

Mandem um e-mail comentando suas observações e tirando dúvidas. Bons estudos!

Link do post original: http://www.robsonmadredeus.com/reflexes

A sociedade medieval viking

0002 templodeapolo.net - assentamento vikingAlgumas coisas que a sociedade atual deveria aprender com a sociedade medieval viking, dadas suas devidas proporções, é claro:

1- Mulheres eram mulheres, não tinham sovaco ou pernas peludas, não andavam com os peitos de fora e eram valorizadas socialmente de igual para igual, inclusive com suas obrigações militares. Mulheres vikings guerreiras eram comuns, geralmente só se abstinham de participar de combates quando engravidavam. De forma nenhuma eram vistas como “frágeis”, já que na concepção dos vikings, pessoas de aspecto frágil eram indesejadas. Todos os direitos políticos e sociais eram iguais para homens e mulheres. O título de Jarl (equivalente a lorde) podia ser atríbuído a homens e mulheres, o mesmo com “senhor e senhora da guerra”. Nenhuma posição era vetada às mulheres, mas aos homens sim, as altas sacerdotisas dos deuses (anjos da morte) só podiam ser mulheres, homens podiam no máximo chegar à sacerdotes e uma espécie de xamã que temos traduzido do norse apenas como “vidente”.
2- Os escravos e trabalhadores livres eram protegidos por leis severas contra possíveis abusos por parte de seus senhores. Os governantes tinham total responsabilidade com o povo, caso estes não conseguissem promover progresso àqueles cujo estavam sob seu governo, poderiam ser desafiados por qualquer cidadão livre. Os julgamentos eram com votação aberta incluindo todos os integrantes da sociedade à excessão dos escravos, que apenas podiam opinar.
3- A sociedade viking não tinha tempo para preconceitos, guerreiros que perdiam membros em combate usualmente usavam ganchos e pedaços de metal na tentativa de substituir membros amputados. O Rei Ivar – O Sem Ossos nasceu com uma severa deformação nas pernas, tanto que ele era carregado pelos seus soldados em cima de um escudo. Ivar invadiu a Nortúmbria e durante essa época foi descrito como um guerreiro habilidoso, mesmo não conseguindo andar.
4- Dizemos que a democracia é uma invenção grega, mas dela se origina o nome. A sociedade viking possuía um modelo muito mais próximo do atual do que a sociedade grega. O voto tinha igual peso tanto para homens quanto para mulheres livres.
5- Uma mulher que sofria abuso por parte de qualquer homem tinha o direito legal de assassinar aquele homem desde que comprovada sua culpa. Mesmo uma escrava poderia fazer tal pedido ao seu senhor/senhora. O julgamento ocorria da mesma forma que para cidadãos livres.
6- Homens eram viris e não podiam apresentar traços de feminilidade, não importando seu comportamento sexual. Nenhum homem ou mulher era discriminado por suas práticas sexuais (à excessão da pedofilia, que era passível de morte mediante tortura). A noção de maioridade sexual que você tem hoje é herança dos vikings e dos povos celtas e frísios, já que na sociedade cristã na época era comum a pedofilia, sobretudo em Roma e nos reinos da Inglaterra medieval. Uma mulher viking podia se casar aos 14 anos, mas só poderia iniciar suas relações sexuais após os 16 anos, ao marido era reservado o direito de escolher uma parceira sexual nesses casos até que a mulher atingisse a maioridade sexual, embora a mesma pudesse negar ao marido tal direito, em Roma a prostituição de crianças de 6-8 anos era comum e a mulher não tinha direito de escolha.
7- Um crime de assassinato era punido pela pena de morte mediante julgamento com voto aberto de toda a sociedade viking, crimes menores eram punidos na igual proporção de seu efeito, o conhecido “olho por olho, dente por dente”.
8- Qualquer indício de corrupção por parte dos governantes era moralmente intolerado pela sociedade viking e passível de pena de morte e destituição dos títulos e propriedades da família.
9- O divórcio também era amplamente tolerado pela sociedade viking, uma mulher não era tratada com nenhum tipo de preconceito por ser divorciada, mesmo que tivesse filhos.

Lembrando que estamos falando de mais de 1.500 anos atrás… E você aí se achando muito evoluído…

Sacerdote Wieland Hanemann

 

Programa Karavana Karan 07/01/2016 – Carlos Karan e Ligia Raido

Segue o podcast da minha participação no programa Karavana Karan da MKK Web Rádio. #Enjoy.

Quais são as vertentes do Paganismo Nórdico?

Ao elaborar este texto com base em anos de pesquisas procurei elucidar algumas das mais corriqueiras dúvidas a respeito das diferentes formas de culto e práticas com os Deuses do panteão escandinavo; segundo meu ponto de vista.

Heathen:

Literalmente é uma palavra que significa não cristão, em português pagão e sua origem vem antigo inglês e old norse.

Por ser um termo de originário da língua inglesa, escandinava e germânica, é o preferido pelos pagãos que seguem vertentes dessas culturas ou tem sua língua nativa com base nelas.
Por esse termo abranger as religiões de cunho pagão nórdico é o favorito entre seus seguidores para se descreverem.

Existem grupos de reconstrucionistas que usam o termo e baseiam a sua religião nos escritos medievais sobre os deuses e mitos dos nórdicos, germânicos e povos anglo-saxões.

Praticam a tolerância à diversidade e afirmam que no Paganismo Nórdico, todos os deuses são dignos de adoração.

O termo foi popularizado na última década por Nigel Pennick , que o usa para descrever as religiões européias.

Referem-se a ele como um conjunto de religiões populares naturais e pagãs dos povos do norte da Europa, principalmente as tribos de língua germânica e seus descendentes , como os anglo-saxões , os noruegueses , dinamarqueses , suecos , finlandeses, islandeses, escandinavos , alemãs e frísios.

Acredito que os grupos Heathen usam esse termo justamente para mostrar que abarcam toda cultura e mitologia existente sobre os Deuses do Norte da Europa.

Logo o termo Heathen (pagão) engloba as religiões que serão listadas abaixo (Odinismo e Asatrú).

Odinismo:

É uma a mais antiga das formas de neo paganismo europeu.

Odinismo é uma das vertentes reconstrucionistas do paganismo escandinavo pré cristão, que visa o culto aos as divindades escandinavas (tendo o culto a Odin em principal foco) e a ancestralidade pessoal.

A origem dessa vertente remonta a religião dosVikings de origem escandinava (Noruega, Suécia, Dinamarca, Islândia).

Sua influência chegou a outras partes da Europa, incluindo a Escócia, Irlanda e Inglaterra.

Levando em consideração que os povos escandinavos como outras sociedades tribais tinham uma tradição oral, a principal fonte de informações validade teologicamente por esse reconstrucionismo vem das Eddas (compilação criada em prosa por Snorri Sturluson). Onde são relatas as sagas, histórias e mitos desde a cosmogenesis nórdica a criação humana, feitos de heróis e deuses. As eddas não são a única fonte para esse amplo universo.

Os seguidores desta religião cultuam através de rituais sazonais (relacionados a dualidade de inverno/ verão) as divindades do panteão nórdico (Aesir e Vanir), os ancestrais de suas linhagens, os espíritos da terra onde vivem e os grandes heróis das sagas nórdicas.

A pioneira no Odinismo foi Else Christensen (1913 / 2005) também chamada de Folk Mother e fundou a verdadeira Irmandade Odinistaem 69 que evoluiu até a organização hoje chamada de AFA.

Asatrú:

É também uma das vertentes reconstrucionistas do paganismo escandinavo pré-cristão, que visa o culto as divindades escandinavas e a ancestralidade pessoal.

É fundamentado nas Nove Virtudes, como o Odinismo, se foca no culto aos Deuses Aesir e aos aliados da família. Porém também respeitam e o cultam aos Deuses Vanir como Freyr, Freya e Njord e, alguns cultuam gigantes como Loki, Skadi,Jord, Aegir como no Odinismo.

Este nome foi criado em meados do século XIX por acadêmicos escandinavos como uma forma erudita de se referir à religião pagã. A palavra em nórdico antigo pode ser traduzida como fé nos Aesir.

Sveinbjörn Beinteinsson(1924/ 1993) fundou o primeiro grupo Asatrú em 1960, o Íslenska Ásatrúarfélagið.

No início de 1970 o governo islandês reconheceu o Asatrú legalmente como uma fé garantindo seus direitos sociais. Na Dinamarca e Noruega em 2003.

Odinismo e Asatrú quase não diferem em crenças e práticas. No meu ponto de vista esse desdobramento ocorreu por conta de idéias raciais.As divisões que acabaram sendo necessárias, pela própria natureza das pessoas envolvidas com o Paganismo Germânico, inclusive para distinguir extremistas de não extremistas.

Existe o termo Asatru-Vanatru que surgiu da necessidade de englobar na nomenclatura da religião tanto os Aesir quanto os Vanir, mas na pratica ambos já eram cultuados.

Vanatru:

Encontrei em minhas pesquisas alguns grupos e solitários que se denominam Vanatru e tem seu culto voltado somente aos Vanir. Pessoalmente acho difícil cultuar só uma das famílias, visto que existem Deuses que são filhos de Aesir com Vanir, Jötunn com Aesir e vice versa.

Obs.:Aesir e Vanir são famílias que de acordo com Snorri Sturluson conviviam pacificamente até que entraram em guerra e após esta guerra voltaram a conviver pacificamente.

Rokkatru:

Abby Helasdottir da Nova Zelândia criou o termo Rökkatru, para aqueles cujo foco principal são os gigantes da mitologia nórdica que em sua maioria são inimigos aos Aesir e Vanir e representam as forças caóticas da natureza e do ser humano.

Aqueles que se identificam como Rökkatru não se dizem obscuros ou maus, não se dizem racistas e nem acreditam que o culto aos Jötunn (gigantes) seja errado.

Existem teorias de que os Jötunn eram os Deuses do Norte antes dos Aesir e Vanir, e que assim os três panteões de Deuses devem ser igualmente respeitados. O que não foi provado historicamente.
Os seguidores do Asatrú e Odinismo abominam o culto aos gigantes inimigos de seus deuses. Dão sua devida importância a alguns deles que não são inimigos, mas, não reconhecem este culto somente aos gigantes como válido.

Alguns dos gigantes que são reconhecidos pelos Odinistas e Asatruares são: Jord a terra, Aegir o mar, Hell Deusa dos mortos e outras divindades que apesar de serem consideradas Aesir são filhos de gigantes com Aesir, como Thor e Odin.

Observações:

Alguns Deuses do Panteão Rokkatru: Hela, Loki, Angrboda, Sigyn, Fenris, Jormundgand, Narviand Vali, Surt

Alguns Deuses do Panteão Odinista, Asatru e Vanatru ou Heathen : Odin, Freyja, Frey, Frigga, Thor, Balder, Hel, Nerthus, Njord

Não existe embasamento histórico, até o momento sobre Rokkatru e Vanatru.

Tive muita, mas muita ajuda mesmo de um amigo que não quer ser citado…..pena….mas respeito sua vontade.

Termino o texto com uma observação sobre os grupos brasileiros de Odinismo e Asatrú.

Em sua maioria são tribalistas que aceitam membros independente de etnia, gênero, cor ou nível social desde que se ganhe, conquiste a confiança dos demais membros do clã (Kindred) ao qual está pleiteando adentrar.

Após entrar, firmará sua ligação fraternal com os mesmos e os Deuses por meio de juramentos de mútua confiança, sob a presença do Gohdi (sacerdote) do Clã.

Bençãos de Donnar, Tyr e Sunna

Autor: Helena Pereira

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